quinta-feira, 29 de Maio de 2008

Tasca encerrada até 16 de Junho



Fui de férias até 16 de Junho. Até lá naturalmente que não tenciono actualizar o Blog, até porque vou passar parte deste período sem acesso ao computador (o que me agrada bastante).

Até 16 de Junho, bons jogos e um abraço para todos.
RVS

Uva na "Bagarre" do Biarritz x Montpellier

“Enorme bagarre sur le bord du terrain ! Beaucoup de joueurs des deux équipes sont impliqués... Et Uva met du temps à se relever... »

O campeonato francês não é para brincadeiras, e em campo as coisas resolvem-se não raras vezes com recurso à “Bagarre”. A visita do Montpellier dos irmãos Uva ao campo do Biarritz Olympique não foi nada pacífica, e para além dos 20 pontos sem resposta, aos homens de azul envolveram-se numa cena de pancadaria generalizada com os jogadores da casa.

Quem segundo os relatos não se deu bem foi o Gonçalo Uva, que sendo titular na equipa do Montpellier andou no meio da molhada, e voltou de lá com marcas para mais tarde recordar. Lamentável, mas normal no contexto francês...

Vou tentar encontrar um vídeo do sucedido, para funcionar como exemplo daquilo que não se deve passar dentro de nenhum campo de nenhum evento desportivo.

Mais sobre o sucedido no Blog do CDUL.

IRB Sevens de Edimburgo

A selecção nacional de 7's já se encontra em Edimburgo, e de acordo com o site da Federação, o n.º8 do CRC Madrid e ex-CDUL, Tiago Girão, juntou-se à equipa (para o lugar de quem?).





Transmissões televisivas

Inglaterra x Portugal
Sábado - 31.Maio - 09h34 - Sport TV1
Em Directo e Exclusivo

Nova Zelândia x Portugal
Sábado - 31.Maio - 12h18 - Sport TV1
Em Directo e Exclusivo

Rússia x Portugal
Sábado - 31.Maio - 16h40 - Sport TV2
Em Exclusivo

Nova Zelândia x Portugal
Rússia x Portugal
Inglaterra x Portugal
Noite de Sábado para Domingo - 31.Maio - 01h30
Sport TV1 - Em Exclusivo

Finais

Domingo - 01.Junho - 16h52 - Sport TV2
Em Directo e Exclusivo

2ª Feira - 02.Junho - 21h20 - Sport TV2

Noite de 3ª para 4ª Feira - 03.Junho - 00h10 - Sport TV1

Barbarians 14 - Irlanda 39



Irlanda: R Kearney, S Horgan, G Duffy, L Fitzgerald, T Bowe, P Wallace, I Boss, B Young, R Best, M Ross, B Casey, M O'Kelly, S Ferris, S Jennings, J Heaslip. Suplentes: B Jackman, T Court, R Caldwell, N Best, F Murphy, J Sexton, G Dempsey.

Barbarians: P Hewat; S Anesi, M Turinui (capt), J Pretorius, L Vainikolo; S Larkham, M Claassens, O le Roux, S Bruno, C Visagie, K Chesney, R Skeate, C Newby, D Croft, P Wannenburg. Suplentes: M Regan, P Collazo, S Dellape, M Chapman, A Gomarsall, G Jackson, T Smith.

Árbitro: Andrew Small (England).

quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Notas sobre alguns temas internacionais

#1 - Abandonos a lamentar

Este ano fica marcado por mais uma série de abandonos da modalidade, por parte de alguns nomes maiores do Rugby. Dallaglio, Hill e Jerry Collins são três perdas irreparáveis no contexto específico da 3ª linha, e certamente deixarão muitas saudades aos colegas de equipa e sobretudo aos adeptos.

É bem verdade que Collins não anunciou o abandono total, mas apenas um "desligamento" do Rugby neozelandês. O que será do seu futuro é coisa que apenas o tempo dirá... Mas não me surpreenderia que tomasse uma decisão do tipo daquela que tomou o talonador kiwi Anton Oliver, jogando os últimos anos da sua carreira como amador, num qualquer clube do hemisfério sul... ou norte.

O dinheiro conquistou um lugar de proa no Rugby moderno, mas ainda existem dentro da modalidade - mesmo no contexto internacional - alguns "românticos" que vão marcando uma diferença.

Pode até acontecer que Collins rume ao Toulon do seu antigo companheiro dos Hurricanes Tana Umaga. Ou que se vincule a outro clube do norte. Mas isso também já não lhe retira o estatuto de jogador à antiga (no melhor sentido da expressão). Basta recordar a sua experiência no Barnstaple, após o Mundial de França.


Vídeo: Rugby Dump.

#2 - Kidney troca a província por um país inteiro

Má notícia para o Munster, excelente notícia para a Irlanda: a mudança já era conhecida há algumas semanas, mas a vitória do Munster na Heineken Cup só veio dar maior visibilidade à mudança que se vai operar no Rugby da Ilha Verde.

Kidney, que chegou a treinar o Diogo Mateus durante a sua passagem pela equipa de Limerick/Cork, poderá ser um género de "Dom Sebastião" irlandês, num país que anseia por ver a sua equipa nacional afirmar-se de forma consistente no topo do Rugby do Hemisfério Norte.

segunda-feira, 26 de Maio de 2008

7's Londres: Portugal vs. Austrália

Portugal passa a 23º do Ranking IRB

Portugal perdeu uma posição no Ranking IRB, passando do 22º para o 23º lugar da lista organizada pela International Rugby Board. Quem ascendeu ao 22º lugar foi a Coreia do Sul, que foi a Hong Kong vencer por 50-24 a equipa local.

O ranking actual é o seguinte:

(...)
20º Uruguai - 63.18
21º Espanha - 61.55
22º Coreia do Sul - 59.02
23º Portugal - 58.88
24º Chile - 57.07
25º Alemanha* - 57.05

Menos de um ano após a brilhante presença no Mundial de França, o Rugby português encontra-se numa encruzilhada, e este é o tempo de fazer escolhas. Apanhar o comboio das selecções e dos países que estão de facto a crescer, ou aceitar sem ambição este destino de não dar expressão no ranking ao potencial do nosso país.

Nota:

* A Alemanha é a selecção que ascendeu à 1ª Divisão da FIRA, e que no próximo VI Nações B integrará o grupo de 6 equipas que iniciarão uma discussão a sério das vagas europeias para o Mundial de 2011.

Depois de Londres, Edimburgo!

O grandioso Estádio de Murrayfield espera a última etapa deste Circuito 07/08 de Sevens da IRB. Os Lobos estarão naturalmente presentes, e depois da boa prestação em Londres (onde voltaram a vencer a Austrália, depois de terem alcançado semelhante feito no Dubai, no ano anterior) e da primeira ida aos 1/4 de final da Cup, as expectativas subiram certamente um pouco.

Portugal terá pela frente um grupo mais complicado que o de Londres: Nova Zelândia, Inglaterra e Rússia. Apesar dos resultados de Londres, penso que a Nova Zelândia é mais forte do que as Fiji (o ranking não mente...) e que a Inglaterra está bem à frente desta Austrália. Depois a Rússia será de um nível semelhante ao Canadá, a quem aliás venceu nos 1/4 de final da Taça Bowl, caindo aos pés de uma Espanha modesta, mas que ainda assim foi capaz de vencer a Shield.

A questão é: teremos condições para repetir o feito, desta vez surpreendendo a Inglaterra ou a Nova Zelândia? Penso que não... Mas é imperioso ganhar à Rússia, e lutar por ir o mais longe possível na Taça Bowl.

Seja como for, penso que o mais importante é termos em conta que esta equipa está a dar boas indicações para a fase de apuramento prestes a iniciar-se. E importa recordar que alguns elementos fundamentais estão de fora, por lesão ou indisponibilidade.

Força, malta! Vamos mostrar a Edimburgo o que valemos.

domingo, 25 de Maio de 2008

Vários

#1 - Portugal na Cup

Não sei se é a nossa primeira vez na Cup (penso que não), mas o que é verdade é que se trata de um feito totalmente merecido, de um equipa jovem (com alguns "veteranos" destas guerras a dar consistência), e que abre perspectivas boas para o apuramento relativo ao Mundial do Dubai (?).

Hoje os nossos Lobos vão tentar surpreender Samoa. Se vencerem (feito absolutamente histórico) jogarão nas 1/2 finais com a Nova Zelândia, enquanto que se perderem deverão enfrentar a Inglaterra, um dos adversários da Pool de Edimburgo.

A motivação só pode ser enorme... Força, Portugal!

#2 - Agronomia x Direito na Final

Sem surpresas, esta eliminatória da Taça de Portugal. Agronomia foi a Évora cilindrar o clube local, enquanto que nas Olaias o Direito não teve grandes problemas frente aos recém promovidos engenheiros.

Grande jogo em perspectiva na final da Taça 2007/2008. A não perder!

#3 - Munster vence Heineken Cup



Aceito naturalmente opiniões contrárias, mas a verdade é que foi - quanto a mim - um grande jogo de Rugby. Pela emoção, pela intensidade, pela oposição de estilos e até pela sensação de deja vu que alguns jogadores em campo (franceses e neozelandeses) devem ter sentido, pois em determinados momentos a final de ontem fez-me lembrar o França x Nova Zelândia dos 1/4 de final do Campeonato do Mundo.

Munster venceu de forma justa. Os homens de Limerick jogaram com um imenso coração, bem comandados por um gigante chamado Paul O'Connell, que provou uma vez mais ser uma opção mais do que válida para capitanear os Lions na Digressão de 2009 à África do Sul.

A equipa do Munster tem um colectivo muito forte. O pack é sólido, e isso viu-se em praticamente todos os departamento dos jogo. A mêlée é sólida, o alinhamento não perdeu para o francês e quando foi preciso fechar o jogo nos avançados a equipa irlandesa fez aquilo em que é muito provavelmente a melhor da Europa: sequências de 15, 16, 17 ou 18 fases, com os avançados a reterem a posse de bola.

O pack irlandês não será o melhor da Europa... Mas é certamente o mais coeso e solidário. Tem uma 1ª linha de grande qualidade (na qual se destaca, quanto a mim, um talonador de nível internacional chamado Jerry Flannery), uma 2ª linha que anulou completamente o potencial de fogo do duo Pelous/Albacete, e uma 3ª linha que foi simplesmente fantástica, e na qual se revelou um guerreiro enorme, Alan Quinlan ("man-of-the-match"), responsável por vários turn-overs fundamentais.

Atrás da mêlée, destaque para a dupla de médios (o formação faz esquecer Stringer por ter uma maior solidez e serenidade) e para os dois centros kiwis, Mafi e Rua Tipoki (este último é de facto um grande jogador... uma contratação fantástica para a equipa irlandesa). Howlett cumpriu sempre que foi chamado ao jogo, e o elo mais fraco da equipa pareceu ser o n.º15, muito jovem e no seu primeiro ano ao nível internacional.

Relativamente à equipa do Toulouse, destaque para o 15 Cedric Heymans (o ensaio da sua equipa é uma fabulosa e tipicamente francesa construção sua) e para o 1º centr Yanick Jauzion, que se eclipsou a partir de determinado momento, mas que demonstrou uma vez mais que é um centro de nível mundial, muito bem a atacar e a defender, excelente no jogo ao pé.

sábado, 24 de Maio de 2008

Sevens de Londres

JOGO 1
Portugal 28 - Austrália 12
Equipa portuguesa: Adérito Esteves, Diogo Mateus, David Mateus (5), Sebastião da Cunha (5), Pedro Silva (5+2), Pedro Cabral (2+2+2) e António Pinto. No banco: João Uva, Gonçalo Foro (5), Valter Jorge, João Mirra, Diogo Miranda.

JOGO 2
Portugal 0 - Ilhas Fiji 39
Equipa portuguesa: Adérito Esteves, Diogo Mateus, David Mateus, Gonçalo Foro, Pedro Silva, António Pinto e João Uva. No banco: Valter Jorge, Joao Mirra, Pedro Cabral, Sebastião da Cunha e Diogo Miranda.

JOGO 3
Portugal 17 - Canadá 14
Equipa portuguesa: Adérito Esteves (5), Diogo Mateus, David Mateus, Sebastião da Cunha, Pedro Silva (5), Pedro Cabral (2+2) e António Pinto (5). No banco: João Uva, Gonçalo Foro, Valter Jorge, João Mirra, Diogo Miranda.

CLASSIFICAÇÃO FINAL POOL C:
1. Ilhas Fiji - 9 pts.
2. Portugal - 7 pts.
3. Austrália - 5 pts.
4. Canadá - 3 pts.

JOGO 4 - 1/4 FINAL TAÇA CUP
Portugal - Samoa
Equipa portuguesa:

* * *

Portugal join top seeds in London quarters
Fonte: Site da IRB (Sevens)



Portugal have reached the Cup quarter-finals of the Emirates Airline London Sevens alongside the world's top rugby nations.

The Portuguese caused an early upset on day one at Twickenham by beating Australia 28-12 and, although they lost out against Fiji, they ground out a win against Canada and then watched on as Fiji beat the Australians to assure them of a place in the last eight.

Defending London and IRB Series champions New Zealand were far from convincing, edging past Argentina with a last-gasp try and conceding two tries in their win against Moldova before putting in a stronger performance to beat Wales 24-0.

The kiwis now need only one more win to guarantee the defence of their Series crown, although the defence of their London title looks a far trickier proposition. South Africa have looked the strongest of the sides on day one, Gio Aplon, Fabian Juries and Danwel Demas all impressing for Paul Treu's Boks.

Cup quarter final line-up:

New Zealand v England
Samoa v Portugal
Fiji v Scotland
South Africa v Argentina

Heineken Cup: Munster é Campeão novamente!



Foi um GRANDE jogo de Rugby, e o Munster provou novamente ser uma equipa talhada para este tipo de provas, e em especial para os jogos de grande pressão. Venceu por 16-13. Para mais tarde fica prometido um texto sobre esta final.

Final da Heineken Cup é hoje (Cardiff, 17:00h)

MUNSTER RUGBY BRANCH (IRLANDA)



15. D Hurley, 14. D Howlett, 13. L Mafi, 12. R Tipoki, 11. I Dowling, 10. R O'Gara, 9. T O'Leary, 1. M Horan, 2. J Flannery, 3. J Hayes, 4. D O'Callaghan, 5. P O'Connell (capitão), 6. A Quinlan, 7. D Wallace, 8. D Leamy. Suplentes: F Sheahan, T Buckley, M O'Driscoll, D Ryan, P Stringer, P Warwick, K Earls.

STADE TOULOUSAIN (FRANÇA)



15. C Heymans, 14. M Medard, 13. M Kunavore, 12. Y Jauzion, 11. Y Donguy, 10. J-B Elissalde, 9. B Kelleher, 1. D Human, 2. W Servat, 3. S Perugini, 4. F Pelous (capitão), 5. P Albacete, 6. J Bouilhou, 7. T Dusautoir, 8. S Sowerby. Suplentes: A Vernet Basualdo, J-B Poux, R Millo-Chluski, Y Nyanga, F Fritz, M Ahotaeiloa, V Courrent.

Árbitro: Nigel Owens.

sexta-feira, 23 de Maio de 2008

RUGBYQuiz - 6

Mais um desafio: 6 - Que palco do Rugby internacional de clubes é conhecido pelo facto do público manter religioso silêncio quando os chutadores (adversários incluídos) se preparam para chutar aos postes?

A "Festa da Taça"

Parece mentira mas é verdade: muitos meses depois dos primeiros jogos desta competição, e após prolongada pausa, a Taça de Portugal continua este fim-de-semana com dois importantes jogos, relativos às suas meias-finais:

Évora x Agronomia
Técnico x Direito

Duas equipas da 1ª divisão (o Técnico já garantiu a subida, mas para todos os efeitos ainda é do escalão secundário ate final da temporada) e duas da Divisão de Honra, facto possibilitado por um estranho resultado do sorteio inicial, ao qual aliás assisti, podendo confirmar que se tratou de um supreendente (mas interessante) acaso.

Se o embate entre eborenses e agrónomos não tem feito correr tinta, já o duelo lisboeta de advogados e engenheiros parece levantar algumas dúvidas acerca do desfecho...

Eu confesso que não antevejo grandes surpresas: a equipa de Agronomia passa sem grandes dificuldades, e o Direito garantirá - em condições normais - a presença na final. Tanto mais que o Técnico já não contará com os seus estrangeiros (pelo menos foi o que me disseram), os quais eram de facto jogadores de qualidade e que marcavam bastante a diferença na equipa (mérito para os das Olaias, que têm descoberto sempre boas contratações). Mas... também já me constou que os dias em Monsanto já foram mais tranquilos, e a coisa pode ser menos pacífica do que muitos esperam.

É a festa da Taça, a prometer muita troca de galhardetes nos próximos dias.

quinta-feira, 22 de Maio de 2008

Barbarians seleccionados para os jogos de Verão

Já são conhecidos os jogadores seleccionados para os compromissos de Verão do Barbarian FC, contra as selecções da Bélgica, Irlanda e Inglaterra:

3/4's:

Iain Balshaw (Gloucester & Inglaterra), Peter Hewat (London Irish), Thinus Delport (Worcester Warriors & África do Sul), Lesley Vainikolo (Gloucester & Inglaterra), Gareth Thomas (Cardiff Blues & Gales), Iosene Anesi (Chiefs & Nova Zelândia), Morgan Turinui (Reds & Austrália), Jaco Pretorius (Lions & África do Sul), Seilala Mapusua (London Irish & Samoa), Tyrone Smith (Brumbies), Stephen Larkham (Austrália), Glen Jackson (Saracens), Andy Gomersall (Harlequins & Inglaterra), Michael Claassens (Bath & África do Sul), Mark Robinson (Northampton Saints & Nova Zelândia).

Avançados:

Federico Pucciariello (Munster & Itália), Cobus Visagie (Saracens & África do Sul), Ollie le Roux (Leinster & África do Sul), Patrice Collazo (Gloucester & França), Darren Crompton (Bristol & Inglaterra), Mark Regan (Bristol & Inglaterra), Sebastien Bruno (Sale Sharks & França), Justin Harrison (Ulster & Austrália), Kris Chesney (Saracens), Ross Skeate (Stormers), Danny Grewcock (Bath & Inglaterra), Santiago Dellape (Biarritz & Itália), Pedrie Wannenburg (Blue Bulls & África do Sul), Maama Molitika (Cardiff Blues & Tonga), David Croft (Reds & Austrália), Mitchell Chapman (Brumbies), Craig Newby (Highlanders & Nova Zelândia).

RUGBYQuiz - 4 & 5

Junto deixo duas novas questões para os palpites dos leitores aqui da tasca:

4 - Qual o nome do capitão dos British and Irish Lions falecido em plena digressão? E já agora, para a resposta ser mais completa: onde, em que ano e qual o motivo do falecimento?

e...

5 - Qual o defesa de enorme prestígio mundial que alinhou frente à Austrália como flanqueador, num dos últimos jogos da sua longa e bem sucedida carreira internacional?

* * *

Relativamente às perguntas relativas ao Rugby nacional, como muitos sabem sou novo nste meio, e confesso-me bastante mais ignorante relativo ao nosso Rugby nacional do que no que diz respeito à cena internacional.

SE alguém quiser enviar-me propostas de perguntas para o Quiz, para posterior publicação aqui no Blog, fico agradecido. O endereço é:

ruivascosilva@gmail.com

Serge Betsen reforça London Wasps

"Serge Betsen, the former France flanker, is to join London Wasps after 17 years with Biarritz. Betsen has confirmed he has signed a two-year deal with the Guinness Premiership club, admitting there were a number of reasons behind his decision to leave France."

Mais aqui.

quarta-feira, 21 de Maio de 2008

A lição de Anton Oliver...

Não foi das mudanças mais mediáticas do período pós-Mundial, mas a verdade é que a Nova Zelândia lamentou a saída do talonador All-Black Anton Oliver dos Highlanders em direcção ao Toulon, da Pro2 francesa.

Tal como muitos outros jogadores de renome (Mehrtens, Matfield, Gregan, etc...), Oliver trocou os grandes palcos do Rugby mundial pelas duras batalhas da 2ª divisão francesa, e com a aventura a chegar ao fim, vai colocar um ponto final na sua carreira de jogador profissional.

Muita gente é capaz de ficar de boca aberta, mas o talonador kiwi recusou um salário milionário no Toulon para ingressar na Universidade de Oxford, onde frequentará um curso ligado às questões da conservação da natureza. Paralelamente, Oliver jogará pelos Oxford Blues, a equipa amadora representativa da Uniersidade, que aliás defrontou os Lobos há cerca de um ano e meio.

Nos Blues, Anton Oliver reencontrará um adversário de outros tempos, Joe Roff, também ele estudante de Oxford.

Interessante perspectiva de vida, a deste grande jogador que se retira da cena mundial aos 32 anos, por vontade própria, e com um projecto de vida ligado a um tema tão importante como a conservação da natureza.

Quanto ao Rugby, Anton Oliver limita-se a dizer que os zeros do cheque do milionário Mourad Boudjellal (dono do Toulon) retiraram todo o encanto ao jogo, que deixou de ver com os mesmos olhos. E por isso pretende fechar a sua carreira tal como a começou: a jogar Rugby amador na sua Universidade (em 1994 a de Otago, em Dunedin, em 2008 a de Oxford, em Inglaterra).

O próximo objectivo desportivo do talonador neozelandês já se encontra fixado: ajudar a Universidade de Oxford a vencer o 127º Lehman Brothers Varsity Match (Oxford x Cambridge), a disputar em Twickenham a 11 de Dezembro.

RUGBYQuiz - 3

Esta pergunta parece-me um pouco mais complicada do que as anteriores... aqui vai: Quais são os dois jogadores internacionais All-Blacks (do passado ou presente) que nasceram na África do Sul?

terça-feira, 20 de Maio de 2008

Sobre o Torneio Nacional de Sevens 2008

O Torneio Nacional de Sevens do passado sábado foi, para mim, um dia muito bem passado, com muito e (por vezes) bom Rugby. Tratou-se de uma iniciativa de excelente propaganda para a modalidade, mas infelizmente - como quase sempre acontece nesta modalidade - com pouca gente nova (nova na modalidade) nas bancadas.

Com uma excelente organização do Cascais (parabéns ao Pedro Fonseca!), nada faltou às equipas, e apenas a questão do campo releva como importante de resolver no futuro. Como já escrevi antes, penso que o Cascais se pode encarregar de passar a ter o melhor torneio de Sevens deste país (penso que é essa a sua ideia), mas nesse caso terá de alterar a localização da prova, já que aquele sintético não tem as melhores condições para o jogo.

No que diz respeito ao jogo jogado, penso que o Belenenses venceu "sem espinhas" um Torneio em que não encontrou grande oposição, excepto no jogo com a Académica, no qual o VII do Restelo foi totalmente surpreendido e teve de ir a correr atrás do prejuízo na 2ª parte. Curiosamente, foi com 5 contra 7 que marcou o ensaio que iniciaria uma reviravolta no marcador que poucos desejavam em torno do campo. Em Cascais, como nos grandes palcos dos Sevens pelo mundo fora, o público torceu quase sempre pela equipa teoricamente menos forte.

Não vi todos os jogos, mas assiti à grande maioria, e devo dizer que alguns jogadores mostraram qualidade, e estarão certamente debaixo do olho do seleccionador nacional para o futuro. Falo de jogadores como o Pico Durão (quem sai aos seus...), o Ricardo Romeiras, o Joe Gardener (tem uma passada fantástica, mas também grandes dificuldades a defender e a placar) e o Sérgio Franco.

Outros jogadores (de entre aqueles que nunca actuaram pela selecção de Sevens) estiveram certamente em bom plano, mas das duas uma: ou não vi os respectivos jogos, ou passaram-me um pouco ao lado, o que até é natural, uma vez que não sou - de forma alguma - especialista nem na modalidade, nem na variante de 7.

Eis os meus "prémios" TNS 2008:

Melhor equipa: Belenenses.

Melhor jogador: Diogo Mateus (não sabe jogar a brincar).

Melhor jogador jovem: Diogo Miranda.

Jogador revelação: Pico Durão.

Equipa sensação: Rugby da Linha.

Melhor surpresa: Bernardo Duarte, talonador internacional de Agronomia, a jogar Sevens... e safou-se bastante bem.

Prémio "onde é que eu já vi isto?": Joe Gardner a fazer um chuto de 60 ou 70 metros, na final do Torneio, para a touche.

Prémio "Kit mais espectacular": o do Benfica. O que não vale o clube ser patrocinado pela Adidas...

Prémio "fosga-se que isto doi": para o relvado sintético da Guia, responsável por queimaduras e feridas em 90% dos jogadores do Torneio.

Prémio "venham mais torneios!": para o restaurante Telepizza a 500 metros do campo. Era ver as equipas a aviarem-se de pizzas à hora do almoço.

Prémio Prestígio: para o Nuno Durão. Aos 46 anos não engana ninguém: sabe mexer na bola, sabe posicionar-se e sabe comandar a equipa (não foi à toa que o Rugby da Linha venceu a 3ª Taça, contra um VII de um clube que este ano jogou na Divisão de Honra). Ao contrário do que já li por aí, Durão não se arrastou (apesar de não ter a frescura física de outros tempos, como é óbvio), nem fez figuras rídiculas. Pelo contrário, mostrou que aos 46 anos ainda se pode jogar muito e bom Rugby, sobretudo porque que sabe nunca esquece. E Nuno Durão sabia (sabe) muito de Rugby.

Sevens: Convocados já divulgados

Tomaz Morais divulgou a lista dos 12 Lobos que vão disputar os dois torneios do circuito mundial (Londres e Escócia) e do europeu, que também servirá de apuramento para o Mundial do Dubai. Foram convocados Adérito Esteves, Diogo Mateus (capitão), Sebastião Cunha, António Pinto, Pedro Cabral, João Mirra, Diogo Miranda, Pedro Silva, Gonçalo Foro, David Mateus, Valter Jorge e João Uva.


Fonte: O JOGO.





POOL's DE PORTUGAL

Londres:
Fiji, Austrália, Canadá e Portugal

Edimburgo:
Nova Zelândia, Inglaterra, Rússia e Portugal

RUGBYQuiz - 2

Quem foi o primeiro jogador inglês a ser expulso (cartão vermelho) no Estádio de Twickenham?

a) Dean Richards
b) Martin Johnson
c) Peter Winterbottom
d) Lewis Moody
e) Phil Vickery

(podem sempre ir ver ao motor de busca mais próximo, e acertar passados 10 segundos... mas tentem acertar por palpite, conhecendo os jogadores em causa).

segunda-feira, 19 de Maio de 2008

RUGBYQuiz - 1

Pergunta para "queijo": Quem é o único jogador de Rugby que já venceu um Campeonato do Mundo de Rugby de XV e um Campeonato do Mundo de Sevens?

(não há prémios para ninguém)

Crawshay's defrontam misto português

A equipa galesa do Crawshay's (por convites) desloca-se a Portugal, e na próxima 5ª feira defronta na Tapada da Ajuda um misto de jogadores portugueses, maioritariamente composto por elementos do Belenenses, para um jogo no qual poderemos ver em acção alguns jogadores internacionais galeses (um deles pela equipa principal do seu país), batidos em importantes competições como a Celtic League.

Trata-se de uma oportunidade rara de ver a jogar no nosso país uma equipa com tanta qualidade junta. Só espero que estejamos à altura de encontrar uma equipa minimamente competitiva para defrontar estes galeses, numa altura em que a malta dos Sevens estará já concentrada nas etapas de Londres e Edimburgo, e em que os principais jogadores de Agronomia e Direito também já estarão a pensar na Taça de Portugal.

A estrela da Companhia é o abertura Arwel Thomas, o tal que já vestiu e jogou com a camisola da equipa principal galesa uma série de vezes. Entretanto fica o aviso: não se metam com o gajo, que o boxe dele não é nada mau. Senão vejam:



A equipa do Crawshay's Welsh XV trará a Portugal o seguinte conjunto de craques:

Gareth GRAVELL (capitão) - Neath
Aaron BRAMWELL - Ebbw Vale
Jamie JONES - Glamorgan Wanderers
Alec JENKINS - Llanelli
Gareth MAULE - Dragons
Phil DOLLMAN - Dragons
Arwel THOMAS - Neath
Matthew JONES - London Welsh (Inglaterra)
Shaun CONNOR - Ospreys
Alex WALKER - Dragons
Ryan JAMES - Cross Keys
Craig HAWKINS - Llanelli
Richard WILKES - Dragons
Nicky DOWNS - Neath
Craig MITCHELL - Ospreys
Alex MURPHY - Glamorgan Wanderers
Alex JONES - UWIC (Inglaterra)
Adam JONES - Dragons
Mouritz BOTHA - Bedford (Inglaterra)
Hywel JENKINS - London Welsh (Inglaterra)
Marc POPHAM - Swansea
Tom LAMPARD - Cross Keys

Um jogo a não perder!

WASPS: Semana louca termina em Final

A equipa dos London Wasps viveu esta semana dias de grande tensão, pelos mais diferentes motivos.

O primeiro é simples: prepararam uma meia-final muito importante, frente ao Bath, que acabaram por vencer, apurando-se para a final da Guinness Premiership frente ao Leicester, que deixou de fora a formação de Gloucester (que até tinha ganho - outra vez - a fase regular...).

Depois... bem, depois foi a nomeação de McGeechan para treinador dos British and Irish Lions, sendo que o escocês permanecerá no comando dos Wasps, e mais tarde o ataque do cão da família Dallaglio ao filho do n.º8 inglês, Enzo, que levou a criança ao hospital e Dallaglio à beira de um ataque de nervos (isto no dia em que se despedia da equipa, no último jantar da sua carreira na condição de jogador).

Para acabar, a estrela em ascensão da equipa (e da selecção inglesa), Danny Cipriani, sofreu no jogo com o Bath uma grave lesão: deslocou o tornozelo, e o seu pé direito ficou 90º voltado à direita... terrível para a equipa, para o jogador e para a selecção inglesa, que perde o potencial n.º10 da sua digressão à Nova Zelândia.



Dias difícies para os Wasps, que ainda assim estão onde queriam estar, e podem levar para casa mais um título inglês. Eu estou a torcer por eles!

sexta-feira, 16 de Maio de 2008

«Estamos a perder espírito de família» (in Record)



Tomaz Morais, seleccionador português de râguebi, afirmou que a "ressaca" da participação no Mundial'07 está a ser "duríssima" e que alguns jogadores ainda não ultrapassaram o feito inédito conseguido pelos Lobos.

"Há que esquecer o Mundial. O Mundial para mim já não diz nada. Há jogadores que estão ainda a viver disso, pessoas que estão com isso na cabeça e enquanto não enterrarem o Mundial jamais vamos conseguir fazer algo no futuro", afirmou à Agência Lusa.

"A ressaca do Mundial está a ser duríssima, os jogadores passaram para um estatuto claramente diferente e perdeu-se ambição. A equipa não tem tido em campo a ambição do passado e estamos a perder o espírito de família que tínhamos dentro de campo", lamentou o técnico.

Para Tomaz Morais, a experiência de alguns jogadores em clubes estrangeiros "não está a ser enriquecedora e não está ter o impacto desejado" no crescimento competitivo da equipa nacional.

"Falta humildade e sinto que os jogadores que foram para fora de Portugal, neste momento, não estão a ser uma mais valia. Alguns perderam a chama e a alegria pois jogam em clubes que não têm a cultura de vencer", disse.

in RECORD

Alterações no Torneio Nacional de Sevens

A equipa da Agrária de Coimbra desistiu da sua participação no Torneio Nacional de Sevens, e assim sendo todos os grupos passam a ser constituídos por 3 equipas.

Grupo A: Belenenses, Académica e Técnico
Grupo B: Agronomia, Cascais e Lousã
Grupo C: CDUL, CDUP e Rugby da Linha
Grupo D: Benfica, Direito e Belas

O Torneio foi também atraso uma hora, tendo início marcado para as 11:00.

Sobre a questão "Play-off x Regularidade"

O tema já foi debatido e rebatido, mas penso que tem interesse este texto publicado no coluna "The Rolling Maul" do galês Stephen Jones (já aqui várias vezes citado), disponível no Times Online:

"When is a winner not a winner?

So where do you stand this weekend? How in England or in any country should the champion club be decided: with a play-off system, along the lines of the Guinness Premiership semi-finals to be played this Sunday? Or simply by first past the post, so that the team that tops the table at the end of the regular season is the champion?

I feel desperately sorry for any side that can batter through 22 harsh matches so that they proudly stand at the top of the pile only to lose the whole thing in two matches. (In the original play-off format when the table-topping team went straight to the final, you could lose in one afternoon.)

I do see the point of the play-off pushers, though. It is good that a major event comes to a climax before a huge crowd and on the last day of the season. Ironically, that is just what would have happened last Saturday at Kingsholm where first played second ( Gloucester and Bath ), though that was an accident of the fixtures. Twickenham Guinness finals have generally been good and successful.

And yes, I do recall that day in the 1990s when Bath went to Saracens needing to beat them to take the title and did so - and therefore the climax took place at Southgate , a tiny ground with limited capacity, with locals walking their dogs in the background.

As a minimum, they should give a trophy to the team finishing top of the table - history shows that that team very rarely goes on to take the title.

I would love Gloucester to become champions this time, if only for the fact that they have finished top in three of the past five seasons, which is a brilliant achievement. Is it fair that yet again they may have nothing to show for it bar the bruises?"

Enfim, trata-se apenas de mais um texto sobre um tema que divide opiniões, e sobre um sistema que com pontos fortes e outros fracos.

quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Sevens de Cascais / T. Nacional de 7's

Os grupos:

Grupo A: Belenenses, Académica e Técnico.
Grupo B: Agronomia, Cascais e Lousã
Grupo C: CDUL, CDUP e Agrária
Grupo D: Benfica, Direito, R.Linha e Belas

Os jogos:

Jogo 1, 10:00h: Benfica – Belas
Jogo 2, 10:20h: Direito – Rugby da Linha
Jogo 3, 10:40h: Belenenses – Técnico
Jogo 4, 11:00h: Agronomia – Lousã
Jogo 5, 11:20h: CDUL – Agrária
Jogo 6, 11:40h: Benfica – Rugby da Linha
Jogo 7: 12:00h: Belas – Direito
Jogo 8, 12:20h: Belenenses – Académica

Pausa para rega do Campo (10 minutos)

Jogo 9, 13:00: Agronomia – Cascais
Jogo 10, 13:20h: CDUL – CDUP
Jogo 11, 13:40h: Belas – Rugby da Linha
Jogo 12, 14:00h: Benfica – Direito
Jogo 13, 14:20h: Académica – Técnico
Jogo 14, 14:40h: Cascais – Lousã
Jogo 15, 15:00h: CDUP – Agrária

Pausa para rega do Campo (10 minutos)

Jogo 16, 15:40h: Vencedor Grupo A – Vencedor Grupo D
Jogo 17, 16:00h: Vencedor Grupo B – Vencedor Grupo C
Jogo 18, 16:20h: 2º classificado Grupo A – 2º classificado grupo D
Jogo 19, 16:40h: 2º classificado Grupo B – 2º classificado grupo C
Jogo 20, 17:00h: 3º classificado Grupo A – 3º classificado grupo D
Jogo 21, 17:20h: 3º classificado Grupo B – 3º classificado grupo C

Pausa para rega do Campo e descanso (30 minutos)

Jogo 22, 18:30h: Vencedor jogo 20 – Vencedor jogo 21 (Final 3ª Taça)
Jogo 23, 18:50h: Vencedor jogo 18 – Vencedor jogo 19 (Final 2ª Taça)
Jogo 24, 19:10h: Vencedor jogo 16 – Vencedor jogo 17 (Taça Principal)

Ainda sobre o caso Pedro Leal


Foto: Gonçalo Tavares.

O rugby português foi (é) este ano protagonista de uma estranhíssima situação, que conduziu a que o campeão nacional (apurado por via de uma fase final / final four) tenha ainda um jogo em atraso relativo à fase regular.

Com franqueza não compreendo esta situação (aliás, dúvido que alguém compreenda), e é bom lembrar que ela apenas se arrasta no tempo pelo simples facto da Federação (através do seu Conselho de Disciplina) ter ordenado a repetição de um jogo que numa situação de "racionalidade regulamentar" não seria nunca repetido.

Sei que há quem não tenha encaixado bem a derrota na final de dia 3, e que levante agora este problema para retirar legitimidade ao único clube que foi prejudicado em todo este processo (se o Direito tivesse sido penalizado com falta de comparência, como se impunha, o Belenenses teria conquistado o 2º lugar da fase regular, e não o 3º). Mas esse é um problema de quem ainda não engoliu a derrota, que aliás é bem custosa, mas perfeitamente normal no contexto do presente modelo de final four.

Acredito que ninguém com o mínimo de fair-play quisesse que o Belenenses disputasse um jogo em atraso precisamente dentro do período de realização da Final Four (duas mãos da meia-final frente ao CDUL e final frente a Agronomia). Penso que isso sim, diminuiria o mérito da equipa que eventualmente viesse a derrotar os azuis, por não se encontrarem em igualdade de circunstâncias no que diz respeito a repouso dos jogadores.

Seja como for, o facto do campeonato estar encerrado não deve fazer esquecer este caso, e sobretudo no plano da revisão dos regulamentos. As punições por utilização indevida de atletas (não inscritos, mal inscritos, não qualificados, com identidade falsa, etc...) deve sempre dar lugar a punição desportiva, clara e explicitamente definida em regulamento.

No plano prático, temos um problema: o jogo está em atraso (foi anulado e mandado repetir), mas não há condições para a sua realização (nem sequer regulamentares). E das duas uma: ou a Federação revê a sua decisão, de forma a possibilitar que haja um acerto do número de jogos da fase regular sem que o jogo se realize; ou a Divisão de Honra 2007/2008 ficará para a história como aquela em que dois clubes (um deles campeão nacional) terminaram a fase regular com 13 jogos realizados (em 14 jornadas).

Não sei como vai acabar esta história, que aliás ainda está a decorrer, por via de um recurso que o Grupo Desportivo de Direito entregou à Federação. Mas sei que em nada abona a favor da imagem do Rugby... e não pensem que as pessoas de fora da modalidade não a conhecem. Nos blogs generalistas do Belenenses, por exemplo, houve várias referências a este caso, e com conclusões bastante duras relativamente ao trabalho da Federação.

As alterações aos regulamentos são urgentes e sei que há quem esteja a trabalhar nelas. Espero sinceramente que possam resolver algumas das questões mais importantes das nossas competições nacionais de clubes.

quarta-feira, 14 de Maio de 2008

O Torneio Nacional de Sevens

Aguarda-se para breve a divulgação, por parte da Federação ou do clube organizador, informações mais detalhadas acerca do Torneio Nacional de Sevens, que se realizará no próximo sábado (17 de Maio) entre as 10h e as 20h, no Campo da Guia, em Cascais.

Para já, e de acordo com informações que conseguin recolher, haverão cerca de 13/14 equipas inscritas na prova.

Não se conhece o modelo de disputa do Torneio (o regulamento do circuito 2005/2006 não se aplica concerteza a uma prova realizada em moldes completamente distintos), nem os critérios/normas de emparelhamento de equipas... o que não se compreende quando estamos a apenas 3 dias do "pontapé de saída".

Seja como for estou certo de que será um interessante torneio, com muito Rugby e muitos bons jogadores a lutarem por um lugar no grupo de 12 que participará nos próximos compromissos internacionais da nossa selecção nacional da variante.

Confesso que não sou particular apreciador do Rugby de Sete, e que não entrei ainda na lógica do jogo (aquela que se encontra para além do que é evidente). Seja como for este será mais um momento de aprendizagem, e só espero que o tempo, o ambiente e a postura de todos ajude a que seja um dia de festa, com muita gente nas bancadas e boa competição, pois não se trata de um conjunto de jogos de solteiros contra casados.

terça-feira, 13 de Maio de 2008

Lions 2009: McGeechan confirmado



E este o homem nomeado treinador principal dos British and Irish Lions 2009, tal como o havia sido antes noutras digressões, com destaque para a de 1997, ao mesmo país (África do Sul) e em circunstâncias com alguns pontos em comum (a começar pelo facto de ter pela frente a equipa campeã do mundo).

ELV's em Portugal em 2008/2009

Confirmada a introdução das ELV’s em Portugal já a 1 de Agosto de 2008 (ou seja, vão estar em plena utilização nas provas nacionais de 2008/2009), deixo as seguintes perguntas a quem queira aventurar-se nas respostas:

1) Qual o impacto que as novas leis poderão ter nos nossos campeonatos, e em particular no Campeonato da Divisão de Honra?

2) De que forma as novas leis provocarão alterações ao nível da preparação e construção das equipas para 2008/2009 (nomeadamente ao nível de contratações)?

segunda-feira, 12 de Maio de 2008

As penalidades cedidas por Martin Johnson

Existe na biografia do Lawrence Dallaglio uma passagem que fala de uma reunião de equipa realizada no dia seguinte ao Inglaterra x África do Sul da fase de grupos do Mundial de 2003, na Austrália.

A equipa técnica inglesa havia verificado que a equipa estava a conceder demasiadas penalidades, e depois de montar um vídeo com as faltas assinaladas reuniu toda a equipa, e falta a falta procurou analisar o que se estava a passar.

Clive Woodward mostrou a primeira penalidade e perguntou em voz alta: “Quem fez esta falta”. O capitão Martin Johnson levantou o braço. Depois de verem a segunda falta, Woodward voltou a perguntar quem havia feito aquela falta. E Martin Johnson voltou a levantar o braço. À terceira falta Johnson acusou-se novamente, e Woodward optou por parar o vídeo dizendo “Bem, vocês percebem onde quero chegar”.

Johnson era um jogador faltoso? Sim. Mas era-o porque estava sempre em jogo, porque não virava a cara à luta, nem ficava de fora dos rucks onde se leva muita porrada. Levava amarelos e cedia faltas porque lutava pela posse da bola, sempre.

Johnson era imprescindível aos ingleses, e não apenas por ser capitão. E no final... levantou a Taça.

Dá que pensar...

O que se passa com esta selecção?

Depois do brilharete que foi a ida a França em 2007, Portugal ainda não conseguiu obter um resultado positivo, com excepção da vitória tranquila sobre uma República Checa de somou cabazes neste Torneio Europeu das Nações.

É claro que este Torneio não conta para grande coisa, mas a verdade é que quem está de fora não quer saber disso para nada, e o Rugby está a deixar escapar a boa imagem que construiu com derrotas atrás de derrotas.

Quem compra o jornal e lê as notícias dos Lobos apercebe-se que desde Setembro de 2007 a equipa nacional vem somando derrotas, algumas das quais com selecções nitidamente inferiores, como é esta Espanha. E há já quem diga que os rapazes do Rugby são engraçados, têm boa vontade, mas não são para levar a sério.

Desde Setembro de 2007 que se ouve falar em várias medidas hipotéticas que venham reforçar o nível do nosso jogo dentro e fora de portas. Falou-se em semi-profissionalização de um grupo de jogadores, falou-se na possibilidade de Portugal passar a ter uma equipa nacional nas taças europeias de clubes... Mas até ao momento não se viu nada.

Como agora vai tudo de férias (a época acabou e a comunidade do Rugby vai-se dispersar por uns longos meses), é provável que se passe um ano sobre o Mundial sem que nada de verdadeiramente concreto (e publicamente anunciado) se faça.

Ou então já há medidas em implementação, que são perfeitamente invisíveis e - pelos vistos - ineficazes.

A derrota com a Espanha no passado sábado foi uma grande desilusão, e se por um lado se pode explicar com "n" razões extra-Portugal, por outro lado vem colocar a nu que no que diz respeito à nossa esfera de poder de decisão pouco ou nada se tem feito.

E assim se vai diluindo a ilusão de que poderiamos aproveitar o Mundial de França para dar um verdadeiro salto qualitativo.

Nota: Não está aqui em causa a equipa técnica nacional, nem a sua competência. Penso que a selecção de jogadores foi a adequada, dentro dos condicionalismos que cada jogo apresenta. O problema vai bastante mais longe, e passa pela inoperância de quem tem a responsabilidade de dirigir o nosso Rugby, tanto ao nível federativo como de clubes.

sábado, 10 de Maio de 2008

Lobos contra a Espanha

Equipa para defrontar a Espanha (fonte, A BOLA):

1 - Juan Murré
2 - João Correia (cap)
3 - Cristian Spachuk
4 - Sebastião da Cunha
5 - Gonçalo Uva
6 - Vasco Uva
7 - João Uva
8 - Tiago Girão
9 - Pedro Leal
10 - Cardoso Pinto
11 - David Mateus
12 - Diogo Mateus
13 - Diogo Gama
14 - Adérito Esteves
15 - António Aguilar

16 - Diogo Fialho
17 - Bernardo Duarte
18 - Valter Jorge
19 - António Duarte
20 - José Pinto
21 - Pedro Cabral
22 - Gonçalo Foro

sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Chama-se James O'Connor. Sabem que idade tem?



O vídeo foi retirado do Blog Rugby Dump, e seria um como outros não fosse o caso do centro da equipa australiana (Western Force) - aqui placado duramente pelo poderoso e mau-feitio Ma'a Nonu - ser ainda um teenager a fazer a sua estreia no Super14.

Chama-se James O'Connor. Sabem que idade tem?

Os 22 (+9) de Portugal

Avançados: João Correia, Sebastião da Cunha, João Uva, Valter Jorge, António Duarte, Bernardo Duarte, Diogo Fialho, Tiago Girão, Cristian Spachuk, Gonçalo Uva, Vasco Uva e Juan Murré.

3/4's: Pedro Leal, Adérito Esteves, Diogo Mateus, David Mateus, Gonçalo Foro, Pedro Cabral, Diogo Gama, Duarte C. Pinto, José Pinto e António Aguilar.

Completam a comitiva: Presidente -Didio de Aguiar, Vice Presidente - Lourenço Thomaz, Manager - Francisco Martins, Seleccionador - Tomaz Morais, Treinadores Adjuntos - José Sequeira, Joaquim Ferreira e Pedro Fernandes; Fisioterapeuta - Luis Ramusga e Administrativo - João Mirra (9 acompanhantes para 22 jogadores...).

A minha aposta:

1 - Juan Murré
2 - João Correia (capitão)
3 - Cristian Spachuk
4 - Gonçalo Uva
5 - Sebastião da Cunha
6 - Tiago Girão
7 - João Uva
8 - Vasco Uva
9 - José Pinto
10 - Duarte Cardoso Pinto
11 - Gonçalo Foro
12 - Diogo Mateus
13 - David Mateus
14 - António Aguilar
15 - Pedro Leal

16 - Diogo Fialho
17 - Bernardo Duarte
18 - Valter Jorge
19 - António Duarte
20 - Pedro Cabral
21 - Diogo Gama
22 - Adérito Esteves

Convocados de Espanha para o jogo de amanhã

Andrew Ebbet (Jeep Alcobendas)
David Hernández (Getxo Artea)
César Bernaconi (FC. Barcelona)
Ion Insausti (Cetransa El Salvador)
Juan González (bwin Pozuelo Boadilla CRC)
David Mota (C.R. Liceo Francés).
Jesús Moreno (Aviron Bayonnais)
Juan González Marruecos (Cajasol Ciencias)
Iván Criado (Cetransa El Salvador)
Manu Serrano (Cetransa El Salvador)
Carlos Souto (Cetransa El Salvador)
Chema Bohórquez (Cajasol Ciencias)
Camacho Aramburu (Helvetia Rugby)
Fernández Aramburu (Helvetia Rugby)
Javier Salazar (bwin CRC)
Matthieu Gratton (S.C Graulethois)
Pablo Feijóo (Leicester Tigers)
Jaime Nava (Jeep Alcobendas)
Javier Canosa (bwin Pozuelo Boadilla CRC)
César Sempere (bwin Pozuelo Boadilla CRC)
Manuel Mazo (Cajasol Ciencias)
Víctor Marlet (U.E. Santboiana)
Juan Cano (Complutense Cisneros)
Rafael Álvarez (Saint Jean de Luz Olympique)

Nesta lista, destaque para os "emigrantes" Moreno, Mathieu Gratton e Rafael Álvarez, que jogam em França, e para o médio de formação Pablo Feijóo, que joga no Leicester Tigers A (equipa de desenvolvimento).

quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Wasps

"Dallaglio’s iron will has forged this machine. Loved at Wasps, loathed in Gloucester, his unpopularity is testimony to a man who has relished bowing to nobody. Cipriani and his glorious, gambolling friends behind the scrum may be the future of Wasps, but the great eight is not quite yet the past, and the man who dug the foundations for this club will grab his spade one more time. It seems inevitable that Twickenham, with Wasps, will be his final, finest hour."

David Hands, TimesOnline, sobre o jogo entre Wasps e Gloucester, que certamente definirá quem termina a fase regular da Premiership na 1ª posição (isto apesar do Bath também andar na luta).

Oxalá que sim... e aqui fica confessada a minha simpatia pelos Wasps em Inglaterra (tal como pelo Munster Rugby Branch, na Celtic League, e pelo Castres no Top14). Que Dallaglio faça um grande jogo, e que os Wasps limpem mais um campeonato, que um clube com tradição e poucos "novos-riquismos" merece-o bem.

Dores de cabeça para a NZRFU

A debandada continua, e os jogadores do hemisfério sul continuam a olhar para o norte como uma oportunidade para experimentar um rugby diferente, num país diferente, com um salário diferente.

Desta vez os jogadores em causa são neozelandeses (até aqui nada de novo...) e os seus nomes são Nick Evans e Craig Newby. O primeiro é sobejamente conhecido dos portugueses ligados ao Rugby (jogou contra Portugal no Mundial), mas o segundo é menos mediático: internacional All-Black, 29 anos, é capitão da equipa dos Highlanders (Super14) e alinha também pela província de Otago no NPC. Joga na 3ª linha (em especial a 8), pesa 105kg e mede 1,89m.

Evans alinhará nos Harlequins (Londres), enquanto que Newby reforça os Tigers (Leicester), onde se encontrará com os ex-Crusaders Aaron Mauger.

Ainda na berlinda estão dois dos jogadores-chave dos actuais All-Blacks: Daniel Carter (pretendido por clubes como o Toulouse e os Ospreys) e Jerry Collins, que já confessou ter pensado em mudar de ares.

Onde eu gostava de ver o Jerry Collins a jogar era nos Wasps, agora que o Lawrence Dallaglio se vai retirar e a camisola 8 ainda não tem destinatário definido (apesar da grande aposta no jovem James Haskell, 23 anos, mas já com 5 anos de primeira categoria nas Wasps), que poderá ser uma forte razão para a não contratação de nenhum reforço para a última posição da mêlée).

Mais quatro dores de cabeça para os responsáveis da NZRFU.

Espanha x Portugal

Portugal vai a Espanha este fim-de-semana, encerrar a sua participação num Torneio Europeu das Nações que não foi, de forma alguma brilhante. Longe disso. Seja como for, é tempo de lançar rapaziada nova, e de começar a depender menos da disponibilidade (física, académica ou profissional) dos jogadores que formaram a base dos Lobos que conquistaram a presença em França (até porque parte deles até já nem sequer jogam, ou pelo menos não jogam pela selecção).

Este jogo com a Espanha já não interessa muito em termos de classificação. No VI Nações B que agora termina há dois lugares notados: o primeiro, porque apura o Campeão da Europa B; o último porque representa descida de divisão. Ora, o vencedor do Torneio é a Geórgia (que se afirma cada vez mais como a 7ª potência europeia do Rugby, cada vez mais à frente da Roménia, da Rússia e de Portugal). E o despromovido a República Checa, que é de facto uma equipa bastante abaixo das restantes.

Todavia, e apesar deste jogo não contar para quase nada, Portugal tem um prestígio e um estatuto a defender. Esteve no Mundial e a Espanha não. Esteve durante muito tempo acima da Espanha no ranking IRB, e agora está atrás (ganhar aos espanhóis ajudará a inverter a situação, se não for imediatamente, pelo menos num futuro próximo). Ainda esta temporada ganhámos - através de Agronomia - o título ibérico de clubes, numa final 100% portuguesa...

Este é um daqueles jogos que dará sempre gozo jogar. Eu pelo menos sempre gostei de jogar com espanhóis quando jogava Pólo-Aquático, e sobretudo de lhes ganhar.

Força Portugal!

Nota: o jogo será transmitido em directo na Sporttv1, pelas 15:30 horas de sábado.

quarta-feira, 7 de Maio de 2008

"Cenas" da Final 4: o futuro

O campeonato 2007/2008 já pertence à memória daqueles que o viveram (dentro e fora de campo) e aos “livros da história do Rugby”.

Tenho para mim que todos os clubes (mesmo aqueles que ainda têm objectivos a cumprir esta temporada, seja ao nível de XV seja ao nível de VII) já estão a trabalhar activamente na preparação do próximo campeonato, isto apesar de subsistirem algumas dúvidas importantes acerca do mesmo, nomeadamente ao nível:

a) Leis do jogo: ouvi dizer que a Federação está interessada em ver Portugal funcionar como um dos países onde a IRB poderia testar em 08/09 as novas leis do jogo;
b) Regulamentos: caso haja alteração de regulamentos, como defendo;
c) Modelo de campeonato: caso haja alteração do mesmo, profunda ou ligeira.

Destes três factores penso que aquele que mais poderá condicionar a contratação de novos jogadores e a planificação da temporada é o primeiro. As novas leias alteram substancialmente o perfil do jogo e, por consequência o modelo de jogo das equipas e o tipo de jogadores a utilizar. Penso que a construção das equipas deverá levar em linha de conta este aspecto fundamental.

O Técnico regressou à Honra, por troca com a Académica, e o novo campeonato promete novidades. Alguns dos Lobos que se aventuraram noutros campeonatos podem voltar (já se sabe que alguns voltarão de certeza), e isso pode fazer toda a diferença.

O Belenenses, que realizou uma temporada “low-profile” (sem que ninguém desse por si), estará na ribalta, como “equipa a abater”, o que é perfeitamente normal. Ser-se campeão carrega consigo pressão acrescida (Agronomia que o diga...), e as equipas (jogadores, técnicos e staff) têm que estar preparadas para isso.

Os azuis terão que ter em conta que MAIS DIFÍCIL DO QUE GANHAR UM CAMPEONATO É MANTER O TÍTULO. Nos últimos anos apenas o Direito foi capaz de o fazer, com uma “super-equipa” que formava a base da selecção nacional... A ver vamos o que acontece em 2008/2009.

Abre-se agora a janela das especulações. O jogador A vai para o clube B, e o jogador C está de saída para o estrangeiro.

Já li coisas hilariantes na internet. Dois exemplos: Hafu no Top14 francês e Joe Gardner a negociar com o Belenenses... Nada mais falso. Nem uma coisa nem outra correspondem minimamente à verdade.

É por isso bom que se aproveite a visibilidade crescente do Rugby para se fazer abordagens positivas à modalidade, em vez de se lhe tirar crédito.

O Rugby agradece.

Entretanto, temos ainda este ano:

- Jogo dos Lobos com a Espanha
- Meias e final da Taça
- Torneio Nacional de Sevens (e possível ida a Moscovo da equipa vencedora, para o Europeu de Clubes da variante)
- Sevens IRB (etapas finais, mas quais penso que Portugal participará).

Ou seja, apesar de tudo a época ainda não terminou...

Nota: foto retirada do Blog do CDUL.

terça-feira, 6 de Maio de 2008

“Cenas” da Final (3): o modelo

Já aqui escrevi antes, e noutros lados antes ainda, que sou por princípio contra este modelo de discussão do título, e sei que não estou sozinho nesta avaliação... o próprio treinador do Belenenses referia – em notícia publicada no próprio dia da final – que este modelo não se justifica em Portugal (aliás em coerência com o que havia dito ao site do Belenenses, há algumas semanas: “No que diz respeito ao campeonato nacional, penso de é necessário regressar a um modelo mais de regularidade. De momento é uma competição híbrida – uma mistura de Liga e de jogos a eliminar. Sugiro 8 equipas a jogar 3 vezes entre si (21 jornadas), com a vitória a ser atribuída à equipa com mais pontos.”).

Este modelo já vai no seu terceiro ano de competição, e até ao momento apenas em uma das situações (2006/2007) a equipa melhor classificada da fase regular se sagrou campeã...

2005/2006:
1º da fase regular: BELENENSES
Campeão: DIREITO

2006/2007:
1º da fase regular: AGRONOMIA
Campeão: AGRONOMIA

2007/2008:
1º da fase regular: AGRONOMIA
Campeão: BELENENSES

Pessoalmente sou favorável aos modelos de regularidade. Bevin propõe 8 equipas a três voltas, com a mais pontuada a sagrar-se campeã. Eu penso que é preciso uma fase final, numa óptica de “venda” da modalidade ao grande público”... mas uma fase final onde a regularidade seja reconhecida e premiada.

Já referi uma solução:

Final Four com 4 ou 6 equipas (6 se houver alargamento da Divisão de Honra, o que é muito improvável em 2008/2009), todos contra todos a duas voltas.

Uma hipótese valorizadora da fase regular seria fazer passar metade dos pontos obtidos para a Final Four (com arredondamentos para cima). Aplicando esta proposta (ou melhor, esta possibilidade a discutir) à classificação da fase regular 2007/2008, teríamos o seguinte alinhamento no início da fase final:

1. Agronomia – 28 pontos
2. CDUL – 25 pontos
3. Belenenses – 23 pontos (-1 jogo)
4. Benfica – 21 pontos

Este “metodologia” apresenta um problema: com 30 pontos em disputa (6 jornadas * 5 pontos possíveis), os 7 pontos de distância entre 1º e 4º quase eliminam a hipótese do Benfica (neste caso) chegar ao título... Mas enfim, é uma hipótese.

Reconheço méritos ao modelo hoje em vigor. Chama mais público, empresta mais emoção à competição, é mais vendável para a televisão e media em geral... Mas também me parece que, caso se queira manter esta Final Four é preciso proceder a duas ou três alterações urgentes do regulamento:

a) a primeira é integrar nos regulamentos esta nova fórmula de meias-finais a duas mãos;
b) a segunda é esclarecer, também nos regulamentos nacionais, por escrito e sem dúvidas, quais os critérios de desempate dos jogos;
c) a terceira é dar benefício de jogar em casa à equipa mais pontuada da fase regular (como acontece no Super14) ou em alternativa definir sempre ANTES do início da Divisão de Honra qual o local de realização dos jogos, INDEPENDENTEMENTE das equipas apuradas para a final (como acontece em Inglaterra ou em França).

Penso que esta época foi cheia de casos e equívocos, e é hora de redefinir modelos (ou confirmá-los, para que todos fiquem por eles responsáveis) e rever regulamentos. A questão do apuramento do campeão é fundamental, e penso que todas as equipas se devem rever na fórmula encontrada (é preciso encontrar consensos, ou pelo menos aproximar as partes envolvidas).

Espero sinceramente que os clubes se mobilizem para esta tarefa.

Seja como for, acredito que o Belenenses foi a equipa que melhor planeou e executou a temporada. Sei, porque falei seriamente sobre o assunto com a equipa técnica, que desde Setembro que o planeamento do treino foi feito tendo em vista alcançar-se um pico de forma na Final Four, o que aconteceu. Sei, porque estive envolvido no trabalho da equipa, que desde a sua chegada a Portugal Bryce Bevin definiu como meta para a fase regular os 44 pontos. Sei que nunca foi seu objectivo ganhar a fase regular e que sempre acreditou todavia na vitória no Campeonato.

Quero com isto dizer que, seja qual for o modelo, os clubes, jogadores e principalmente técnicos deverão planear em conformidade... para que ninguém lamente no final o que deveria ter prevenido (dentro do possível) há 8 ou 9 meses atrás...

segunda-feira, 5 de Maio de 2008

"Cenas" da Final (2): os protagonistas



Tratada a questão dos adeptos, é tempo de olhar para os protagonistas, que foram os jogadores e os treinadores.

Não estou rigorosamente nada de acordo com aqueles que só viram Hafu e Gardner na final do passado sábado. Aliás, quem só foi capaz de olhar para estes dois jogadores ao longo dos 80 minutos não viu o mais importante do jogo.

Penso que Gardner apenas “brilhou” com os seus 21 pontos porque houve um conjunto de 8+1 homens que trabalharam lá à frente para assegurar penalidades e espaço para um drop que poderia ter sido decisivo. Os avançados de Agronomia cumpriram aquele que foi definido como o plano de jogo para a equipa da Tapada. E nesse sentido estiveram muitíssimo bem.

É certo que as chamadas “linhas atrasadas” de Agronomia entraram pouco em jogo (e no final houve quem o lamentasse bastante...), mas o plano de jogo estava definido, e passava sobretudo pela obtenção de pontos seguros, através do excelente pé do australiano Gardner. De 1 a 8, comandados pelo 9 Pissarra, os calmeirões lá da frente estiveram bastante em jogo.

Não vejo pois razão para se restringir a análise do jogo do XV da Tapada ao seu chutador, o qual mais não foi do que um finalizador.

Do lado do Belenenses ainda me parece mais desajustado falar-se apenas de Hafu.

Em primeiro lugar porque penso, sinceramente, que outros jogaram pelo menos tão bem como o excelente talonador neozelandês... para mim, o prémio do melhor da tarde reparte-se entre o capitão João Uva e o segunda-linha Valter Jorge, este último com notável evolução técnica esta temporada, sempre a andar para a frente e a nunca perder bolas no contacto.

E depois porque quando uma equipa decide constantemente arriscar à mão não pode, de forma alguma, depender apenas de um elemento.

Haverá quem lembre que dos 11 ensaios marcados pelo Belenenses nesta Final Four, o talonador Hafu marcou 6 (mais 1 do Mata Pereira, 1 do Francisco Moreira, 1 do João Uva, 1 do Sebastião da Cunha e 1 do David Mateus). Eu recordo que tão importante como ter marcado 11 foi não ter sofrido nenhum, e esse trabalho de grande consistência defensiva foi sempre dos 15 em campo.

Quem tiver procurado analisar o jogo em todas as dimensões terá identificado, de um lado e de outro, jogadores que podem vir a ter largo futuro não apenas nos seus clubes mas também na selecção nacional. Fico aliás muito curioso acerca da convocatória para o embate do próximo fim-de-semana com a Espanha.

A final não foi só Hafu nem só Gardner, longe disso.

Quanto aos treinadores, penso que Bevin e Mendes Silva montaram estratégias muitíssimo diferentes, ambas com pontos mais conseguidos e com outros menos conseguidos. Podia ter dado para um lado ou para o outro. No final, Bevin capitalizou a capacidade da equipa azul para transformar em pontos a sua sede de ensaios, enquanto que Mendes Silva fica com o estigma de ter colocado a Agronomia - uma equipa que já tinha uma vocação predominantemente de avançados - a jogar quase apenas com 10 elementos (os 8 da frente, o formação e o defesa).

Bevin ganhou o duelo de sábado.

"Cenas" da Final (1): O dia em que o “Povo” foi ao Rugby



A tarde de sábado foi plena de grandes emoções e de grandes surpresas. As emoções foram as do jogo... as surpresas aconteceram – para mim – nas bancadas.

A bancada fixa do Jamor encheu-se de azul belenense, e foi com extraordinário agrado que vi muitas e muitas pessoas habituais do futebol do Restelo a ver, em muitos casos pela primeira vez, um jogo de Rugby ao vivo (um dos presentes, já na sua meia-idade, até me confessou que nunca antes tinha visto um jogo de Rugby, ao vivo ou na televisão).

Como é óbvio, o apoio que ao longo de 80 minutos as duas equipas receberam só deu mais cor e ambiente à final, que foi transmitida via Sporttv e vista em todo o país por muito gente (pena foi que a 2ª parte tenha sofrido perturbações na transmissão durante, segundo me disseram, 15 minutos).

Por um dia a composição da bancada de um jogo do campeonato de Rugby português alterou-se. Diria quase se que democratizou. Ao lado dos habituais “tios e tias” do Restelo, da Linha, das zonas finas de Lisboa e arredores, sentaram-se muitos dos seus vizinhos dos bairros mais populares.

De Bucelas veio o “Lú”, figura mítica das mais diversas modalidades praticadas pelo Belenenses, mas que eu nunca tinha visto num jogo de Rugby. O “Lú” é, em si, um espectáculo dentro do espectáculo. A sua bandeira visível é sempre a do Belém, e a outra “invisível” é a do fair-play.

Existem as mais hilariantes histórias acerca do “Lú”, nos campos e pavilhões de norte a sul neste país. E desta vez a cena para mais tarde recordar aconteceu na “Tenda Super Bock”, depois do final do jogo. O “Lú” recebeu a pulseira para ir petiscar à tenda, e quando lá entrei já o famoso adepto azul – em tronco nu – bebia a sua cerveja e comia o seu croquete ao lado dos mais “in” adeptos tradicionais do Rugby...

O Rugby precisa disto... e clubes como o Belenenses (e o Benfica, por exemplo) têm a obrigação de trabalhar internamente para não deixar fugir dos campos todos aqueles adeptos que, atraídos pela perspectiva de uma final e de um título eminente, se juntaram no Jamor pela primeira vez na vida.

Sei, porque me disseram alguns “futeboleiros” belenenses presentes na final, que muitos saíram vivamente impressionados com o jogo, com o bom ambiente e com a emoção que deu ao jogo um interesse muito particular.

Teremos a capacidade para “fidelizar” estes novos adeptos do Rugby?

domingo, 4 de Maio de 2008

Belém Campeão 2007/2008



Não é que seja, nesta altura do campeonato, novidade para alguém... Mas não podia deixar de marcar este facto no arquivo deste Blog. Foi um fim-de-semana de grande nervosismo (até às 19 horas de sábado), e depois disso de grande descompressão. Penso que toda a gente na estrutura do Rugby do Belém se empenhou muito nesta Divisão de Honra (embora para muita gente esse trabalho não seja visível), e há que descansar um pouco.

Para já fica a foto dos campeões, e para os próximos dias (a começar amanhã) ficam prometidas algumas impressões sobre o campeonato, a sua classificação e principal o que se passou ontem no Jamor.

Parabéns, Campeões! Parabéns também aos agrónomos, que foram (na sua esmagadora maioria) dignos na derrota, monstrando que se trata de um grande clube, e de uma grande equipa.

sexta-feira, 2 de Maio de 2008

Beach Rugby 2008: nem este regulamento se safa...

O circuito nacional 2008 de Beach Rugby tem início no próximo dia 28 de Junho. Como ainda existem etapas cuja organização não se encontra atribuída, fui consultar o regulamento do Circuito, já que penso que o Belenenses poderá fazer qualquer coisa neste domínio durante o Verão.

Ora, foi durante a leitura do referido regulamento que encontrei a pérola que se segue:

Ponto 3.2.1 - Não são permitidas as acções voluntárias de jogo ao pé para conquista de terreno (pontapé para a frente, ou para fora do terreno do jogo). A utilização do jogo ao pé é permitida na talonagem, nas tentativas de conversão após ensaio e para o início e reinício do jogo.

(...)

Ponto 3.5 - A única maneira de se obter pontos é através da marcação de ensaios que valem 5 pontos. Os ensaios não podem ser transformados.

Pois a mim parece-me que alguma coisa aqui não bate certo. Então há ou não pontapés aos postes (quais postes?) no Beach Rugby?

Trata-se de mais uma prova de que os regulamentos precisam de revisão urgente. E já agora, seria bom rever este específico do Beach Rugby, que é mais um entretem do que outra coisa, antes do início do circuito.

Será o alargamento a resposta?

Tenho vindo a pensar em vários assuntos relacionados com a Divisão de Honra, até tendo em conta o trabalho de revisão dos regulamentos que defendo e para o qual gostaria de contribuir com propostas concretas, e um dos temas que considero necessitar de maior debate prende-se com uma hipotética alteração do modelo competitivo da Divisão de Honra, que sirva os interesses da modalidade e do seu desenvolvimento.

Dentro do tema “modelo competitivo” penso que o tópico mais pertinente – e de certa forma polémico – é o do alargamento (ou não) do número de clubes da Divisão de Honra.

Penso que o alargamento para 10 clubes poderá conter algumas vantagens, que se sobrepõem à desvantagem mais evidente, que é a existência na divisão maior de uma ou duas equipas de menor potencial desportivo, que passem a temporada a perder jogos por diferenças mais ou menos significativas.

Pergunto-me ainda assim se é preferível ter uma equipa de 1º plano (como aconteceu com o Técnico) a marcar mais de 1000 pontos em 14 jogos, e a ganhar jogos aos 15 minutos por ausência do número mínimo de atletas do adversário para se continuar a partida...

Sejamos claros: numa óptica de desenvolvimento da modalidade não é correcto assistir de braços cruzados ao que se passou nos últimos anos, e que se traduz pela despromoção de uma equipa à 1ª Divisão, passagem “meteórica” pela referida prova (ganhando todos os jogos) e troca com outra equipa da Honra, que reproduzirá o mesmo destino no ano seguinte.

E por isso, para mim uma das perguntas essenciais é: perpetuar a lógica actual (equipa que desce e sobe no ano seguinte, por estar num patamar superior às concorrentes) ou arriscar um modelo de prova com mais clubes (10) e encarar com naturalidade a possibilidade de existir uma equipa mais fraca na Divisão de Honra, que possa aproveitar essa experiência para subir o seu nível de jogo e de organização?

Acredito que o alargamento do número de equipas da Honra pode ajudar os clubes da 1ª Divisão a disputar a sua prova com outra motivação e outras perspectivas de subida; acredito que a passagem de clubes de nível 1ª divisão pela Honra pode ajudar ao desenvolvimento da modalidade nas regiões fora de Lisboa; acredito que este alargamento pode dar um impulso até aos escalões de formação dos emblemas da 1ª divisão, já que neste momento apenas o Évora apresenta equipas de topo em escalões como os sub-18, sub-16 e sub-14.

E o modelo a aplicar neste caso seria, quanto a mim, de grupo único (18 jornadas), seguido de Final Four de “todos-contra-todos” a uma ou duas voltas (no caso de uma volta, com os jogos a disputarem-se em casa da equipa melhor classificada na fase regular), entre os 5 primeiros (o que representara mais 5 jogos), sagrando-se campeão o 1º classificado da Final Four.

Penso ainda que seria de equacionar:

a) a possibilidade de se criar uma Taça para o 1º da fase regular, dignificando as 18 primeiras jornadas do campeonato;

b) a possibilidade de se transpor para a Final Four algumas vantagens resultantes de um bom desempenho na fase regular (metade dos pontos conquistados, por exemplo, apesar de esta solução ter o inconveniente de se poder chegar à fase final com o campeão praticamente decidido, o que retiraria todo o seu interesse).

O último classificado da Fase Regular desceria imediatamente, por troca com o 1º da Primeira Divisão (tal como acontece hoje).

Acrescente-se que ao aumentar o número de jogos da fase regular, estamos a dar maior “folga” aos clubes e treinadores para erros, e simultaneamente a dar mais possibilidade aos jogadores mais jovens (recém ingressados no escalão sénior, ou sub-20 usados na Divisão de Honra) e jogadores menos utilizados.

É claro que o facto de termos 10 equipas permitiria a realização da fase regular em grupos, com o agrupamento a ser definido de forma regulamentar de acordo com a classificação do ano anterior... o problema é que dois grupos de 5 equipas, a duas voltas, representaria apenas 8 jornadas, com apuramento para dois Play-Offs (da descida, com digamos 4 equipas) e de apuramento do Campeão (com 6 equipas). Este modelo parece-me muito desinteressante.

Poderá o alargamento ser uma das respostas (entre outras necessárias e obrigatórias) para melhorar o nível do nosso Rugby?

quinta-feira, 1 de Maio de 2008

Técnico de regresso à Divisão de Honra

O Técnico confirmou este final de tarde aquilo que se previa, e bateu a equipa da Lousã confortavelmente. Os "engenheiros" das Olaias regressam assim à Divisão de Honra, por troca com a Académica de Coimbra.

As equipas que em 2008/2009 estarão no principal escalão do Rugby portugês são (por ordem alfabética): Agronomia, Belenenses, Benfica, Cascais, CDUL, CDUP, Direito e Técnico.

Nota: foto gamada no Blog O Eixo das Olaias.