quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

O JOGO: Entrevista com Dídio de Aguiar

"Trabalho que se está a fazer é de grande qualidade técnica"

JOSÉ RODRIGUES

Numa conversa abragente, o próximo Mundial foi assunto obrigatório.

O calendário do apuramento é muito complicado?

Sim, muito, porque temos o Mundial de Sevens, no Dubai, em Março, que calha no meio do Seis Nações B, a nossa fase de apuramento para o Mundial'2011. Mas estou convicto de que vamos conseguir o apuramento directo, temos uma equipa mais forte porque o trabalho que se está a fazer é de grande qualidade técnica e os jogadores estão muito motivados.

O sucesso nos Mundiais (sevens e 15) é crucial?

É muito importante, porque vai ajudar a conquistar atenções e novos atletas, para chegarmos aos 10 mil praticantes até 2011. São objectivos que implicam muito trabalho e mudanças, que estão a ser feitas com tranquilidade. É muito importante envolver todos neste processo, principalmente os clubes.

Que mudanças houve nos últimos anos?

Passamos de três/cinco jogos internacionais para cerca de 20. Só isso é uma grande mudança, mas haverá outras, no que toca a comunicação e imagem, e estamos convencidos de que teremos resultados a curto prazo.

Qual é o caminho para o desenvolvimento?

Passa por duas vias - interna e externa. Na primeira, temos de aumentar a competitividade das provas e aqui poderemos fazer um regresso ao passado, alargando para 12 o número de equipas na Honra, divididas em dois grupos de seis na fase inicial e depois três grupos de quatro, muito mais equilibrados e com mais objectivos e menos jornadas. Externamente, a competição ibérica - sob a forma de liga ou outra - é a mais forte e que merece o apoio da International Rugby Board [IRB].

São conciliáveis?

Sim, mas é necessário organizar bem as competições internas - a redução de jornadas é crucial - e a nova prova. Por outro lado, é necessário encontrar uma forma atractiva, de maneira a que todos saiam a ganhar, tanto na captação de receitas como de novos praticantes. 2009 será um ano de grandes dificuldades económicas, mas conseguiremos arranjar verbas para o desenvolvimento.

Que modelo vai ter a nova prova ibérica?

Não está decidido, mas os espanhóis estão mais voltados para uma liga do que para o modelo do Super 14. Estamos a trabalhar no regulamento para um projecto que teve em Agronomia e Benfica os grandes impulsionadores. É um projecto que está a ser trabalhado há cerca de quatro anos, tem havido evoluções, merece o apoio da IRB, mas é crucial que os clubes se entendam, porque é fundamental para o desenvolvimento da modalidade na Península Ibérica.

E as Selecções?

Estamos em campo para arranjar patrocinadores para o Seis Nações B. Já há noção de que os países envolvidos proporcionam um mercado interessante, e a preços muito atractivos. Estão a decorrer negociações com a Sport Five, uma empresa que nos contactou porque já tem experiência com a liga russa, entre outras competições. Em Janeiro, vamos reunir, em Paris, FPR, Sport Five e Seis Nações, e em cima da mesa também vai estar a nova competição ibérica. No fundo, temos de conciliar provas nacionais, internacionais e esta competição de clubes de Portugal e Espanha.

"Contamos que em 2009 fique concluído"

O sucesso recente do râguebi português permitiu atrair verdadeiros patrocinadores e acabar, como referiu Tomaz Morais, com os "paitrocínios".

Neste momento, a modalidade conta com grandes apoios da Super Bock e Caixa Geral de Depósitos e ainda com suportes da TMN e Adidas, fornecedora dos equipamentos. A chegada dos dois grandes apoios viabilizou a grande mudança.

Quando vai ficar pronto o Centro Nacional de Treinos?

Contamos que em 2009 fique concluído. É uma obra custeada pelo estado português, pela IRB e que poderá ter apoios dos nossos patrocinadores. Contudo, é necessário que o Estado, proprietário do espaço no complexo do Jamor, defina as regras, porque era importante para nós que a Super Bock ficasse associada ao projecto.

Qual o peso do financiamento da cervejeira?

É muito grande. As melhorias registadas em ambas as variantes demonstram-no. Em 15, já se viu no jogo com o Canadá e em sevens, nos torneios do Dubai e de George, na África do Sul. Actualmente, os atletas das Selecções cumprem trabalho diário, e isso deve-se ao CNT e à Academia. É um trabalho que nos tem permitido diminuir diferenças em relação aos atletas de outros países.

A ida ao Mundial trouxe apoios, mas não compensações directas pela presença!

É verdade, mas estamos a trabalhar para que, no próximo Mundial, todas as selecções presentes tenham um quinhão das receitas geradas.

Que outros projectos tem a federação em mãos?

Existem projectos conjuntos com outras instituições, como o Programa Escolhas Portas Abertas, um projecto voltado para zonas socialmente desfavorecidas. Este ano vamos ter quatro núcleos - Bairro do Cerco, no Porto; Peniche, Oeiras e Setúbal.

"Têm surgido núcleos de râguebi um pouco por todo o país"

O desenvolvimento interno da modalidade toma duas formas bem distintas. Por um lado, é necessário fomentar o aparecimento de novos núcleos e arranjar novas infra-estruturas, por outro importa que a competitividade aumente tornando o râguebi mais atractivo. E se esta depende da FPR e clubes, já o crescimento deverá apoiar-se em novas parcerias tanto com autarquias como com escolas. O movimento universitário não ficou de fora, e as "escolinhas" têm um projecto próprio.

A modalidade atravessa um bom momento!

Sim, e por isso mesmo temos de o saber aproveitar. Sentimos, da parte das autarquias, uma grande vontade de se associarem a essa dinâmica de desenvolvimento, sobretudo nos escalões mais jovens, de formação.

Mas esses também têm um projecto próprio?

Sim, existe o Nestum Escolas, que está a ser um êxito e ainda vai crescer muito. Têm surgido núcleos de râguebi um pouco por todo o País. O apoio das autarquias é precioso, e não podemos falhar. A mudança de mentalidades é fundamental para podermos crescer, sair de um mundo mais ou menos fechado e aproveitar disponibilidades das instituições que estão motivadas para o râguebi, para os seus valores.

A parceria com a Câmara de Vila Nova de Gaia é uma grande conquista?

Sim, a Câmara de Gaia está fortemente envolvida com o râguebi. Temos o Centro Nacional de Treinos a funcionar no Estádio Jorge Sampaio e ainda um projecto de formação que envolve quatro escolas do município e a Associação de Rugby do Norte, e isto é muito importante para a modalidade no Norte, sobretudo no grande Porto, que agora tem mais e melhores possibilidades de evoluir, de vir a ter muitos jogadores como o Joaquim Ferreira, o nosso atleta mais internacional de sempre.

Há mais parcerias?

Espero que dentro de pouco tempo passem à prática.

Que formas poderão assumir os diferentes clubes?

A que quiserem. Contudo é importante perceber que há três formas diferentes de estar no râguebi - formação e desenvolvimento, competitiva ou simplesmente lúdica. É cada vez mais difícil misturá-las, porque as exigências são diferentes e os meios e métodos de trabalho também. Mas os clubes já têm consciência disso. O número de desistências na Taça de Portugal é elucidativa. A distância para as equipas de primeiro plano, cujos atletas cumprem programas de trabalho praticamente bidiário, é muito grande. Mas serão os clubes a decidir que papel querem, a cada momento, desempenhar.

"Râguebi universitário tem papel muito importante"

Qual o papel do râguebi universitário?

É importante. Em 2010 vai ser disputado, no Porto, o Mundial Universitário, e a FPR associou-se à prova, tem sido um projecto conjunto. Mas gostaríamos de ver o movimento universitário evoluir para uma realidade desportiva interna, e isso passa por um projecto comum entre universidades, com o apoio da federação e das associações regionais.

A Imprensa local e regional também está nos planos da FPR?

Sim, pode ter um papel muito importante na divulgação e na promoção da modalidade. Vamos tentar desenvolver um plano com órgãos de comunicação locais e regionais onde existirem núcleos de râguebi.

Receitas para todos

A presença de Portugal no Mundial'2007, disputado em França, foi um sucesso desportivo, mas também de receitas, com os Lobos a levarem, aos seus jogos, perto de 40 mil espectadores (média). Ou seja, lotação praticamente esgotada em todos os jogos. Contudo, a FPR não recebeu um único cêntimo pela presença, o que já não deverá suceder no Nova Zelândia'2011.

Algarve pode acolher torneio do circuito mundial

A International Rugby Board tem apostado forte no crescimento da modalidade, e as provas internacionais têm surgido de forma a englobar todas as regiões do Mundo, escalões e variantes. Nos sevens, o circuito mundial é constituído por oito torneios e dois situam-se na Europa: Londres e Edimburgo. Em Hanôver, durante a final do Europeu em que os Lobos conquistaram o sexto título, correu o rumor de que uma destas organizações poderia abandonar, e a FPR logo mostrou interesse em ocupar a vaga que possa vir a abrir-se. A concretizar-se a hipótese, o Algarve deverá ser o palco para o evento de entrada de Portugal nas grandes organizações do râguebi internacional.

Financiamento incompleto

A nova casa do râguebi deverá ser a obra emblemática da federação e que, apesar de ainda não estar concluída, já permite melhor desempenhos de ambas as Selecções. Orçada em cerca de 1,5 milhões de euros, com financiamento do IND, da IRB e verbas da FPR, neste momento ainda faltam cerca de 300 mil euros. A verba não preocupa o presidente da federação, que conta com um apoio maior da International Board.

domingo, 21 de Dezembro de 2008

Feliz Natal e Bom Ano Novo!

Era minha intenção fazer um post de balanço do ano, e de perspectivas para 2009. Sem tempo para o fazer não posso deixar de lembrar que 2009 será um ano muitíssimo exigente para o Rugby nacional, e que é tempo de clubes e FPR se organizarem mais e melhor. Vejamos:

- Começa o apuramento para o Mundial de 2011;
- Disputamos o Mundial de Sevens no Dubai;
- Com ou sem LI, a prova entre clubes portugueses e espanhóis será sempre mais exigente do que o foi até aqui.

Seja como for, são temas para abordar de forma mais calma e detalhada nos primeiros dias de 2009. Por hora gostaria apenas de aqui deixar os meus votos de Feliz Natal e Bom Ano Novo a TODOS os leitores aqui do Blog, a todos quantos têm colaborado e a toda a comunidade do Rugby que - em regra - tão bem me recebeu no seu seio.

O Blog vai de férias - que é como quem diz, eu vou de férias - e o regresso fica prometido para o início de 2009. Até lá, boas festas e tudo de bom.

sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

22, a nova revista de Nuestros Hermanos



Versão online aqui.

O'Driscoll venceu tranquilamente...



Estas votações têm apenas um valor (muito) relativo, mas a verdade é que de entre todas as posições já abordadas, a n.º13 (2º centro) foi aquela que menos competitividade apresentou, com Brian O'Driscoll a vencer de forma absolutamente inequívoca.

Pessoalmente fico satisfeito, pois sou confesso admirador do jogador, que em minha opinião poderá ter em 2009 um ano em cheio, não apenas ao serviço da sua Irlanda (atenção aos irlandeses no VI Nations, apesar dos fracos resultados em Outono...) mas também do Leinster e dos British and Irish Lions.

Já agora, aqui fica alguma "magia" do O'Driscoll...

Vários de 6ª feira

#1 - Antevisão da Jornada...

... encontra-se em baixo, e é da responsabilidade do Joaquim Lampreia, a quem agradeço a colaboração!

#2 - Campos

Luz ao fundo do túnel para Benfica e Belenenses, que são as duas equipas mais antigas do actual panorama nacional de Rugby, mas que permanecem ainda sem campo próprio, espera-se que por pouco tempo.

Ao que tudo indica, o Benfica passará a ter no concelho de Oeiras a sua casa, ao passo que o Belenenses deverá ter o seu campo nos limites do concelho de Lisboa.

Boas notícias para o Rugby, já que são dois clubes cheios de passado, presente e futuro.

#3 - Ainda o Benfica

Vi ontem, no canal Benfica do Meo, a meia hora semanal dedicada ao Rugby e acredito que o programa poderá ser um estímulo imenso ao reforço das escolinhas do clube.

É claro que a apresentadora revelou graves insuficiências no domínio dos assuntos do Rugby, mas é perfeitamente natural, sendo este um programa novo, e tendo em conta que o Rugby é uma modalidade pouco conhecida, que não é (nem será, segundo dizem) um desporto de massas.

A Benfica TV está a dar o seu contributo para a promoção da secção de Rugby do clube dos encarnados, e por essa via quem ganha é também o Rugby.

quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Antevisão da jornada do fim-de-semana

Artigo de Joaquim Lampreia.

Divisão de Honra

Belenenses – Benfica

O Belém vai voltar esta jornada às vitórias, o jogo da semana passada foi adiado pelo que os de Belém precisam de uma vitória robusta para se relançarem na conquista do título. O Benfica irá tentar perder por poucos e, porque não, tentar o ponto bónus.

Direito – CDUL

Na 1ª volta o Direito venceu no EUL. O CDUL vai querer rectificar o desaire de então e vencer em Monsanto, o que significa que vai querer assumir a sua candidatura ao título, e este é um dos jogos em que o pode mostrar. Um jogo que promete.

Cascais – CDUP

Uma boa oportunidade para o Cascais pontuar e assim poder ambicionar ficar na Honra. O CDUP vai querer conquistar o 5ª lugar da Honra, que equivale ao melhor sucedido do 2º pelotão. Para alcançar esse objectivo vai querer vencer. Será de certeza um jogo muito disputado.

Agronomia – Técnico

Os agrónomos têm que vencer, mas os engenheiros são talvez a formação do 2º grupo que mais tem evoluído, apresentando um nível bastante superior ao apresentado no início do campeonato. Estará para breve uma surpresa num resultado protagonizada pelos das Olaias..??

1ª Divisão

Académica – Vilamoura

Vitoria fácil da Académica, pois os algarvios não têm feito uma grande prova, sendo a equipa que sofreu mais pontos na 1ª Divisão. A Académica vai tentar vencer por uma margem dilatada e fazer um natural ponto bónus.

Lousã – Évora (Vai realizar-se em Évora, é o jogo da 1ª Jornada).

Grande jogo em perspectiva. É a disputa pelo 4º lugar desta Divisão. De momento o Lousã está mais consistente que os alentejanos, que começaram bem, mas que têm vindo a decair nos resultados alcançados e naturalmente na tabela. Quem vencer deverá garantir o 4º lugar.

CRAV – Vitória

O CRAV ainda não perdeu, tendo apenas um empate na 1ª jornada com o Setúbal. Foi o início da agradável surpresa que tem sido a equipa sadina. Este pode ser um jogo determinante para definir o 1º lugar na 1ª Divisão e ambas atravessam bons momentos de forma, logo vai ser um jogo de resultado completamente imprevisível. Aceitam-se apostas.

UTAD – Agrária

Boa oportunidade para a UTAD pontuar. A Agrária perdeu 2 jogos, mas venceu facilmente o Vilamoura, que compete com a UTAD para a descida. Uma vitória transmontana era fundamental para a manutenção na 1ª, mas creio que a Agrária vai vencer.

Desafio aos árbitros de bancada

De árbitros e treinadores de bancada todos temos um pouco. Basta ver a quantidade de comentários que os blogs de recebem guardam sobre decisões e desempenhos de árbitros, ou relativas às escolhas do seleccionador nacional Tomaz Morais...

Pois bem, a ARS lança a todo e qualquer um o desafio de passar das palavras aos actos, e no sábado pegar num apito para arbitrar jogos dos escalões mais jovens do nosso Rugby: QUALQUER UM O PODE FAZER. Basta ter coragem (e disponibilidade, claro) para tal.

Sobre este assunto, junto transcrevo a notícia retirada do excelente site da ARS:

A EJA vai estar presente no Convívio de Natal em Cascais

A Escola de Jovens Árbitros vai retomar a sua actividade nos Convívios de Rugby Juvenil.

A EJA vai estar presente no grande Convívio de Natal em Cascais, no campo da Torre-Guia, no próximo dia 20 de Dezembro (sábado). Antes do Convívio haverá uma pequena sessão teórica, que terá início às 10h00. Os jogos dos escalões Sub 8, Sub 10 e Sub 12 terão início às 10h30 e final previsto para as 12h30.

Após a realização do Convívio terá lugar a 4ª Jornada do Torneio de Inverno do escalão Sub 14. Além do de Cascais irão decorrer mais dois Convívios de Natal em Setúbal e Montemor. Pela Primeira vez, a ARS apoia a realização de três Convívios de Natal em simultâneo.

A EJA pretende juntar o maior número possível de jovens árbitros, já que para este fim-de-semana não estão agendados muitos jogos de escalões de formação (Sub 16, Sub 18 e Sub 20).

Iniciativas como esta são fundamentais para o desenvolvimento do Rugby e da ARS. Só com o envolvimento e participação de TODOS na captação de Jovens Árbitros é que esta Escola faz sentido... APAREÇAM! CONTAMOS CONVOSCO!

quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Prémios FPR: João Uva é jogador do ano

Parece-me que se fez justiça na atribuição dos prémios anuais da FPR, com as personalidades em maior evidência no ano que passou a serem justamente galardoadas, o que é naturalmente um prémio mas também uma responsabilidade adicional que passam a ter...

Eis a lista de vencedores e outros nomeados:




JOGADOR DO ANO: João Uva (Belenenses)

Outros nomeados - Joseph Gardener (Agronomia) e Willie Hafu (Belenenses)

REVELAÇÃO DO ANO: Lourenço Kadosh (Agronomia)

Outros nomeados - Diogo Miranda (Belenenses) e António Duarte (Agronomia)

TREINADOR DO ANO: Bryce Bevin (Belenenses)
Outros nomeados - Tomaz Morais (Seleccionador nacional) e Paulo Gonçalves (Benfica)

ÁRBITRO DO ANO: João Mourinha
Outros nomeados - Afonso Nogueira e Rohan Hoffmann

PRÉMIO CARREIRA: Joaquim Ferreira (CDUP)
Outros nomeados - João Marques Pinto (CDUL) e António da Cunha (Belenenses)

segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Sobre a moderação de comentários

Acabo de recusar um extensíssimo comentário, de alguém que entendeu escrever sobre o tema dos campos e do adiamento de jogos da Divisão de Honra sem assinar, e por uma simples razão: referia-se a um clube e em especial a um responsável desse mesmo clube de forma que não posso aceitar num espaço que já foi palco de faltas de respeito e má educação que não se repetirão.

O comentário até fazia sentido, avançando com argumentos válidos contra o adiamento dos dois jogos cancelados da Divisão de Honra. O que acontece é que referências incorrectas relativamente a terceiros, e ainda por cima anónimas, não serão aqui permitidas... E a pessoa que perdeu o seu tempo e gastou o seu latim a escrever um longo comentário viu toda a sua argumentação ir por "água abaixo".

Até ao momento, e desde que activei o sistema de moderação de comentários, devo ter apagado uns 15 a 20 comentários, todos pela mesma razão: referências desrespeitosas sobre clubes, jogadores ou dirigentes, NÃO ASSINADAS.

Aos que o fazem digo apenas: se quiserem continuar a fazê-lo, força. Perdem o vosso tempo, mas façam favor de escrever o que entenderem. Se por outro lado quiserem ver as vossas opiniões publicadas, escrevam o que entendem sem enxovalhar os outros. Aqui não há delito de opinião, mas também não há ataques anónimos a pessoas e instituiições.

domingo, 14 de Dezembro de 2008

Portugal x England Saxons

(Pouco) Mais sobre o assunto, aqui.

sábado, 13 de Dezembro de 2008

Em dia de campos alagados, falemos de relva sintética...

Um dos blogs espanhóis dedicado aos temas do Rugby publicava há algumas semanas um texto sobre a decisão da FER relativa à proibição de se disputarem jogos da Division de Honor (DH) em campos de relva sintética.

Em Espanha, e no contexto da DH, creio que apenas o CRC Madrid (de Pedro Cabral, Tiago Girão e Diogo Gama) jogava até então em sintético... E a decisão da FER levantava alguns problemas aos madrilenos, cuja resolução não sei se foi já alcançada.

Pensemos por hipótese que em Portugal se decidia o mesmo. Pergunto:

a) Faria sentido proibir jogos da principal divisão nacional em relva sintética?

b) Acham que o Rugby (a mesma pergunta poderia ser feira relativamente ao Futebol, embora seja modalidade que aqui não nos interessa) tenderá no futuro a ser disputado em campos de relva sintética?

Aceitam-se opiniões.

sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Jogador da semana: Quem é Rémy Soares?

Dados enviados por Bryan Freitas.

Rémy Soares
País: Cresceu em França, mas tem nacionalidade portuguesa.
Idade: 21 anos (05/06/1987)
Posição: Talonador (n°2)
Altura: 1,75m
Peso: 93kg
Clubes:
2008-2009: LOU (Lyon) Espoirs
2007-2008: LOU (Lyon) Reichel A
2006-2007: C.S.V (Vienne) Fédérale 2

quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Jogos do fim-de-semana

Antevisão de Joaquim Lampreia.

Cascais vs. Direito

É um jogo para o Direito recuperar a moral e a vontade de ser campeão. Uma vitória folgada recoloca os advogados no bom caminho e demonstrará que o resultado com a Agronomia foi um acidente. O Cascais irá tentar contrariar o volume de jogo do Direito adiando o avolumar do resultado enquanto puder.

Agronomia vs CDUL

Deve ser um bom jogo. Uma boa razão para ir à Tapada. Se o CDUL vencer é um claro candidato à vitória no campeonato. A Agronomia está embalada pelo resultado frente ao Direito e quererá demonstrar que é de momento a melhor equipa do campeonato.

Belenenses vs Técnico


O Belém vem de 2 derrotas seguidas. Algo que não esperava. Não pode dar hipóteses aos engenheiros e vai querer provar que a tormenta já passou. O Técnico está a crescer e vai fazer um jogo para provar isso mesmo.

CDUP vs Benfica

O Benfica atravessa a sua melhor fase, com 2 vitórias de seguida, e vai querer demonstrar que é uma equipa forte e que o 4º lugar do ano passado não foi por acaso. O CDUP fez um bom jogo com o CDUL e esteve menos bem contra o Técnico. Como o jogo é no terreno do CDUP este quererá fazer boa figura. Desfecho imprevisível neste jogo.

Jogos da 1ª Divisão

Académica vs Évora

É a prova de fogo para o Évora. Depois do mau resultado frente ao Setúbal o Évora tem que conseguir um bom resultado em Coimbra, mas a Académica não vai querer perder pontos, até porque joga em casa. A Académica ainda só perdeu um jogo e não vai querer perder mais nenhum. O Évora se quiser subir tem que vencer em Coimbra.

Lousã vs Agrária

2 equipas com variações nas suas exibições e nos resultados. Capazes de boas exibições mas também incapazes de evitar sofrer derrotas por números elevados. Uma incógnita o resultado deste jogo.

CRAV vs UTAD

Os transmontanos estão a fazer um campeonato sem grande sucesso enquanto o CRAV vem de 4 vitórias seguidas, uma das quais à Académica. O esforço da UTAD poderá resultar numa 1ª parte de algum equilíbrio, mas o CRAV não deixará fugir a Vitória.

Setúbal vs Vilamoura

Vilamoura está a fazer um campeonato abaixo das expectativas, ao contrário o Setúbal que subiu à 1ª está a fazer um campeonato muito bom e lidera neste momento. É o candidato surpresa à subida. Os algarvios vão tentar evitar outro resultado desnivelado.

quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Josh Lewsey retira-se da cena internacional...



É uma pena: "England World Cup winner Josh Lewsey has announced his retirement from international rugby with immediate effect. Lewsey has called time on an international career that took in 55 England caps to focus solely on his club rugby with London Wasps".

Mais aqui.

Caro Martin Johnson, que falta este grande jogador faz nessa equipa sem alma que perdeu jogos atrás de jogos em Twickenham, no mês de Novembro... Pode ser que o Ian McGeechan o leve à África do Sul para o ano, e que ele te dê boas razões para lamentares não o ter escolhido para os internacionais de Outono e para o VI Nations 2009.

terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Taça Ibérica 2008/2009

"Alfonso Mandado, ha remitido una misiva a los 4 primeros clasificados de la División de Honor del año pasado, para confirmarles la disputa de la Copa-Taça Ibérica en esta temporada 2008-2009.

El cuadro, similar al que propuso la anterior junta directiva de la ACR, estará formado por 4 equipos españoles, Cetransa El Salvador, CRC Madrid, Cajasol Ciencias y Nodalia VRAC que en los próximos días confirmarán su disponibilidad al Torneo y otros tantos portugueses que ya han mostrado su acuerdo con el proyecto presentado.

En un formato, en principio a 3 partidos (Cuartos, Semifinales y Final) el Torneo buscará el máximo impaxto en los medios y el mínimo coste adicional a los clubes, que se dispararía si el torneo aumenta en dos encuentros más disputandose una liguilla de 4, Semifinal y Final. La busqueda de patrocinadores globales se antoja fundamental para un proyecto que gana en atractivo con 8 participantes y sobre el que habría que trabajar más, sobre todo en el nivel de impacto en medios.

El mayor problema vuelve a aparecer en el calendario ya que esta competición se disputaría en fechas reservadas al seven con lo que algunos equipos podrían perder a sus internacionales de cara a estos importantes encuentros."


Fonte: Blog Zona Rugby (Espanha)

Sobre o comunicado da Direcção da FPR

Foi com grande espanto que li, na passada 6ª feira, um comunicado da direcção da FPR publicado no seu site oficial (ou seja, ao qual todos têm acesso) e destinado a responder a algumas observações formuladas pelo presidente de um dos maiores clubes de Rugby nacionais, a propósito da AG que aprovou o Orçamento e Plano de Actividades para 2009.

Sendo certo que o assunto das divergências entre as partes apenas a elas diz respeito, também é verdade que sendo o comunicado público, merece a reflexão de todos, até porque lança alguma luz sobre a forma como a FPR vê a modalidade e o seu futuro.

Deixo de lado as pessoas, que quem não tenho qualquer relação (nem de amizade, nem de inimizade) e concentro-me nas ideias, que são o essencial. Se o faço é apenas porque aqui critiquei duramente a FPR, revendo-me em algumas posições assumidas pelo referido Presidente (Eng.º Amado da Silva), o que naturalmente me faz “enfiar o barrete” relativamente a parte das observações formuladas pela FPR.

Vamos por partes:

I.

Convocação e marcação da AG: de acordo com o comunicado da direcção da FPR é por imposição estatutária que a AG relativa à aprovação de orçamento anual se realize até ao final do mês de Novembro, advertindo ainda que em lado algum se fala de fins-de-semana prolongados como atenuante ou justificação para a sua não realização atempada. Certo.

Presumo que nos Estatutos da FPR nada se diga sobre o horário de realização da AG, sendo por uma questão de bom senso que a mesma é convocada para uma hora razoável, atendendo às vidas particulares/profissionais dos dirigentes dos clubes associados. Ora, se na questão da hora é utilizado um critério de bom senso (seria legal marcar a AG para as 3 da manhã, mas naturalmente ninguém o fez...) porque não se aplica o mesmo critério em matéria de dia?

Será que a ausência da generalidade dos clubes não levou a FPR a reflectir sobre a causa de uma AG tão importante às moscas? Como podem, depois de verificadas tantas faltas, vir justificar a marcação de uma AG para véspera de fim-de-semana prolongado com questões estatutárias?

Mais: se os estatutos obrigam à realização da AG de aprovação do orçamento anual até ao final de Novembro porquê realizá-la a escassos dias do fim do prazo legal? Será que ninguém prevê a hipótese (nem que seja académica) de chumbo do orçamento? E se de facto o orçamento tivesse sido chumbado? Fico com a sensação de que a realização da AG no limite do prazo legal vem colocar sobre os clubes uma pressão ilegítima, de quase obrigação de aprovação do orçamento, sob pena da modalidade vir a sofrer com um chumbo.

II.

Rugby “desporto de massas”?: É com espanto e assombro que leio um comunicado de uma direcção da FPR referir que “em Portugal o rugby não é, nem será, um desporto de massas”. Que “não é” todos sabemos. Que “não será” apenas a direcção da FPR parece poder afirmar.

De facto a estratégia implementada pela FPR para o desenvolvimento da modalidade não permite ao Rugby afirmar-se fora dos círculos do costume. É um desporto de famílias (com poucas e honrosas excepções), e assim continuará a ser enquanto a estratégia for a do afunilamento de todas as atenções e de todo o investimento na selecção nacional sénior masculina.

Se consultarem os antigos números da Revista Rugby (anos 80) verificarão que lá se refere com relativo orgulho ser o Rugby a 5ª modalidade em ordem de importância no contexto desportivo nacional. Hoje assim não é. Outras emergiram e ultrapassaram em passo acelerado o Rugby, afirmando-se perante camadas da população que de Rugby nada sabem, nem querem saber. E não querem porque sentem a modalidade – o Rugby – como um circulo fechado e distante, imagem para a qual muito tem contribuído esta direcção da FPR. Lamento afirmá-lo, mas é assim que penso.

É legítimo que se opte por uma estratégia que se julga correcta. A actual direcção aposta na estratégia “top-down”, ou seja, numa aposta ao nível do Rugby nacional de topo em detrimento da base (formação, clubes emergentes e de média-dimensão, etc...), esperando que depois alguma coisa pingue para baixo, fazendo crescer a modalidade e os seus clubes promotores.

O que não é correcto é reivindicarem um nível de sucesso de uma estratégia que, de facto, não existe.

É claro que a selecção sénior masculina tem feito coisas maravilhosas nos últimos 5 ou 6 anos. Venceu um VI Nações B, tem tido brilhantes prestações na variante de Sevens e esteve no Mundial de 2007, feito maior da história do Rugby nacional. É também óbvio que não se pode desligar a direcção da FPR destes sucessos, apesar dos louros serem sobretudo atribuíveis aos atletas, técnicos e staff das equipas nacionais (XV e sevens).

Agora pergunto: não é verdade que a par do sucesso da selecção sénior masculino se deu uma estagnação e até retrocesso da qualidade dos resultados dos escalões de formação? Não voltámos a bater-nos de igual para igual com países como a Bélgica nos escalões jovens? E o Rugby feminino? Não passamos pela vergonha de ver atletas internacionais femininas a reivindicar apoios num jogo internacional disputado no Universitário de Lisboa (se não estou errado)?

Voltemos aos estatutos da FPR, e analisemos as atribuições da Federação (Artigo 5º), que não se restringem às selecções nacionais... muito pelo contrário! Acham que o sucesso desta estratégia “top-down” é assim tão reinvindicável quando analisamos o caos das competições nacionais, ou o estado a que chegou a arbitragem (aqui com responsabilidades partilhadas com os clubes)? Com franqueza, penso que se está a dormir à sombra do sucesso da selecção nacional sénior masculina, e que as credenciais da Direcção são menos valiosas do que esta supõe.

Mesmo admitindo que seja correcta a estratégia da direcção: onde se enquadra nela a ausente política e estratégia de comunicação e marketing da FPR? Como se pensa “Promover a difusão da modalidade no território nacional” (Artigo 5º, alínea b)?

III.

Orçamento: Penso que no ponto do comunicado em que a Direcção se refere ao orçamento e às observações feitas pelo Presidente de Agronomia há uma curiosa inversão de obrigações, que me deixa perplexo. É que não terá de ser o dirigente de um clube a explicar à FPR a mediocridade do orçamento, mas o contrário: é à FPR que compete demonstrar aos clubes que o orçamento agora aprovado (sujeito ainda a ratificação) é o melhor para a modalidade...

É também curioso que a direcção da FPR se refira publicamente à avaliação acerca da qualidade do orçamento manifestada por um dirigente de clube, quando sabe muito bem que este não é o único a fazer uma análise negativa do mesmo... Refiro-me concretamente à posição do Conselho Geral, cuja composição não deixa dúvidas acerca da qualificação dos membros para analisar o Orçamento e o Plano de Actividades, e que segundo sei manifestou também reservas relativamente ao documento em causa.


Quanto a resto não me diz respeito, porque se insere na esfera das questões pessoais, e já não no plano das ideias.

Também a minha intervenção sobre esta matéria fica por aqui, já que se percebe o manifesto incómodo da Direcção da FPR em ser confrontada com visões diferentes relativamente à forma como a modalidade deveria ser gerida.

segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Gay ref: Rugby has accepted me



Leitura aconselhada: "Openly gay test referee Nigel Owens wonders if his sexuality would have been as accepted by the soccer community as it has been by the rugby fold." - Artigo completo aqui.

sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Ulster x Scarlets (Heineken Cup)

Ulster x Scarlets, aqui.

George Sevens: Lobos 1ºs do grupo

Jogos de George em directo na internet, aqui.

Jogo 1: Portugal 14 x Quénia 12
Jogo 2: Portugal 19 x Samoa 17
Jogo 3: Portugal 19 x País de Gales 17

Portugal consegue em George o feito (penso que) inédito de vencer o seu grupo de apuramento, e classifica-se para a Taça Cup no 1º lugar, defrontando amanhã o 2º classificado do grupo C (Fiji ou Argentina).

Parabéns, Lobos! A todos, muitos parabéns.

quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

O melhor 12 é... Ma'a Nonu

Foi a mais equlibrada votação até ao momento, e no final de uma semana de votos recolhidos o n.º12 que mereceu a preferência dos leitores aqui da tasca foi o neozelandês Ma'a Nonu.

Confesso que não foi nele que votei - a minha escolha foi para o Yannick Jauzion - mas não me faz confusão nenhuma que o jogador dos Wellingtion Lions/Hurricanes fique com a camisola 12. Fez uma grande época, e afirmou-se definitivamente no plano internacional, o que era a sua grande fragilidade.

Austrália 18 - Barbarians 11



Em 1908, Austrália e Inglaterra (representada pela região da Cornoalha, ou Cornwall) encontraram-se na final do Torneio Olímpico de Rugby, com os homens do Hemisfério Sul a levarem a melhor. Esse jogo foi ontem celebrado em Wembley, Londres, com um jogo entre os australianos e o misto Barbarian, sendo de notar que nesta partida as meias utilizadas por estes últimos foram as de Cornwall, e não - como manda a tradição - as dos seus clubes de origem.

Mais sobre o jogo aqui.

terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

AG da FPR: Plano e Orçamento aprovados

Defendi antes da AG da passada 6ª feira que os clubes deveriam obrigar a FPR a rever o Plano e Orçamento para 2009, mas infelizmente a aprovação acabou por acontecer, e a modalidade será gerida nos próximos meses da mesma forma que o tem sido até agora: sem imaginação e sem estratégia.

Várias pessoas - de vários clubes - que confrontei com a hipótese de chumbar o Plano e o Orçamento responderam-me com um dado indesmentível ("Estes são os únicos que, bem ou mal, se apresentaram a eleições"). Devo todavia dizer que a resposta não me convence, até porque um hipotético chumbo dos documentos apresentados em AG não resultaria em queda da Direcão da FPR.

O que defendi, aparentemente sozinho, foi que se chumbasse o Plano e o Orçamento, obrigando a actual direcção da FPR a rever aspectos pouco realistas (nomeadamente em matéria de receitas) do Orçamento, e a delinear uma verdadeira estratégia em matéria de Plano de Desenvolvimento da modalidade.

Não se trata de fazer cair esta direcção, que foi - queiram ou não - a única que disse presente no momento de ir a votos! Trata-se isso sim de a levar a realinhar a sua postura e de obrigar quem detém o poder executivo ao nível federativo a concretizar de facto medidas imprescindíveis para o crescimento do Rugby e dos seus clubes.

A AG de sexta-feira foi mais uma oportunidade perdida. E isso sim, é dramático, já que se votou um pobre documento (pouco debatido, e pior votado, já que a AG estava às moscas, como refere e com toda a razão o Presidente de Agronomia) que em princípio servirá de base e referência para as grandes decisões no período 2008/2011.