As eleições para os órgãos de gestão da FPR tiveram lugar ontem, no Centro de Medicina Desportiva, e os resultados devem fazer reflectir toda a comunidade oval portuguesa. Diria mais: o resultado de ontem é - para o bem e para o mal - muitíssimo mais importante do que o jogo dos Lobos, que terá lugar amanhã, no Jamor.
Dídio de Aguiar foi reeleito presidente da FPR, mas o número de emblemas presentes e a escassa votação na sua direcção deve ser lida como um claro sinal de descontentamento dos clubes face ao rumo que a modalidade tem levado, não obstante a importante presença dos Lobos em França...
Esta direcção todos os poderes que os estatutos e que o seu estatuto lhe conferem, mas o exercício desses poderes (ou do poder) deverá ser feito tendo em conta este sinal.
Importa todavia notar que, de acordo com a comunicação social de hoje (A BOLA), alguns clubes importantes no panorama actual do Rugby não estiveram presentes, o que é no mínimo estranho, já que essa é a forma menos correcta (na minha opinião pessoal) de marcar uma posição nesta fase deciiva do desenvolvimento da modalidade em Portugal.
Será esta "nova" direcção de Dídio de Aguiar a equipa certa para promover as importantes "reformas" de que o Rugby necessita?
Tenho sérias dúvidas. Alias, sempre defendi que deveria ser gerada uma alternativa, com um programa bem estruturado e apresentado aos clubes. Sempre defendi, até junto dos dirigentes do clube com o qual colaboro (e de que sou sócio há 30 anos), que os emblemas com maior peso desportivo e institucional deveriam procurar gerar, do seu interior, uma lista competente e tendo como único e exclusivo objectivo promover a modalidade, acabando uma a lógica imperante do Rugby-Evento-Social.
Mas não posso compreender que haja quem se demita do exercício do direito - e dever moral, acrescento - de votar, dando as costas (e não a cara, como se impunha) por uma determinada opção.
Mais: não consigo compreender como é que se critica tanto (e de forma tão fundada e justa) a actual direcção da FPR, sendo depois incapaz de se "chegar à frente" com um projecto e uma equipa.
O Rugby português terá uma FPR fraca, penso eu. E só tem o que os seus clubes merecem.
sexta-feira, 30 de Novembro de 2007
quarta-feira, 21 de Novembro de 2007
Em jeito de conclusão...
A intenção era suspender a "tasca" por uma semanas, já que o trabalho vai apertar até ao Natal, e pessoalmente não sei fazer coisas a meio-gás. Ou faço a sério, ou não faço.
Mas com o início da Divisão de Honra surgiram, como sempre, os comentários imbecis, provenientes dos mais diverso quadrantes (leia-se emblemas), que em lugar de discutir o que importa acabam por centrar sempre a coisa no acessório.
Dou um exemplo: escrevi um texto sobre os quase 1000 assistentes do jogo de domingo passado no Restelo, e deixava no ar a pergunta "O que poderão fazer os clubes para conseguir manter assistências como aquela que ontem se verificou no Restelo?". Em 25 comentários que surgiram nesse mesmo post, raros abordaram a questão de forma séria, preferindo alguns leitores debitar sobre jogadores e afins.
Chegou a altura de nos perguntarmos: para que é que servem os Blogs que surgiram, no último ano, dedicados ao Rugby? Para o enxovalho? Para a discussão "futeboleira"? Para envergonhar aqueles que, sendo homens do Rugby, lutam quotidianamente - em TODOS os clubes - para fazer crescer a modalidade?
Depois de acabar com o Belenenses XV, que se tornou num alvo preferencial de comentários imbecis de meia dúzia de pessoas, optei por criar este espaço, que pretendia ser um pequeno pólo de discussão em torno de questões do dia. Como a das assistências, por exemplo.
Pensei que fosse um espaço com interesse para o Rugby. Mas de facto não é! O Rugby enquanto comunidade não tem interesse em discutir-se pela positiva. Pelo contrário, prefere embarcar - quando para isso tem oportunidade, como acontece através dos Blogs - em futilidades, que não serve de forma alguma os interesses da modalidade, não atraem novos praticantes ou novos adeptos.
A impressão que tenho - a começar pela análise que faço da minha própria casa, o Belém - é que não existe uma verdadeira vontade de massificar a modalidade, sobretudo trazendo a ela o público que vai enchendo os campos e pavilhões de outras modalidades.
No Restelo, por exemplo, enquanto no relvado 2 se juntava muita gente (do Rugby... os do costume!), no Pavilhão Acácio Rosa estavam os associados do Belenenses, a puxar pela equipa de basquetebol, que venceu o F.C.Porto em jogo a contar para a Liga Profissional. Ora, são esses associados (e nos outros clubes, novos adeptos) que importa cativar! Se não, voltaremos rapidamente (já na próxima jornada) às escassas centenas ou até dezenas no campos.
A comunidade do Rugby não está todavia para aí virada. E não está do clube A ao clube Z. Por diversas razões.
A má utilização que se faz dos espaços virtuais de discussão - na internet - é apenas o sintoma da centração egocêntrica do Rugby e dos seus clubes/secções em si próprio! Nada mais do que isso.
Nenhum campeonato se ganha nos Blogs. E por isso não se percebe a importância que alguns parecem atribuir a este minúsculo meio, dentro de outro meio pequenino. Ou seja, a importância que alguns atribuem aos blogs de Rugby dentro do Rugby tuga.
A caixa de comentários do "Pontapé de Ressalto" está oficialmente encerrada. E cada vez melhor compreendo a IRB, que há uns anos atrás encerrou o seu importante mas mal utilizado fórum, permanentemente utilizado como "lugar" de confronto entre aqueles que deveriam cooperar para fazer avançar a modalidade. As minhas razões não diferem das razões da IRB. No fundo, este pequeno exemplo blogueiro apenas comprova que a entidade máxima reguladora da modalidade tinha e tem todas as razões para não confiar ao sentido de responsabilidade dos utilizadores a livre utilização de espaços de discussão.
O Pontapé de Ressalto segue dentro de momentos. Podem é ser bastante prolongados.
Nota:
Comprei hoje a edição da semana passada do "Jornal do Benfica". Foi a primeira vez (e provavelmente a última) que o fiz. Mas a chamada do Rugby para a 1ª página da dita publicação motivou-me a gastar 0.75€ no semanário de um dos eternos rivais do Belém.
Muito interessantes as 3 páginas concedidas por "O BENFICA" à sua "secção das sedas" (leia-se Rugby). E muito interessante a reclamação - que é comum ao Belenenses, o meu clube - de um campo próprio.
Mas com o início da Divisão de Honra surgiram, como sempre, os comentários imbecis, provenientes dos mais diverso quadrantes (leia-se emblemas), que em lugar de discutir o que importa acabam por centrar sempre a coisa no acessório.
Dou um exemplo: escrevi um texto sobre os quase 1000 assistentes do jogo de domingo passado no Restelo, e deixava no ar a pergunta "O que poderão fazer os clubes para conseguir manter assistências como aquela que ontem se verificou no Restelo?". Em 25 comentários que surgiram nesse mesmo post, raros abordaram a questão de forma séria, preferindo alguns leitores debitar sobre jogadores e afins.
Chegou a altura de nos perguntarmos: para que é que servem os Blogs que surgiram, no último ano, dedicados ao Rugby? Para o enxovalho? Para a discussão "futeboleira"? Para envergonhar aqueles que, sendo homens do Rugby, lutam quotidianamente - em TODOS os clubes - para fazer crescer a modalidade?
Depois de acabar com o Belenenses XV, que se tornou num alvo preferencial de comentários imbecis de meia dúzia de pessoas, optei por criar este espaço, que pretendia ser um pequeno pólo de discussão em torno de questões do dia. Como a das assistências, por exemplo.
Pensei que fosse um espaço com interesse para o Rugby. Mas de facto não é! O Rugby enquanto comunidade não tem interesse em discutir-se pela positiva. Pelo contrário, prefere embarcar - quando para isso tem oportunidade, como acontece através dos Blogs - em futilidades, que não serve de forma alguma os interesses da modalidade, não atraem novos praticantes ou novos adeptos.
A impressão que tenho - a começar pela análise que faço da minha própria casa, o Belém - é que não existe uma verdadeira vontade de massificar a modalidade, sobretudo trazendo a ela o público que vai enchendo os campos e pavilhões de outras modalidades.
No Restelo, por exemplo, enquanto no relvado 2 se juntava muita gente (do Rugby... os do costume!), no Pavilhão Acácio Rosa estavam os associados do Belenenses, a puxar pela equipa de basquetebol, que venceu o F.C.Porto em jogo a contar para a Liga Profissional. Ora, são esses associados (e nos outros clubes, novos adeptos) que importa cativar! Se não, voltaremos rapidamente (já na próxima jornada) às escassas centenas ou até dezenas no campos.
A comunidade do Rugby não está todavia para aí virada. E não está do clube A ao clube Z. Por diversas razões.
A má utilização que se faz dos espaços virtuais de discussão - na internet - é apenas o sintoma da centração egocêntrica do Rugby e dos seus clubes/secções em si próprio! Nada mais do que isso.
Nenhum campeonato se ganha nos Blogs. E por isso não se percebe a importância que alguns parecem atribuir a este minúsculo meio, dentro de outro meio pequenino. Ou seja, a importância que alguns atribuem aos blogs de Rugby dentro do Rugby tuga.
A caixa de comentários do "Pontapé de Ressalto" está oficialmente encerrada. E cada vez melhor compreendo a IRB, que há uns anos atrás encerrou o seu importante mas mal utilizado fórum, permanentemente utilizado como "lugar" de confronto entre aqueles que deveriam cooperar para fazer avançar a modalidade. As minhas razões não diferem das razões da IRB. No fundo, este pequeno exemplo blogueiro apenas comprova que a entidade máxima reguladora da modalidade tinha e tem todas as razões para não confiar ao sentido de responsabilidade dos utilizadores a livre utilização de espaços de discussão.
O Pontapé de Ressalto segue dentro de momentos. Podem é ser bastante prolongados.
Nota:
Comprei hoje a edição da semana passada do "Jornal do Benfica". Foi a primeira vez (e provavelmente a última) que o fiz. Mas a chamada do Rugby para a 1ª página da dita publicação motivou-me a gastar 0.75€ no semanário de um dos eternos rivais do Belém.
Muito interessantes as 3 páginas concedidas por "O BENFICA" à sua "secção das sedas" (leia-se Rugby). E muito interessante a reclamação - que é comum ao Belenenses, o meu clube - de um campo próprio.
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Rugby Nacional
terça-feira, 20 de Novembro de 2007
segunda-feira, 19 de Novembro de 2007
Perto de 1000 pessoas no Restelo...
O Restelo conheceu ontem uma "enchente" quase ímpar, que apenas por outras duas vezes tive a oportunidade de presenciar num jogo de Rugby disputado naquele mesmo relvado 2: o jogo contra a equipa de Agronomia na final-four de 2002/2003 (que acabaria por valer o título de Campeão aos azuis) e a meia-final de 2005/2006, contra o Benfica, num dia de muita chuva.

Foto: RugbyReport (Miguel Rodrigues)
Fiquei bastante feliz com este aspecto positivo do jogo de ontem, mas o entusiasmo começa lentamente a ceder a uma maior racionalidade na análise da questão. É que observando com alguma atenção o público presente no Restelo chegamos à conclusão que entre 70 e 80% seriam jogadores de diversos clubes (da Divisão de Honra, outras divisões e escalões de formação), familiares dos jogadores em campos e (em menor número) os habituais "adeptos" das equipas.
Muitas daquelas caras já as conheço do Restelo e de outros campos, e poucos foram os "novos adeptos" cativados para o Rugby.
A enchente do Restelo explica-se pelos seguintes factores:
a) Único jogo de domingo, no que a equipa seniores diz respeito;
b) Tarde de sol e jogo marcado para hora apropriada (nem muito em cima do almoço, nem muito em cima da hora do pôr-do-sol);
c) Grande expectativa criada em torno do encontro, apresentado pela comunicação social como o "jogo grande da jornada";
d) Jogo da 1ª jornada, quando ainda impera o entusiasmo e a sede de Rugby (factores que poderão perder-se ao longo dos 14 jogos da fase regular, em especial quando o tempo deixar de ajudar...).
Analisando cada um dos pontos mencionados, um a um:
a) Jornadas virão em que os jogos estarão sobrepostos (como aconteceu com os 3 jogos de sábado, todos disputados em Lisboa mas realizados entre as 14:00h e as 17:00h). Será "meio caminho andado" para a perpetuação do cenário de bancadas vazias;
b) O tempo não ajudará sempre, e sendo o Rugby um desporto de Inverno as assistências terão de aprender a lidar com o frio, a chuva e até a neve (como aconteceu em Janeiro). Penso que estas factores serão responsáveis por uma quebra acentuada de assistentes, já a partir do próximo fim-de-semana;
c) Nem todos os jogos serão envoltos em grande espectativa, por razões diversas. E o progressivo afastamento das jornadas do campeonato face aos meses de ouro do Rugby (Setembro e Outubro) começará a fazer efeito...
d) Pelos motivos já mencionados na própria alínea d), em cima.
O que poderão fazer os clubes para conseguir manter assistências como aquela que ontem se verificou no Restelo?
Fica a questão.
* * *
O Blog "Pontapé de Ressalto" sofrerá, nas próximas semanas, uma paragem por motivos ligados à vida profissional do seu editor. Espero ter tempo para reanimar este espaço.
Até lá, um abraço a todos, sem excepção nem discriminação "clubística",
Rui Vasco Silva

Foto: RugbyReport (Miguel Rodrigues)
Fiquei bastante feliz com este aspecto positivo do jogo de ontem, mas o entusiasmo começa lentamente a ceder a uma maior racionalidade na análise da questão. É que observando com alguma atenção o público presente no Restelo chegamos à conclusão que entre 70 e 80% seriam jogadores de diversos clubes (da Divisão de Honra, outras divisões e escalões de formação), familiares dos jogadores em campos e (em menor número) os habituais "adeptos" das equipas.
Muitas daquelas caras já as conheço do Restelo e de outros campos, e poucos foram os "novos adeptos" cativados para o Rugby.
A enchente do Restelo explica-se pelos seguintes factores:
a) Único jogo de domingo, no que a equipa seniores diz respeito;
b) Tarde de sol e jogo marcado para hora apropriada (nem muito em cima do almoço, nem muito em cima da hora do pôr-do-sol);
c) Grande expectativa criada em torno do encontro, apresentado pela comunicação social como o "jogo grande da jornada";
d) Jogo da 1ª jornada, quando ainda impera o entusiasmo e a sede de Rugby (factores que poderão perder-se ao longo dos 14 jogos da fase regular, em especial quando o tempo deixar de ajudar...).
Analisando cada um dos pontos mencionados, um a um:
a) Jornadas virão em que os jogos estarão sobrepostos (como aconteceu com os 3 jogos de sábado, todos disputados em Lisboa mas realizados entre as 14:00h e as 17:00h). Será "meio caminho andado" para a perpetuação do cenário de bancadas vazias;
b) O tempo não ajudará sempre, e sendo o Rugby um desporto de Inverno as assistências terão de aprender a lidar com o frio, a chuva e até a neve (como aconteceu em Janeiro). Penso que estas factores serão responsáveis por uma quebra acentuada de assistentes, já a partir do próximo fim-de-semana;
c) Nem todos os jogos serão envoltos em grande espectativa, por razões diversas. E o progressivo afastamento das jornadas do campeonato face aos meses de ouro do Rugby (Setembro e Outubro) começará a fazer efeito...
d) Pelos motivos já mencionados na própria alínea d), em cima.
O que poderão fazer os clubes para conseguir manter assistências como aquela que ontem se verificou no Restelo?
Fica a questão.
* * *
O Blog "Pontapé de Ressalto" sofrerá, nas próximas semanas, uma paragem por motivos ligados à vida profissional do seu editor. Espero ter tempo para reanimar este espaço.
Até lá, um abraço a todos, sem excepção nem discriminação "clubística",
Rui Vasco Silva
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Divisão de Honra
sábado, 17 de Novembro de 2007
Benfica entra com o pé direito (Benfica 29 - CDUL 8)

Estive esta tarde na Sobreda para assistir ao Benfica x CDUL, e devo começar por dizer que me desiludiu (embora não me tenha surpreendido) um pouco a escassa assistência do jogo.
O céu encoberto não ajudou, mas a verdade é que o Rugby continua a não se saber vender (no bom sentido) ao público. E assim a modalidade sairá do anonimato, apenas levemente camuflado pela recente ida dos Lobos ao Mundial.
Passando ao jogo: o Benfica venceu (3-1 em ensaios) com justiça um jogo em que conseguiu impor o ritmo que mais serviu os seus interesses. Os encarnados entraram muito bem no jogo, e logo aos 4 minutos marcavam o primeiro ensaio da tarde através do ponta Miguel Teixeira, muito bem lançado pelo abertura Filipe Grenho, que continua a ser - quanto a mim - um n.º10 de grande nível do nosso campeonato.
Após conversão, bola ao centro e... pontapé de ressalto directamente para fora.
Esta sequência exemplifica bem o que se passou esta tarde na Sobreda, com o CDUL a realizar um jogo bastante abaixo das suas potencialidades (sobretudo na 1ª parte), marcado por erros individuais, más tomadas de decisão e incapacidade para contrariar o bem montado plano de jogo do Benfica.
Os homens da Sobreda mandaram durante quase toda a 1ª parte (período durante o qual marcaram os seus 3 ensaios), superiorizando-se sobretudo na formação ordenada.
No segundo tempo, o CDUL teve mais bola, mas não conseguiu encontrar as melhores soluções para dar a volta ao marcador. A sua mêlée melhorou com a entrada de Ross Wright, e Gareth Palemo trouxe mais agressividade ao jogo... mas pouco havia a fazer, pois o seu XV jogava pouco em equipa.
O Benfica controlou bem os segundos 40', sobretudo através dos seus avançados (muito faltosos) e do bom jogo ao pé de Filipe Grenho.
PONTOS POSITIVOS:
- O bom desempenho do Benfica, que concretizou em campo um plano de jogo eficaz, demonstrou estar bastante bem fisicamente, e que soube explorar as fragilidades do CDUL. Mereceu a vitória que conquistou.
- Os reforços estrangeiros do Benfica, que hoje estiveram bastante bem, com influência real no resultado. Todos tiveram os seus momentos, mas destacaria o n.º7 (François Vermaak) no capítulo defensivo e o n.º15 James Rosenberg, que jogou de forma regular mas aplicou uma eficaz placagem a Gonçalo Foro que (na minha opinião) marcou o jogo (impediu o CDUL de chegar a um ensaio que poderia ter acendido a chama dos Universitários). O talonador Danny Logan e o centro Tivani Fomai parecem também ser "reforços de facto".
- A entrega dos jogadores do CDUL, que em "dia não" nunca baixaram os braços, e passaram a 2ª parte a pressionar o Benfica.
PONTOS NEGATIVOS:
- Tarde para esquecer para o chutador do CDUL, Nuno Penha e Costa. Com Pedro Cabral aparentemente inferiorizado, o CDUL optou por entregar a responsabilidade dos chutos a seu n.º15, que é uma boa opção neste capítulo do jogo... Todavia, Penha e Costa esteve bastante "desastrado", e desperdiçou pontos importantes em fases decisivas do jogo;
- A agressividade exagerada e algum antijogo que se verificou no final do jogo, sobretudo por parte dos homens do pack benfiquista... O n.º6 José Carlos Sequeira(Zizi) viu o amarelo e outros jogadores encarnados poderiam também ter sofrido semelhante sanção, deitando a perder o que haviam conquistado com tanto mérito...
- O escasso público.
- A incapacidade da FPR para assegurar uma equipa de arbitragem completa. Rohan Hoffman foi auxiliado por dois elementos designados por cada uma das equipas. Divisão de quê?...
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Divisão de Honra,
Rugby Nacional
RugbyReport já arrancou!

O projecto RugbyReport, dinamizado pelo Miguel Rodrigues (CDUL), já conta com várias adesões e tem tudo para vingar. Trata-se fundamentalmente de um Blog inteiramente dedicado à Divisão de Honra, no qual "correspodentes" dos diversos clubes divulgarão a actividade das suas equipas.
Podes desde já visitar o Blog em http://rugbyreport.blogspot.com/.
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Rugby Nacional
sexta-feira, 16 de Novembro de 2007
Bancos de Suplentes
"No decurso do jogo somente poderão permanecer junto à área do jogo os treinadores, médicos, enfermeiros/fisioterapeutas, delegados e jogadores suplentes de cada equipa, desde que devidamente identificados e autorizados pelo árbitro."
Artigo 46º - Regulamento geral de competições
A época 2006/2007 foi a minha primeira temporada como delegado aos jogos da Divisão de Honra, e durante os 6 ou 7 jogos que acompanhei a partir do banco de suplentes viu coisas inacreditáveis, verdadeiros atropelos ao Regulamento Geral de Competições, o qual estipula no seu artigo 46º quais os intervenientes no jogo que podem – ou não, por omissão – estar presentes junto à área de jogo.
Este problema do banco de suplentes não é menor, ou desprovido de importância... muito pelo contrário! O comportamento e postura daqueles que se encontram no ou junto aos bancos influencia bastante o que se passa dentro de campo, influindo não apenas no desempenho das duas equipas mas também no trabalho do árbitro e fiscais-de-linha.
Defendo por isso que este ano se seja verdadeiramente implacável no que diz respeito ao cumprimento dos regulamentos, a começar por esta matéria. Defendo que os árbitros exijam a retirado dos bancos de suplentes de todos aqueles que não se encontrem inscritos no Boletim de Jogo, e que os próprios clubes envolvidos sejam rigorosos e escrupulosos no cumprimento do tal artigo 46º.
Penso que o regulamento deveria definir um número máximo de ocupantes dos bancos (12 pessoas no máximo), e creio que os clubes devem ser responsabilizados pelo controlo das presenças nestas zonas de acesso (supostamente) restrito.
Mais: nos campos onde não existem, de raiz, bancos de suplentes (ex. EUC ou Sobreda), as zonas destinadas aos suplentes, treinadores, fisioterapeuta, médico e delegado devem ser claramente delimitadas, e sem acesso permitido ao público (e público inclui jogadores não convocados, dirigentes do clube, veteranos, etc...).
Os membros de órgãos de comunicação social (incluindo aqui os fotógrafos dos clubes) devem ser livres de circular na zona circundante da área de jogo, mas nunca permanecer junto aos bancos.
Se assim não acontecer, e se os bancos de suplentes continuaram a ser mini-bancadas onde cabe todo o tipo de gente estranha ao jogo, então a probabilidade dos jogos decorrerem com incidentes é bastante maior.
PS: espero que este ano seja abandonado o procedimento dos coletes da loja do chinês, distribuídos por constrangidos árbitros antes do início das partidas...
Artigo 46º - Regulamento geral de competições
A época 2006/2007 foi a minha primeira temporada como delegado aos jogos da Divisão de Honra, e durante os 6 ou 7 jogos que acompanhei a partir do banco de suplentes viu coisas inacreditáveis, verdadeiros atropelos ao Regulamento Geral de Competições, o qual estipula no seu artigo 46º quais os intervenientes no jogo que podem – ou não, por omissão – estar presentes junto à área de jogo.
Este problema do banco de suplentes não é menor, ou desprovido de importância... muito pelo contrário! O comportamento e postura daqueles que se encontram no ou junto aos bancos influencia bastante o que se passa dentro de campo, influindo não apenas no desempenho das duas equipas mas também no trabalho do árbitro e fiscais-de-linha.
Defendo por isso que este ano se seja verdadeiramente implacável no que diz respeito ao cumprimento dos regulamentos, a começar por esta matéria. Defendo que os árbitros exijam a retirado dos bancos de suplentes de todos aqueles que não se encontrem inscritos no Boletim de Jogo, e que os próprios clubes envolvidos sejam rigorosos e escrupulosos no cumprimento do tal artigo 46º.
Penso que o regulamento deveria definir um número máximo de ocupantes dos bancos (12 pessoas no máximo), e creio que os clubes devem ser responsabilizados pelo controlo das presenças nestas zonas de acesso (supostamente) restrito.
Mais: nos campos onde não existem, de raiz, bancos de suplentes (ex. EUC ou Sobreda), as zonas destinadas aos suplentes, treinadores, fisioterapeuta, médico e delegado devem ser claramente delimitadas, e sem acesso permitido ao público (e público inclui jogadores não convocados, dirigentes do clube, veteranos, etc...).
Os membros de órgãos de comunicação social (incluindo aqui os fotógrafos dos clubes) devem ser livres de circular na zona circundante da área de jogo, mas nunca permanecer junto aos bancos.
Se assim não acontecer, e se os bancos de suplentes continuaram a ser mini-bancadas onde cabe todo o tipo de gente estranha ao jogo, então a probabilidade dos jogos decorrerem com incidentes é bastante maior.
PS: espero que este ano seja abandonado o procedimento dos coletes da loja do chinês, distribuídos por constrangidos árbitros antes do início das partidas...
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Rugby Nacional
Duarte Cardoso Pinto em entrevista

Foto: Pedro Melo (Norte Desportivo)
O médio de abertura Duarte Cardoso Pinto, que este ano deixa o seu clube de sempre - Agronomia - para experimentar o Rugby francês - Blagnac -, concedeu uma interessante entrevista ao Norte Desportivo.
Para a ler, basta clicar aqui.
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Rugby Nacional
Inquérito sobre prioridades da FPR
Começa a ganhar forma o inquérito lançado aqui no Blog sobre as áreas prioritárias relativamente às quais a FPR deveria incidir o seu trabalho, no imediato. A pergunta deixada aos leitores foi (é) exactamente esta: "Quais as áreas prioritárias em que a FPR deveria apostar no futuro imediato?".
Cada leitor podia (pode) escolher mais do que uma opção, e por absurdo pode escolher todas (não deveria ser assim, mas a ferramenta do blogger para criar estes inquéritos apenas permite optar por "uma única resposta possível" ou "várias respostas possíveis", sem limitação).
Os resultados obtidos até ao momento, e já com quase uma centena de votações recolhidas, é muito interessante. Eis as opções seleccionadas, das mais votadas para as menos votadas:
Comunicação/Marketing - 58 votos (59%)
Construção de campos - 57 votos (58%)
Apoio aos clubes - 48 votos (49%)
Formação de árbitros - 44 votos (45%)
Competições nacionais - 43 votos (44%)
Selecções jovens - 39 votos (40%)
Aumento do n.º de praticantes - 35 votos (36%)
Formação de treinadores - 34 votos (35%)
Selecção nacional de XV - 24 votos (24%)
Descentralização - 20 votos (20%)
Formação de dirigentes - 18 votos (18%)
Centro Nacional de Treinos - 18 votos (18%)
Apoio às Associações Regionais - 16 votos (16%)
Selecção nacional de 7's - 10 votos (10%)
Rugby Feminino - 6 votos (6%)
Outras áreas - 4 votos (4%)
* * *
Interessantes resultados, com a Comunicação e Marketing (um verdadeiro calcanhar de Aquiles da FPR) a ser identificada como a área mais deficitária, seguida da opção "Campos" e do Apoio aos clubes.
Destaque para as votações modestas atribuídas à prioridade "selecção nacional de XV" e (muito mais modesta) à opção "selecção nacional de 7's".
O inquérito vai continuar até à estabilização/estagnação do n.º de votantes.
Cada leitor podia (pode) escolher mais do que uma opção, e por absurdo pode escolher todas (não deveria ser assim, mas a ferramenta do blogger para criar estes inquéritos apenas permite optar por "uma única resposta possível" ou "várias respostas possíveis", sem limitação).
Os resultados obtidos até ao momento, e já com quase uma centena de votações recolhidas, é muito interessante. Eis as opções seleccionadas, das mais votadas para as menos votadas:
Comunicação/Marketing - 58 votos (59%)
Construção de campos - 57 votos (58%)
Apoio aos clubes - 48 votos (49%)
Formação de árbitros - 44 votos (45%)
Competições nacionais - 43 votos (44%)
Selecções jovens - 39 votos (40%)
Aumento do n.º de praticantes - 35 votos (36%)
Formação de treinadores - 34 votos (35%)
Selecção nacional de XV - 24 votos (24%)
Descentralização - 20 votos (20%)
Formação de dirigentes - 18 votos (18%)
Centro Nacional de Treinos - 18 votos (18%)
Apoio às Associações Regionais - 16 votos (16%)
Selecção nacional de 7's - 10 votos (10%)
Rugby Feminino - 6 votos (6%)
Outras áreas - 4 votos (4%)
* * *
Interessantes resultados, com a Comunicação e Marketing (um verdadeiro calcanhar de Aquiles da FPR) a ser identificada como a área mais deficitária, seguida da opção "Campos" e do Apoio aos clubes.
Destaque para as votações modestas atribuídas à prioridade "selecção nacional de XV" e (muito mais modesta) à opção "selecção nacional de 7's".
O inquérito vai continuar até à estabilização/estagnação do n.º de votantes.
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Rugby Nacional
Vários
#1 – Calendário do fim-de-semana (DH)
Direito x Académica (Monsanto)
Dia 17 – 14:00 horas
Benfica x CDUL (Sobreda)
Dia 17 – 15:00 horas
Cascais x CDUP (Guia)
Dia 17 – 15:00 horas
Belenenses x Agronomia (Restelo 2)
Dia 18 – 15:30 horas
Infelizmente a sobreposição de jogos é quase total... o que possibilitará a todos os interessados ver apenas um máximo de dois jogos nesta 1ª jornada.
#2 – Superbock sem álcool anuncia DH
Verifiquei hoje, no caminho para o trabalho, que a Superbock está a investir na promoção da Divisão de Honra. O diário gratuito GLOBAL publica um anúncio de página inteira bastante engraçado, onde falta apenas informação específica sobre os jogos da 1ª jornada... não custava nada ter colocado num cantinho os 4 jogos, com horas e locais.
Fica a sugestão para próximos anúncios.
Vejam o site da Superbock sem alcool inteiramente dedicado ao Rugby aqui.
#3 – Novidades para os próximos dias...
Entretanto há gente a trabalhar em projectos novos e interessantes relativamente às competições nacionais, com destaque para a Divisão de Honra. A ideia é diminuir o impacto da má (inexistente) política de comunicação da FPR, dando visibilidade à Divisão de Honra e a todos os seus clubes participantes.
Mais informação nos próximos tempos.
#4 – Portugal vs. Roménia
Já deveria estar na rua (sim, literalmente na rua) a divulgação do 1º jogos dos “Lobos” após o Mundial. Mas não está... E é uma pena.
Direito x Académica (Monsanto)
Dia 17 – 14:00 horas
Benfica x CDUL (Sobreda)
Dia 17 – 15:00 horas
Cascais x CDUP (Guia)
Dia 17 – 15:00 horas
Belenenses x Agronomia (Restelo 2)
Dia 18 – 15:30 horas
Infelizmente a sobreposição de jogos é quase total... o que possibilitará a todos os interessados ver apenas um máximo de dois jogos nesta 1ª jornada.
#2 – Superbock sem álcool anuncia DH
Verifiquei hoje, no caminho para o trabalho, que a Superbock está a investir na promoção da Divisão de Honra. O diário gratuito GLOBAL publica um anúncio de página inteira bastante engraçado, onde falta apenas informação específica sobre os jogos da 1ª jornada... não custava nada ter colocado num cantinho os 4 jogos, com horas e locais.
Fica a sugestão para próximos anúncios.
Vejam o site da Superbock sem alcool inteiramente dedicado ao Rugby aqui.
#3 – Novidades para os próximos dias...
Entretanto há gente a trabalhar em projectos novos e interessantes relativamente às competições nacionais, com destaque para a Divisão de Honra. A ideia é diminuir o impacto da má (inexistente) política de comunicação da FPR, dando visibilidade à Divisão de Honra e a todos os seus clubes participantes.
Mais informação nos próximos tempos.
#4 – Portugal vs. Roménia
Já deveria estar na rua (sim, literalmente na rua) a divulgação do 1º jogos dos “Lobos” após o Mundial. Mas não está... E é uma pena.
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Rugby Nacional
No lugar certo, na hora certa... Andrew Trimble
O PLACADOR:

Nome: Andrew Trimble
Posição: Centro/Ponta
Idade: 23 anos
Clube: Ulster
Altura: 1,88m
Peso: 98kg
Observações: Internacional irlandês (19 internacionalizações).
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quinta-feira, 15 de Novembro de 2007
DH: com ou sem bilhetes?

A Divisão de Honra vai começar, e penso que a questão dos bilhetes não se encontra definida/prevista nem pela FPR, nem pelo conjunto dos clubes que disputam a prova. E é pena...
Existem várias perspectivas sobre esta questão, mas as duas principais são – quanto a mim – as seguintes:
a) Algumas pessoas afirmam que o facto de não serem cobrados bilhetes desvaloriza o próprio “espectáculo”, já que apenas tendemos a dar o devido valor ao que nos custa a pagar. Acrescentam que as receitas de bilheteira podem ser uma fonte adicional de proveitos para os clubes, e afirmam que não há profissionalismo nem semi-profissionalismo sem a introdução formal, assumida e regulamentada de ingressos para os jogos da Divisão de Honra;
b) Outros afirmam que o Rugby está ainda longe de se poder dar ao luxo de exigir ao público (escasso) que pague o seu bilhete. A cultura do Rugby (ou do estado do nosso Rugby) não é essa, a “malta” está habituada às borlas, e quando elas não existem fazem tudo para furar o sistema (já assisti a várias situações destas). Mais: dizem que apenas podemos aspirar a conquistar novos adeptos se não criarmos mais entraves à sua chegada ao Rugby, sendo o bilhete um entrave objectivo.
Pessoalmente encontro-me (no que respeita à questão dos bilhetes para a Divisão de Honra) a meio caminho.
Concordo parcialmente com cada uma das perspectivas, e até acho que a introdução de bilhetes em todos os jogos é inevitável, aceitável e... desejável. E para isso é preciso meter os clubes e a FPR a falar entre si sobre o assunto, dando origem a um género de regulamento, bem como a medidas concretas que salvaguardem os clubes de situações do tipo “custa mais cobrar bilhetes do que dar borlas”.
Penso que importa definir um preço mínimo e um preço máximo, para a fase regular e para a fase final (o Regulamento da DH e 1ª Divisão estabelece um máximo de 10 euros, mas não faz distinção entre fases...). Penso que importa definir o método de partilha de proveitos (em especial no que diz respeito a jogos em campo neutro) e encontrar uma método objectivo de operacionalizar esta questões.
Quem emite os bilhetes? Os clubes ou a FPR? Se são os clubes, a que regras devem obedecer os mesmos (bilhetes)? Que “impostos” devem incidir sobre estes bilhetes? Que tipo de regime especial pode a FPR negociar com as entidades competentes, de forma a não penalizar o Rugby com obrigações fiscais que tornam a cobrança de bilhetes um mau negócio?
Sei que existem (ou existiram) no passado propostas concretas sobre o assunto, e acho que é tempo de as ressuscitar. A bem dos clubes e da Honra da divisão maior do nosso Rugby.
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Rugby na TSF (14:15h)
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O futuro do Rugby nacional discute-se hoje na TSF, a partir das 14:15 horas, no programa "Mais cedo ou mais tarde", no qual estará presente o actual (e futuro) presidente da FPR, Dídio de Aguiar.
Não vou conseguir ouvir o programa, mas penso que aqueles que como eu não terão essa oportunidade o podem fazer mais tarde, já que o mesmo tem um Blog onde - espero! - ficará a ligação para a gravação do debate.
Parabéns à TSF por conceder tempo de antena ao Rugby... Só espero que se fale das provas nacionais e dos clubes, e não apenas dos "Lobos e Companhia".
Do Blog Mais Cedo:
"14h - 15h: Há dois meses a selecção portuguesa de rugby jogava, no Mundial de França, com a Nova Zelândia e a opinião pública portuguesa acordava para uma realidade inesperada (o apuramento já fora um acto inédito, pela primeira vez a selecção portuguesa de rugby participou num campeonato do mundo). Agora é hora de perceber que herança ficou e como será a modalidade no futuro, com o presidente da Federação Portuguesa de Rugby, Dídio de Aguiar."
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Rugby Nacional
quarta-feira, 14 de Novembro de 2007
Consulta de opinião: as prioridades da FPR
Já foi dada como concluída a consulta de opinião sobre o "destino a dar" aos Pumas, no que respeita a grandes provas internacionais anuais. Responderam 37 pessoas, sendo que as respostas se distribuiram da seguinte forma:
Torneio das 6 Nações - 5 (13%)
Torneio das 3 Nações - 30 (81%)
Outra - 2 (5%)
Nenhuma - 0 (0%)
Foi entretanto lançada uma nova consulta de opinião, acerca das prioridades da FPR para os próximos tempos. Cada leitor pode escolher mais do que uma opção, mas seria interessante que apenas assinalassem as mais pertinentes, para que possamos fazer uma análise o mais séria possível das opiniões expressas.
Torneio das 6 Nações - 5 (13%)
Torneio das 3 Nações - 30 (81%)
Outra - 2 (5%)
Nenhuma - 0 (0%)
Foi entretanto lançada uma nova consulta de opinião, acerca das prioridades da FPR para os próximos tempos. Cada leitor pode escolher mais do que uma opção, mas seria interessante que apenas assinalassem as mais pertinentes, para que possamos fazer uma análise o mais séria possível das opiniões expressas.
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Rugby Nacional
Dídio continua...
O jornal diário A BOLA revela hoje aquilo que todos já sabiamos: o actual presidente da FPR será novamente candidato e, perante a ausência de outros projectos concretos, deverá ser reeleito presidente da Federação Portuguesa de Rugby.
Desejo a melhor sorte do mundo ao Dr. Dídio de Aguiar, já que a sua sorte será a boa fortuna do Rugby nacional. E desejo que concretize com acções concretas aquelas que são as prioridades que referiu ao jornal A BOLA: a formação e o desenvolvimento da modalidade.
É claro que há muitas formas de dar expressão prática a estes objectivos. Umas mais eficazes que outras. E por isso é preciso aprender com os erros do passado, analisar o presente e tomar decisões concretas e imediatas para o futuro.
Por exemplo: o que pretende fazer a FPR relativamente aos selecções nacionais mais jovens, que neste momento estão num nível competitivo bastante inferior ao que apresenta a nossa selecção principal?
Como pretende auxiliar os clubes no esforço de acolhimento às novas centenas de praticantes que "invadiram" os escassos relvados portugueses, em busca do sonho de ser "Lobo"?
Ou o que pretende fazer a FPR relativamente ao Centro Nacional de Treinos, que funciona de forma bastante precária e sem objectivos claramente definidos?
Ou ainda, o que pretende a FPR fazer relativamente aos problemas que enfrenta a arbitragem? Continuar a não pagar deslocações aos árbitros (continuando a arbitragem a restringir-se a Lisboa e pouco mais) ou apostar claramente na arbitragem como elemento fundamental do jogo, sobretudo nos escalões de formação, onde a presença do árbitro tem um papel formativo imprescindível?
Tenho para mim que é chegado o tempo de desviar um pouco as atenções da equipa principal portuguesa. Não é esquecê-la, atenção! É olhar de forma mais completa para todo o Puzzle.
E é tempo de pensar que as nossas competições nacionais de clubes são o actual "viveiro" dos Lobos de amanhã. Importa revigorá-las. Importa dar-lhes a dignidade e "Honra" que apenas ostentam no nome.
Dídio de Aguiar terá pela frente um desafio colossal, muito maior do que aquele que enfrentou nos últimos dois anos, com a tentativa (bem sucedida, felizmente) de colocar Portugal no Mundial. O desafio é manter Portugal no patamar em que se encontra, e melhorá-lo.
Desejo a melhor sorte do mundo ao Dr. Dídio de Aguiar, já que a sua sorte será a boa fortuna do Rugby nacional. E desejo que concretize com acções concretas aquelas que são as prioridades que referiu ao jornal A BOLA: a formação e o desenvolvimento da modalidade.
É claro que há muitas formas de dar expressão prática a estes objectivos. Umas mais eficazes que outras. E por isso é preciso aprender com os erros do passado, analisar o presente e tomar decisões concretas e imediatas para o futuro.
Por exemplo: o que pretende fazer a FPR relativamente aos selecções nacionais mais jovens, que neste momento estão num nível competitivo bastante inferior ao que apresenta a nossa selecção principal?
Como pretende auxiliar os clubes no esforço de acolhimento às novas centenas de praticantes que "invadiram" os escassos relvados portugueses, em busca do sonho de ser "Lobo"?
Ou o que pretende fazer a FPR relativamente ao Centro Nacional de Treinos, que funciona de forma bastante precária e sem objectivos claramente definidos?
Ou ainda, o que pretende a FPR fazer relativamente aos problemas que enfrenta a arbitragem? Continuar a não pagar deslocações aos árbitros (continuando a arbitragem a restringir-se a Lisboa e pouco mais) ou apostar claramente na arbitragem como elemento fundamental do jogo, sobretudo nos escalões de formação, onde a presença do árbitro tem um papel formativo imprescindível?
Tenho para mim que é chegado o tempo de desviar um pouco as atenções da equipa principal portuguesa. Não é esquecê-la, atenção! É olhar de forma mais completa para todo o Puzzle.
E é tempo de pensar que as nossas competições nacionais de clubes são o actual "viveiro" dos Lobos de amanhã. Importa revigorá-las. Importa dar-lhes a dignidade e "Honra" que apenas ostentam no nome.
Dídio de Aguiar terá pela frente um desafio colossal, muito maior do que aquele que enfrentou nos últimos dois anos, com a tentativa (bem sucedida, felizmente) de colocar Portugal no Mundial. O desafio é manter Portugal no patamar em que se encontra, e melhorá-lo.
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Rugby Nacional
Digressão dos B&I Lions 2005 - Parte 1
JPR Williams chamou-lhes "Lions without claws", mas sinceramente não sei se a equipa dos British and Irish Lions que esteve na Nova Zelândia em 2005 merece tamanha "desconsideração". Direi, na minha limitada e subjectiva análise, que foram Lions sem liderança e extraordinariamente condicionados por uma série de factores que, nesta era altamente profissional, acabam por ter um peso determinante no desempenho final das equipas.
Explicarei o porquê desta minha perspectiva.
Este artigo n.º1 visa todavia situar a digressão e identificar os protagonistas.
Os Lions de 2005 partiram para a Nova Zelândia com uma missão extraordinariamente difícil. Por diversas razões:
- Porque iriam disputar a primeira digressão após o falhanço de 2001, quando a equipa liderada por Graham Henry (precisamente o treinador dos All Blacks em 2005) havia falhado nas "Series" contrar a Austrália (2-1 após ter vencido o primeiro jogo)... A pressão para vencer era enorme;
- Porque eram os "herdeiros" do legado inglês de 2003 (note-se que dos 44 jogadores seleccionados, 20 eram ingleses, de entre os quais muitos campeões do mundo);
- Porque eram liderados por Sir Clive Woodward, o técnico inglês (ex-Lion) que havia alcançado o feito de conquistar a Taça Willim Webb Ellis em Sidney, contra uma extraordinário equipa australiana;
- Porque nunca se havia investido tanto numa digressão dos Lions. Da comitiva fizeram parte para além dos 44 jogadores outros 26 elementos, com funções diversas: desde o manager da equipa, Bill Beaumont, a cozinheiros, passando por 11 elementos da equipa técnica e vários outros ligados ao corpo clínico (médicos, fisioterapeutas e massagistas).
Aos Lions não foi pedida coisa pouca: o objectivo era tão só bater, na Nova Zelândia, uma equipa dos All-Blacks que se afirmava como praticamente imbatível, e que veio a demonstrar-se demasiado forte durante os dois anos seguintes (entre 2005 e o Mundial de 2007), com vitórias em praticamente todos os jogos disputados.
O programa da digressão incluia 12 jogos, com o primeiro a ser disputado ainda na Europa:
01. vs. Argentina (em Cardiff)
02. vs. Bay of Plenty (Rotorua)
03. vs. Taranaki (New Plymouth)
04. vs. NZ Maori (Hamilton)
05. vs. Wellington (Wellington)
06. vs. Otago (Dunedin)
07. vs. Southland (Invercargill)
08. vs. Nova Zelândia (Christchurch)
09. vs. Manawatu (Palmerston North)
10. vs. Nova Zelândia (Wellington)
11. vs. Auckland (Auckland)
12. vs. Nova Zelândia (Auckland)
Três jogos de dificuldade extrema, dois jogos aparentemente equilibrados mas ultrapassáveis, e outros tantos menos importantes, mas que se revelaram determinantes na evolução da digressão.
Os jogadores escolhidos por Sir Clive Woodward foram - como já referi - 44. OUtro foram todavia chamados mais tarde, para substituir elemento lesionados. Jogadores como Ryan Jones e Simon Easterby acabaram por desempenhar papel relevante nos jogos com a Nova Zelândia (Jones jogou dois, como n.º8, e Easterby alinhou de início no 3º jogo, como flanqueador do lado fechado). Sinal de má escolha inicial? É possível, já que jogadores que não foram eleitos para a grande equipa inicial acabaram por fazer parte do restrito grupo dos homens com direito a "internacionalização" pelos Lions...
Jonny wilkinson foi "pré-seleccionado", e acabou por ingressar na equipa quando recebeu "luz verde" dos médicos, tendo alinhado em vários jogos, incluindo o primeiro com a Argentina.
A equipa foi composta por:
BRIAN O'DRISCOLL (Leinster e Irlanda) - Capitão
Defesas:
Ian Balshaw (Leeds e Inglaterra)
Denis Hickie (Leinster e Irlanda)
Josh Lewsey (Wasps e Inglaterra)
Geordan Murphy (Leicester e Inglaterra)
Jason Robinson (Sale e Englaterra)
Gareth Thomas (Toulouse e Gales)
Shane Williams (Ospreys e Gales)
Centros:
Gordon D'Arcy (Leinster e Irlanda)
Will Greenwood (Harlequins e Inglaterra)
Gavin Henson (Ospreys e Gales)
Shane Horgan (Leinster e Irlanda)
Tom Shanklin (Cardiff Blues e Gales)
Ollie Smith (Leicester Tigers e Inglaterra)
Médios de abertura:
Charlie Hodgson (Sale Sharks e Inglaterra)
Stephen Jones (Clermont Auvergne e Gales)
Ronan O'Gara (Munster e Irlanda)
Médios de formação:
Gareth Cooper (Newport Gwent Dragons e Gales)
Chris Cusiter (The Borders e Escócia)
Matt Dawson (Wasps e Inglaterra)
Dwayne Peel (Llanelli Scarlets e Gales)
Pilares:
John Hayes (Munster e Irlanda)
Gethin Jenkins (Cardiff Blues e Gales)
Graham Rowntree (Leicester Tigers e Inglaterra)
Andrew Sheridan (Sale Sharks e Inglaterra)
Matt Stevens (Bath e Inglaterra)
Julian White (Leicester Tigers e Inglaterra)
Talonadores:
Gordon Bulloch (Glasgow e Escócia)
Shane Byrne (Leinster e Irlanda)
Steve Thompson (Northampton Saints e Inglaterra)
Andy Titterrell (Sale Sharks e Inglaterra)
2ª Linha:
Danny Grewcock (Bath e Inglaterra)
Ben Kay (Leicester Tigers e Inglaterra)
Donncha O'Callaghan (Munster e Irlanda)
Paul O'Connell (Munster e Irlanda)
Malcolm O'Kelly (Leinster e Irlanda)
3ª Linha:
Neil Back (Leicester Tigers e Inglaterra)
Martin Corry (Leicester Tigers e Inglaterra)
Lawrence Dallaglio (Wasps e Inglaterra)
Richard Hill (Saracens e Inglaterra)
Lewis Moody (Leicester Tigers e Inglaterra)
Michael Owen (Newport Gwent Dragons e Gales)
Simon Taylor (Edinburgh e Escócia)
Martyn Williams (Cardiff Blues e Gales)
Jogadores substitutos:
Jonny Wilkinson (Newcastle Falcons e Inglaterra)
Mark Cueto (Sale Sharks e Inglaterra) — Substituiu Iain Balshaw
Simon Shaw (Wasps e Inglaterra) — Substituiu Malcolm O'Kelly
Simon Easterby (Llanelli Scarlets e Irlanda) — Substituiu Lawrence Dallaglio
Ryan Jones (Ospreys e Gales) — Substituiu Simon Taylor
Brent Cockbain (Ospreys e Gales) — Substituiu Danny Grewcock
Jason White (Sale Sharks e Escócia) — Substituiu Richard Hill
No apoio à equipa encontravam-se os seguintes técnicos e manager:

Bill Beaumont: Tour manager
Sir Clive Woodward: Treinador principal
Louise Ramsay MBE: Team manager
Andy Robinson: Treinador
Eddie O'Sullivan: Treinador
Ian McGeechan: Treinador
Gareth Jenkins: Treinador
Phil Larder: Treinador de defesa
Mike Ford: Treinador de defesa
Dave Alred: Treinador de chutadores
Dave Reddin: Preparador físico
Craig White: Preparador físico
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British and Irish Lions
terça-feira, 13 de Novembro de 2007
Heróis e Vilões: Justin Harrison (vilão n.º2)

Imaginem um jogador que não desperdiça uma oportunidade para insultar adversários, tendo como objectivo desconcentrá-los e, se possível, obrigá-los a cometer uma qualquer agressão em resulte em expulsão... se calhar já se cruzaram com alguns assim. Todavia duvido que existam muitos em Portugal como Justin Harrison, o gigante australiano que se celebrizou pelos confrontos com adversários durante a digressões dos Lions em 2001.
Harrison, que actualmente alinha na equipa do Ulster Rugby Branch (Irlanda), nasceu em Sidney no ano de 1974. Iniciou-se no Rugby bastante tarde (1993), mas em 1994 chegou à equipa dos ACT Brumbies Sub21, e à selecção universitária do seu país... A partir daí foi sempre a subir, até ter a honra de vestir a camisola dos Wallabies pela primeira vez em 2001.
Este 2ª linha, de 2.03m e 113kg, travou grandes batalhas nos dois jogos que realizou contra os Lions – primeiro ao serviço dos Brumbies e depois pelos Wallabies – tendo-se travado de razões com o ponta inglês Austin Healey, e com o capitão e 2ª linha Martin Johnson. No 3º jogo entre a Austrália e os Lions, Harrison foi decisivo na conquista de bola nos alinhamentos, tendo contribuído para a vitoria dos Wallabies por 2-1 no conjunto de 3 jogos.

Em 2005 assinou pelo Ulster, onde permanece, e a verdade é que se tem dado bastante bem. Nesse mesmo ano foi eleito a personalidade do ano na província, e teve já a honra de capitanear este prestigiado ramo da Irish Rugby Football Union.
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Rugby Internacional
Leitura aconselhada

"Winter Colours: Changing Seasons in World Rugby"
por Donald McRae
Este livro conta com 483 páginas em inglês, com dezenas de histórias acerca dos mais de 100 anos de Rugby competitivo em todo o mundo. A não perder, para quem gosta de saber mais sobre o Rugby...
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Livros
A DH clube a clube (3)
CENTRO DESPORTIVO UNIVERSITÁRIO DE LISBOA

Fundação: 1952
Presidente: Pedro Eiró (secção de Rugby)
Títulos nacionais: 17
Campo: Estádio Universitário de Lisboa
Número de campos: 2 relvados naturais e 1 sintético
Equipamento: camisola, calção e meias azuis escuras.
Capitão de equipa: Duarte Figueiredo
Treinador: Pedro Castro
Contratações: Jojo Ranger, Ross Wright e Gareth Palamo. Entraram ainda alguns jogadores provenientes de outros clubes nacionais, como o avançado João Júnior (ex-Belas).
Saídas: Tiago Girão (Madrid 2012)
Depois de muitos anos afastado dos lugares cimeiros do Rugby sénior nacional, o CDUL esteve presente na Final-Four 2006/2007 e acabou por conquistar um brilhante 3º lugar, muito merecido.
A força da sua equipa reside sobretudo no jogo colectivo e na boa formação técnica dos seus jogadores, ou não fosse o CDUL um dos principais emblemas formadores de jogadores de Rugby no nosso país... Como alguém me dizia certa vez, “os gajos do CDUL sabem muito bem o bê-á-bá do Rugby. Sabem placar, sabem passar, sabem fazer o 2 para 1, sabem tomar decisões em campos”.
Este ano voltam a apresentar-se com pretensões à Final Four, e certamente que o campeonato confirmará a equipa do EUL como uma das mais fortes candidatas aos quatro lugares que dão acesso à discussão do título nacional. Penso que a qualidade dos estrangeiros (a confirmar nas próximas semanas) poderá ser um elemento decisivo.
Destaque para a saída de Tiago Girão, um jogador muito influente na equipa do CDUL.
Artigos anteriores:
Agronomia
Direito

Fundação: 1952
Presidente: Pedro Eiró (secção de Rugby)
Títulos nacionais: 17
Campo: Estádio Universitário de Lisboa
Número de campos: 2 relvados naturais e 1 sintético
Equipamento: camisola, calção e meias azuis escuras.
Capitão de equipa: Duarte Figueiredo
Treinador: Pedro Castro
Contratações: Jojo Ranger, Ross Wright e Gareth Palamo. Entraram ainda alguns jogadores provenientes de outros clubes nacionais, como o avançado João Júnior (ex-Belas).
Saídas: Tiago Girão (Madrid 2012)
Depois de muitos anos afastado dos lugares cimeiros do Rugby sénior nacional, o CDUL esteve presente na Final-Four 2006/2007 e acabou por conquistar um brilhante 3º lugar, muito merecido.
A força da sua equipa reside sobretudo no jogo colectivo e na boa formação técnica dos seus jogadores, ou não fosse o CDUL um dos principais emblemas formadores de jogadores de Rugby no nosso país... Como alguém me dizia certa vez, “os gajos do CDUL sabem muito bem o bê-á-bá do Rugby. Sabem placar, sabem passar, sabem fazer o 2 para 1, sabem tomar decisões em campos”.
Este ano voltam a apresentar-se com pretensões à Final Four, e certamente que o campeonato confirmará a equipa do EUL como uma das mais fortes candidatas aos quatro lugares que dão acesso à discussão do título nacional. Penso que a qualidade dos estrangeiros (a confirmar nas próximas semanas) poderá ser um elemento decisivo.
Destaque para a saída de Tiago Girão, um jogador muito influente na equipa do CDUL.
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Agronomia
Direito
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Rugby Nacional
A saga dos Pumas e o futuro do Rugby

Inacio Corleto (Pumas e Stade Français)
A luta travada pela União Argentina de Rugby para ver a sua equipa nacional integrada numa das grandes competições anuais da modalidade é bem a demonstração do futuro incerto que a modalidade atravessa.
As entidades do Norte (VI Nações) e do Sul (Tri-Nations) vão empurrando os Pumas de um lado para o outro, e o objectivo para ser apenas e tão só um: não resolver este problema, mantendo a equipa da América do Sul de fora dos grandes palcos do Rugby.
Os argumentos das partes são conhecidos: se uns afirmam que o lugar dos Pumas é na competição anual do seu hemisfério (o Tri-Nations) outros lembram que a esmagadora maioria dos internacionais argentinos seleccionáveis alinham nos campeonatos europeus, sendo por isso mais simples a inclusão da Argentina num futuro Torneio das VII Nações.
Confesso que esta hipótese do Torneio das VI Nações me faz alguma confusão, sobretudo porque penso que outras equipas europeias estão em condições de integrar a prova máxima da modalidade na Europa, abrindo-se assim caminho a uma evolução maior e mais acelerada: refiro-me nomeadamente à Geórgia e à Roménia, que estão num patamar inferior à Itália (p.e.) mas ainda superior a Portugal ou Rússia.
Não fará muito sentido ir buscar os Pumas "lá a baixo" quando "lá em baixo" existe um Torneio de grande nível, disputado pelas equipas que têm vencido os campeonatos do mundo de Rugby (com excepção da edição de 2003), e no qual a Argentina certamente não funcionaria como o "bobo da festa" pela simples razão que o sue nível competitivo é já muito elevado.
Todavia há que ter em conta o seguinte: as grandes provas europeias de clubes terminam em Maio (Heineken Cup, Guiness Premiership), excepção feita ao Top14 francês, que se prolonga até 21/22 de Junho. Estarão aos colossos franceses (Std.Français, Toulouse ou Clermont) dispostos a perder jogadores-chave na fase decisiva do seu campeonato para os libertar por altura do Trinations 2008?

Mario Ledesma, talonador dos Pumas e do Clermont.
Os constrangimentos são grandes, mas uma coisa é certa: a Argentina merece estar numa das grandes competições anuais de Rugby e só dessa forma a modalidade poderá evoluir verdadeiramente, com mais países a lutar pelos principais títulos.
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Rugby Internacional
segunda-feira, 12 de Novembro de 2007
A DH clube a clube (2)
GRUPO DESPORTIVO DE DIREITO

Fundação: 1952
Presidente: Mário Leite Santos
Títulos nacionais: 5
Campo: Campo de Monsanto, em Lisboa
Número de campos: 1 de relva natural
Equipamento: camisola listada na horizontal a preto e vermelho; calção preto; meias listadas na horizontal a preto e vermelho.
Capitão de equipa: Vasco Uva.
Treinador: Daniel Hourcade (Argentina)
Contratações: Adérito Esteves, Norberto Semedo (ambos os atletas provenientes de Agronomia) e Tiago Cabral (ex-Belenenses).
Saídas: José Pinto (formação, CRC Madrid), João Correia (talonador, Lyon Rugby) e Miguel Portela (abandona a modalidade depois de muitos anos com a camisola do GDD, proveniente do já extinto S.Miguel).
A equipa sénior do Direito é aquela que vem dominando, de forma mais constante, as mais recentes edições do campeonato nacional. Conquistou todos os seus 5 títulos nacionais na última década, e venceu também outras competições, como a Taça de Portugal.
A sua equipa é muito experiente e conta com vários jogadores de excelente nível, no contexto nacional. Destaque para o n.º8 Vasco Uva - eleito o jogador do ano há apenas alguns dias - e para uma excelente linha de 3/4's, que entrará necessariamente em renovação.
As saídas do médio-de-formação José Pinto (regressado ao Direito em 2006/2007) e do talonador João Correia são baixas de fundo, que poderão causar algumas perturbações ao plantel. Afinal, da "espinha dorsal" de uma equipa de Rugby fazem parte os n.º2 e 9... Mas certamente que os "advogados" encontrarão as melhores soluções e estarão novamente na luta pela Final Four e pelo título nacional.
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A DH clube a clube - Agronomia

Fundação: 1952
Presidente: Mário Leite Santos
Títulos nacionais: 5
Campo: Campo de Monsanto, em Lisboa
Número de campos: 1 de relva natural
Equipamento: camisola listada na horizontal a preto e vermelho; calção preto; meias listadas na horizontal a preto e vermelho.
Capitão de equipa: Vasco Uva.
Treinador: Daniel Hourcade (Argentina)
Contratações: Adérito Esteves, Norberto Semedo (ambos os atletas provenientes de Agronomia) e Tiago Cabral (ex-Belenenses).
Saídas: José Pinto (formação, CRC Madrid), João Correia (talonador, Lyon Rugby) e Miguel Portela (abandona a modalidade depois de muitos anos com a camisola do GDD, proveniente do já extinto S.Miguel).
A equipa sénior do Direito é aquela que vem dominando, de forma mais constante, as mais recentes edições do campeonato nacional. Conquistou todos os seus 5 títulos nacionais na última década, e venceu também outras competições, como a Taça de Portugal.
A sua equipa é muito experiente e conta com vários jogadores de excelente nível, no contexto nacional. Destaque para o n.º8 Vasco Uva - eleito o jogador do ano há apenas alguns dias - e para uma excelente linha de 3/4's, que entrará necessariamente em renovação.
As saídas do médio-de-formação José Pinto (regressado ao Direito em 2006/2007) e do talonador João Correia são baixas de fundo, que poderão causar algumas perturbações ao plantel. Afinal, da "espinha dorsal" de uma equipa de Rugby fazem parte os n.º2 e 9... Mas certamente que os "advogados" encontrarão as melhores soluções e estarão novamente na luta pela Final Four e pelo título nacional.
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Rugby Nacional
Os Tugas lá fora... (novamente actualizado)
EUROPEAN CHALLENGE CUP
Sale Sharks 49 - Montpellier 6
Gonçalo Uva: não entrou nos 22 convocados.
Overmach Parma 23 - Albi 28
Pierre Correia: o pilar luso-gaulês jogou durante 14' na visita do Albi aos italianos do Parma.
Nome: Pierre Correia
Clube: Albi (Sporting Club Albigeois)
Posição: Pilar
Altura: 1,80m
Peso: 107kg
FRANÇA – DIVISÃO PRO2
Limoges 9 – Blagnac 9
David Penalva (capitão de equipa): jogou na 2ª linha durante os 80’ e viu o cartão amarelo aos 36’. Cristian Spachuk: entrou aos 52’ para o lugar do sul-africano McKenzie (tal como havia acontecido contra o Toulon RC). Duarte Cardoso Pinto: ainda não entrou nos 22.
Grenoble 21 – Mt.Marsan 16
André Silva: não entrou nos 22.
Pau Rugby 20 – Lyon 9
Fábio Silva: foi titular na sua posição de médio de formação. Viu o cartão amarelo aos 26’, e foi substituído aos 48’. O centro Cédric Leite jogou durante os 80’. João Correia: ainda não foi convocado (penso que ainda estará à experiência).
ITÁLIA – II DIVISÃO - SERIE B
Recco 23 – Livorno 32
Juan Murré: jogou de início mas saiu aos 23’. Terá sido por lesão? Infelizmente o Livorno não conta com um sitio na internet, o que acaba por dificultar bastante o seguimento do percurso deste jogador em Itália.
ITÁLIA – II DIVISÃO - SERIE A
Modena 29 – Reggio 39
Juan Severino: o jogador da ASD Reggio Rugby jogou de início, mas viu o vermelho com apenas 10’ de jogo... Quem parece não gostar muito da atitude do luso-argetino são os italianos, que escrevem assim no seu site: "Il nervosismo del giocatore argentino, naturalizzato dal Portogallo, sembra a questo punto costituire un serio problema: squalificato per un mese per un fallo di reazione al termine della prima partita disputata dai lusitani ai Campionati del Mondo, Severino ha collezionato un giallo ed un rosso nelle sue per ora uniche due partite in maglia rossonera".
ESPANHA - DIVISÃO DE HONRA
CRC Madrid 29 - CIC Valladolid 26
Tiago Girão: jogou 80'.
José Pinto: jogou 80'.
Diogo Gama: jogou 40'.
Classificação:
1. El Salvador Centransa - 23 pts.
2. Casajol Ciencias RC - 19 pts.
3. CIC Valladolid - 17 pts.
4. CRC Madrid - 15 pts.
...
10. FC Barcelona - 2 pts.
Sale Sharks 49 - Montpellier 6
Gonçalo Uva: não entrou nos 22 convocados.
Overmach Parma 23 - Albi 28
Pierre Correia: o pilar luso-gaulês jogou durante 14' na visita do Albi aos italianos do Parma.
Nome: Pierre Correia
Clube: Albi (Sporting Club Albigeois)
Posição: Pilar
Altura: 1,80m
Peso: 107kg
FRANÇA – DIVISÃO PRO2
Limoges 9 – Blagnac 9
David Penalva (capitão de equipa): jogou na 2ª linha durante os 80’ e viu o cartão amarelo aos 36’. Cristian Spachuk: entrou aos 52’ para o lugar do sul-africano McKenzie (tal como havia acontecido contra o Toulon RC). Duarte Cardoso Pinto: ainda não entrou nos 22.
Grenoble 21 – Mt.Marsan 16
André Silva: não entrou nos 22.
Pau Rugby 20 – Lyon 9
Fábio Silva: foi titular na sua posição de médio de formação. Viu o cartão amarelo aos 26’, e foi substituído aos 48’. O centro Cédric Leite jogou durante os 80’. João Correia: ainda não foi convocado (penso que ainda estará à experiência).
ITÁLIA – II DIVISÃO - SERIE B
Recco 23 – Livorno 32
Juan Murré: jogou de início mas saiu aos 23’. Terá sido por lesão? Infelizmente o Livorno não conta com um sitio na internet, o que acaba por dificultar bastante o seguimento do percurso deste jogador em Itália.
ITÁLIA – II DIVISÃO - SERIE A
Modena 29 – Reggio 39
Juan Severino: o jogador da ASD Reggio Rugby jogou de início, mas viu o vermelho com apenas 10’ de jogo... Quem parece não gostar muito da atitude do luso-argetino são os italianos, que escrevem assim no seu site: "Il nervosismo del giocatore argentino, naturalizzato dal Portogallo, sembra a questo punto costituire un serio problema: squalificato per un mese per un fallo di reazione al termine della prima partita disputata dai lusitani ai Campionati del Mondo, Severino ha collezionato un giallo ed un rosso nelle sue per ora uniche due partite in maglia rossonera".
ESPANHA - DIVISÃO DE HONRA
CRC Madrid 29 - CIC Valladolid 26
Tiago Girão: jogou 80'.
José Pinto: jogou 80'.
Diogo Gama: jogou 40'.
Classificação:
1. El Salvador Centransa - 23 pts.
2. Casajol Ciencias RC - 19 pts.
3. CIC Valladolid - 17 pts.
4. CRC Madrid - 15 pts.
...
10. FC Barcelona - 2 pts.
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Rugby Internacional
No início de uma nova semana...
A “segundona” já arrancou...
Pois é! A chamada “segundona” já arrancou, e com resultados bem interessantes para se analisar.
A promovida Agrária recebeu os homens do Vilamoura, e não desperdiçou a oportunidade para – sem a viagem nas pernas – marcar posição, lembrando que em Coimbra se joga muito e bom Rugby (não é à toa que temos duas equipas da região na 1ª divisão, mais a AAC no escalão principal...).
Mais a norte, na Vila de Arcos de Valdevez, o reforçado Técnico (que nem quando está na segunda deixa de saber contratar bons estrangeiros) já disse ao que vinha, e assume-se como um forte candidato a subir, depois de trucidar os minhotos por 10-86.
Em Trás-os-Montes também se jogou Rugby, e a UTAD recebeu e bateu o Caldas (36-0), enquanto que em Évora os homens do CRE foram surpreendidos pelo RC Lousã (7-10), num jogo que mostrou que a segundona não se restringe a Técnico e Évora...
Vai haver luta na 1ª Divisão, e quem sai a ganhar é o Rugby. Sobretudo numa divisão que se disputa de norte a sul – literalmente – e que poderá fazer mais pela modalidade do que a própria Divisão de Honra, concentrada no litoral e nas três principais cidades-rugby (se assim podemos chamar) do nosso país!
Merecia outra atenção, e outra projecção, a segunda divisão (chamada 1ª) do Rugby nacional...
... e a Honra é já a seguir!
A Divisão de Honra arranca já para a semana, e penso que todos os adeptos do Rugby nacional estarão bastante ansiosos por ver as suas equipas entrarem em campo em jogos a doer, depois de vários jogos de treino e uma eliminatória da Taça para a qual a alguns dos emblemas pareciam não estar preparados... veja-se o caso do Dramático de Cascais, por exemplo.
Os clubes limam as últimas arestas antes do grande dia, e espera-se que do lado da organização da prova se consiga pelo menos o básico: equipas de arbitragem completas em todos os quatro jogos da Divisão de Honra.
Seria ainda interessante fazer-se alguma divulgação da prova nos dias que restam... Porque não uma Conferência de Imprensa na 5ª feira (não muito antes nem muito em cima dos jogos), com a presença das figuras mais mediáticas do Rugby Nacional, de forma a assinalar com alguma dignidade o início das “hostilidades” (no bom sentido)?
Assinale-se, a propósito da DH, que o Miguel Rodrigues, do CDUL, anunciou que está a preparar um Blog de acompanhamento da DH, não clubístico, para o qual será necessário contar com o contributo de pelo menos um correspondente de cada clube.
Daqui vai um abraço para o Miguel, que é um homem cheio de iniciativa e gosto pelo Rugby. Penso que se trata de uma excelente ideia, capaz de colmatar por iniciativa “privada” aquilo que deveria ser uma responsabilidade da FPR.
Miguel: conte comigo para ajudar no que for preciso.
Pois é! A chamada “segundona” já arrancou, e com resultados bem interessantes para se analisar.
A promovida Agrária recebeu os homens do Vilamoura, e não desperdiçou a oportunidade para – sem a viagem nas pernas – marcar posição, lembrando que em Coimbra se joga muito e bom Rugby (não é à toa que temos duas equipas da região na 1ª divisão, mais a AAC no escalão principal...).
Mais a norte, na Vila de Arcos de Valdevez, o reforçado Técnico (que nem quando está na segunda deixa de saber contratar bons estrangeiros) já disse ao que vinha, e assume-se como um forte candidato a subir, depois de trucidar os minhotos por 10-86.
Em Trás-os-Montes também se jogou Rugby, e a UTAD recebeu e bateu o Caldas (36-0), enquanto que em Évora os homens do CRE foram surpreendidos pelo RC Lousã (7-10), num jogo que mostrou que a segundona não se restringe a Técnico e Évora...
Vai haver luta na 1ª Divisão, e quem sai a ganhar é o Rugby. Sobretudo numa divisão que se disputa de norte a sul – literalmente – e que poderá fazer mais pela modalidade do que a própria Divisão de Honra, concentrada no litoral e nas três principais cidades-rugby (se assim podemos chamar) do nosso país!
Merecia outra atenção, e outra projecção, a segunda divisão (chamada 1ª) do Rugby nacional...
... e a Honra é já a seguir!
A Divisão de Honra arranca já para a semana, e penso que todos os adeptos do Rugby nacional estarão bastante ansiosos por ver as suas equipas entrarem em campo em jogos a doer, depois de vários jogos de treino e uma eliminatória da Taça para a qual a alguns dos emblemas pareciam não estar preparados... veja-se o caso do Dramático de Cascais, por exemplo.
Os clubes limam as últimas arestas antes do grande dia, e espera-se que do lado da organização da prova se consiga pelo menos o básico: equipas de arbitragem completas em todos os quatro jogos da Divisão de Honra.
Seria ainda interessante fazer-se alguma divulgação da prova nos dias que restam... Porque não uma Conferência de Imprensa na 5ª feira (não muito antes nem muito em cima dos jogos), com a presença das figuras mais mediáticas do Rugby Nacional, de forma a assinalar com alguma dignidade o início das “hostilidades” (no bom sentido)?
Assinale-se, a propósito da DH, que o Miguel Rodrigues, do CDUL, anunciou que está a preparar um Blog de acompanhamento da DH, não clubístico, para o qual será necessário contar com o contributo de pelo menos um correspondente de cada clube.
Daqui vai um abraço para o Miguel, que é um homem cheio de iniciativa e gosto pelo Rugby. Penso que se trata de uma excelente ideia, capaz de colmatar por iniciativa “privada” aquilo que deveria ser uma responsabilidade da FPR.
Miguel: conte comigo para ajudar no que for preciso.
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Rugby Nacional
domingo, 11 de Novembro de 2007
1ª Divisão (1ª jornada)

RESULTADOS
CRAV 10 - Técnico 86
Évora 7 - Lousã 10
Agrária 20 - Vilamoura 5
UTAD 34 - Caldas 0
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Rugby Nacional
Blagnac arranca empate em Limoges (9-9)
O Blagnac de David Penalva, Cristian Spachuk e Duarte Cardoso Pinto foi a Limoges arrancar um empate a 9 pontos (perdiam 9-0 ao intervalo). Podem ver 17 minutos deste jogo em vídeo, aqui.
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Rugby Nacional
Heineken Cup: algumas surpresas e jogos interessantes
Dizem que no Rugby não há surpresas. E é por isso que penso que alguns resultados desta 1ª jornada da Heineken Cup nos devem fazer pensar acerca do actual contexto competitivo de clubes, no plano internacional.
Seria expectável ver a equipa de Edimburgo perder com o Toulouse por apenas 15-19, marcado dois ensaios contra apenas um dos franceses? Penso que não... Acontece todavia que os escoceses apostaram esta temporada naquele que pode ser - em alguns casos - o mais importante reforço: um treinador a sério (o inglês Andy Robinson).

E o que dizer dos Newport Dragons, que foram a Perpignan obrigar a equipa dos Pirinéus orientais a dar tudo para arrancar uma vitória por 23-19? Ou que avaliação realizar da resposta dada pelos homens do Viadana, que fizeram a vida negra ao Biarritz (11-19)?

Outros resultados interessantes foram a vitória in extremis dos Wasps - actuais detentores do troféu - sobre a equipa do Munster (24-23), bem como o excelente resultado do Leinster de Brian O'Driscoll, que recebeu e bateu os finalistas do ano passado (o reforçado Leicester Tigers) por surpreendentes 22-9.

Na Chalenge Cup - a tal onde deveria marcar presença uma equipa portuguesa, fosse clube ou selecção regional - os homens do Bucuresti (Roménia) receberam a equipa dos Warriors (Worcester, Inglaterra) e obrigaram-nos a dar tudo para arrancar uma vitória sem ponto bónus (8-18).
No Pepe Rojo, em Valladolid, a equipa B dos Falcons - apenas com uma das estrelas da Companhia em campo, o centro Matthew Tait - não teve deu hipóteses, e venceu por 10-71, num jogo de sentido único (11 ensaios dos Falcons contra 1 da equipa do Centransa).
A jornada europeia continua hoje com vários jogos interessantes, de entre os quais destacaria o jogo entre a equipa de Cardiff e o Bristol, que será disputada no Cardiff Arms Park.
Seria expectável ver a equipa de Edimburgo perder com o Toulouse por apenas 15-19, marcado dois ensaios contra apenas um dos franceses? Penso que não... Acontece todavia que os escoceses apostaram esta temporada naquele que pode ser - em alguns casos - o mais importante reforço: um treinador a sério (o inglês Andy Robinson).

E o que dizer dos Newport Dragons, que foram a Perpignan obrigar a equipa dos Pirinéus orientais a dar tudo para arrancar uma vitória por 23-19? Ou que avaliação realizar da resposta dada pelos homens do Viadana, que fizeram a vida negra ao Biarritz (11-19)?

Outros resultados interessantes foram a vitória in extremis dos Wasps - actuais detentores do troféu - sobre a equipa do Munster (24-23), bem como o excelente resultado do Leinster de Brian O'Driscoll, que recebeu e bateu os finalistas do ano passado (o reforçado Leicester Tigers) por surpreendentes 22-9.

Na Chalenge Cup - a tal onde deveria marcar presença uma equipa portuguesa, fosse clube ou selecção regional - os homens do Bucuresti (Roménia) receberam a equipa dos Warriors (Worcester, Inglaterra) e obrigaram-nos a dar tudo para arrancar uma vitória sem ponto bónus (8-18).
No Pepe Rojo, em Valladolid, a equipa B dos Falcons - apenas com uma das estrelas da Companhia em campo, o centro Matthew Tait - não teve deu hipóteses, e venceu por 10-71, num jogo de sentido único (11 ensaios dos Falcons contra 1 da equipa do Centransa).
A jornada europeia continua hoje com vários jogos interessantes, de entre os quais destacaria o jogo entre a equipa de Cardiff e o Bristol, que será disputada no Cardiff Arms Park.
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Heineken Cup
sexta-feira, 9 de Novembro de 2007
Heróis e Vilões: Jason Robinson (héroi n.º1)
Da Rugby League para a Rugby Union... do alcoolismo e indisciplina pessoal para uma vida regrada, calma e em família. O percurso de Jason Robinson, no Rugby e na vida, é exemplar, e prova que estamos sempre a tempo de corrigir os nossos erros, encontrando uma certa paz... sobretudo connosco próprios.

Jason Thorpe Robinson nasceu na cidade inglesa de Leeds em 1974.
Iniciou o seu percurso desportivo na Rugby League - o Rugby de XIII, muito popular em algumas áreas de Inglaterra -, ao serviço do Hunslet, clube em que permaneceu até se transferir para o Wingan Warriors.
Em Novembro de 2000 estreou-se na Rugby Union, ao serviço do Sale Sharks, clube que representou até terminar a sua carreira, em Outubro deste ano.
Robinson jogou como ponta e como n.º15, e ao longo da sua curta carreira como jogador da "Union" conquistou quase tudo o que havia para ganhar: foi campeão inglês, internacional pela equipa da Rosa (com 50 internacionalizações), campeão do mundo na Austrália, jogou pelos British and Irish Lions em duas digressões (Austrália em 2001 e Nova Zelândia em 2005) e venceu o Torneio das VI Nações.
Fez vários jogos memoráveis, e de entre eles destacam-se a final do Campeonato do Mundo, em Sidney, durante a qual marcou um ensaio; o primeiro jogo contra a Austrália, na digressões dos Lions em 2001, quando também marcou um grande ensaio num grande jogo; o jogo contra a África do Sul na fase de grupos do Mundial 2007, quando apesar da derrota pesada da Inglaterra (0-36) foi considerado o melhor inglês, deixando tudo em campo.
Robinson realizará, ao que tudo indica, o último jogo da sua carreira em Dezembro, quando vestir a camisola dos Barbarians, num jogo contra a equipa campeã mundial: a África do Sul.

Jason Thorpe Robinson nasceu na cidade inglesa de Leeds em 1974.
Iniciou o seu percurso desportivo na Rugby League - o Rugby de XIII, muito popular em algumas áreas de Inglaterra -, ao serviço do Hunslet, clube em que permaneceu até se transferir para o Wingan Warriors.
Em Novembro de 2000 estreou-se na Rugby Union, ao serviço do Sale Sharks, clube que representou até terminar a sua carreira, em Outubro deste ano.
Robinson jogou como ponta e como n.º15, e ao longo da sua curta carreira como jogador da "Union" conquistou quase tudo o que havia para ganhar: foi campeão inglês, internacional pela equipa da Rosa (com 50 internacionalizações), campeão do mundo na Austrália, jogou pelos British and Irish Lions em duas digressões (Austrália em 2001 e Nova Zelândia em 2005) e venceu o Torneio das VI Nações.
Fez vários jogos memoráveis, e de entre eles destacam-se a final do Campeonato do Mundo, em Sidney, durante a qual marcou um ensaio; o primeiro jogo contra a Austrália, na digressões dos Lions em 2001, quando também marcou um grande ensaio num grande jogo; o jogo contra a África do Sul na fase de grupos do Mundial 2007, quando apesar da derrota pesada da Inglaterra (0-36) foi considerado o melhor inglês, deixando tudo em campo.
Robinson realizará, ao que tudo indica, o último jogo da sua carreira em Dezembro, quando vestir a camisola dos Barbarians, num jogo contra a equipa campeã mundial: a África do Sul.
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Rugby Internacional
FedEx Fantasy Rugby: a minha equipa

A Heineken Cup está quase a começar, e desta vez decidi participar na prova virtual patrocinada pela FedEx, com uma equipa constituída por atletas provenientes de clubes que, penso, poderão chegar aos 1/4 e 1/2 finais.
A minha equipa é constituída pelos seus jogadores:
1. Julian White (Leicester Tigers) - 5
2. Jerry Flannery (Munster) - 3
3. Nicolas Mas (Perpignan) - 3
4. Marco Bortolami (Gloucester) - 5
5. Ben Kay (Leicester) - 5
6. Julian Bonnaire (Clermont) - 3
7. Marty Holah (Ospreys) - 4
8. Alix Popham (Llanelli Scarlets) - 5
9. Byron Kelleher (Toulouse) - 5
10. Ronan O'Gara (Munster) - 8
12. Tom Shanklin (Cardiff Blues) - 6
13. Aaron Mauger (Leicester Tigers) - 7
11. Cédric Heymans (Toulouse) - 6
14. Vicent Clerc (Toulouse) - 7
15. Clément Poitrenaud (Toulouse) - 7
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Heineken Cup
Heróis e Vilões: Duncan McRae (vilão n.º1)

McRae foi um daqueles jogadores que andou durante vários anos na alta roda do Rugby internacional (apesar de nunca ter vestido a camisola do seu país), mas que seria uma figura de segundo plano pouco conhecida pela maior parte dos adeptos da modalidade se não tivesse sido protagonista de uma das mais brutais agressões verificadas num campo, no período pós-profissionalização do jogo.
Duncan McRae nasceu em Sidney (Austrália) em 1974 e jogou Rugby nos dois códigos, iniciando pela League (mais popular na Austrália) e mudando-se mais tarde para a Union em 1997, para passar a alinhar com a camisola dos Waratahs.
Em 2000 transferiu-se para Inglaterra, onde jogou como n.º15 pelos Saracens de Londres, tendo regressado no ano seguinte ao seu país, para voltar a jogar pelos New South Wales Waratahs.
Em 2001, durante a digressão dos British and Irish Lions à Austrália, McRae protagonizou uma situação ainda hoje mal explicada, marcada pela violência extrema e não provocada: no encontro entre os Waratahs e os Lions, McRae agrediu violentamente a murro o médio-de-abertura irlandês Ronan O’Gara, sem que nada o justificasse.
O’Gara sofreu vários cortes no rosto, e ficou impossibilitado de jogar pelos Lions durante os jogos imediatamente seguintes ao incidente.

McRae nunca explicou verdadeiramente a situação, mas muitos afirmam que a agressão constituiu apenas mais uma das formas de intimidação que os australianos tentaram impor aos Lions no período anterior à realização dos três jogos contra a equipa dos Wallabies.
Jonny Wilkinson, no seu diário do ano de 2001, afirma desconfiar que o motivo para a agressão se relacionou com uma confusão num ruck, minutos antes de McRae agredir O’Gara. Mas a verdade é que nem McRae foi agredido durante o jogo, nem O’Gara (médio de abertura bastante leve e pouco dado ao jogo no chão) andou a limpar rucks de forma mais violenta...
Como resultado da agressão, McRae (que não mostrou arrependimento nenhum após a mostragem do cartão vermelho) foi suspenso por 7 semanas.
Já em 2003, o n.º15 australiano transferiu-se para a equipa inglesa de Gloucester, e meses mais tarde voltou a encontrar O’Gara num jogo da Heineken Cup. A imprensa empulou bastante a situação, bem como a possibilidade de retaliação da equipa do Munster contra o jogador aussie. McRae afirmou-se preparado para lidar com possíveis placagens mais fortes... mas a verdade é que nenhum incidente assombrou essa partida, vencida pelo Munster por 35-14.
Em 2006, Duncan McRae anunciou a sua retirada do Rugby profissional.
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Rugby Internacional
Pipas: dos Lobos para os Lou?

Segundo o diário desportivo A BOLA, o talonador dentista/"advogado" João Correia "Pipas" irá efectuar uma semana de treinos à experiência no Lyon, clube que actualmente milita na Pro2 francesa, competição onde alinham já os portugueses David Penalva, André Silva, Cristian Spachuk, Duarte Cardoso Pinto, Arnaud Ferreira, Cedric Leite e Fábio da Silva (estes dois últimos precisamente no Lyon).

Fábio da Silva, 21 anos
Médio de Formação
1.70m e 77kg

Cedric Leite, 30 anos
Centro
1.79m e 83kg
(ex-Brive e ex-França Sub19)
A equipa dos "Lou", como é conhecido o Lyon, é actual 5ª classificada da Pro2 (com 1 vitória e 1 derrota).
Para a posição de talonador, João Correia terá a concorrência dos seguintes jogadores:
Frédéric Montagnat, 23 anos
1.80m e 95kg
(ex-CS Bourgouin Jallieu e ex-França Sub21)

Ephrain Taukafa, 31 anos (Tonga)
1.80m e 108kg
(ex-Oyonnax, ex-Leicester Tigers e internacional Tonga, presente no Mundial 2007)
Trata-se pois de concorrência de peso...
Boa sorte, Pipas!
Breve apresentação do clube:
Nome: LOU Rugby - Lyon Olympique Universitaire
Fundação: 1896
Estádio: Stade Vuillermet (3.000 lugares)
Palmarés: 2 Campeonatos de França (1932 e 1933) e dois campeonatos da II Divisão (1989 e 1992).
Treinador: Raphael Saint-Andre
Resultados até ao momento na Pro2:
Metro Racing 22 - Lou Rugby 17
Lou Rugby 39 - Limouges 5
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Rugby Nacional
quinta-feira, 8 de Novembro de 2007
"Nuestros hermanos" recebem Wilkinson & Cia...

É já no próximo sábado que a equipa do El Salvador (de Valladolid, Espanha) recebe no seu Pepe Rojo a equipa dos Newcastle Falcons, actual 8º classificada da Guiness Premiership, onde alinham alguns dos mais conhecidos nomes do Rugby Mundial (Jonny Wilkinson, Carl Hayman, Toby Flood e Matthew Tait). O jogo é a contar para a Challenge Cup (a 2ª prova internacional de clubes mais importante da Europa), competição que os Falcons certamente quererão aproveitar para garantir o apuramento para a Heineken Cup 2008/2009.
A equipa inglesa para o jogo já é conhecida, e será composta pelos seguintes 22 jogadores:
15 Alex Tait
14 Ollie Phillips
13 Mathew Tait
12 Jamie Noon
11 Tim Visser
10 Steve Jones
9 James Grindal
1 Jon Golding
2 Andy Long
3 Micky Ward
4 Andy Perry
5 Mark Sorenson
6 Brent Wilson
7 Ben Woods
8 Phil Dowson (capitão)
Suplentes:
Johnny Williams
Rob Vickers
Geoff Parling
Ed Williamson
Lee Dickson
John Rudd
Tom May
Que pena não ter sido uma equipa portuguesa - por exemplo o campeão Agronomia - a ser convidada para esta prova... que pena não recebermos os Falcons no nosso país...
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Rugby Internacional
Anúncios de (ou com) Rugby (1)
Existem pelo menos 3 versões deste anúncio, protagonizado pelo defesa inglês e dos London Wasps, Josh Lewsey. Penso que se trata de um anúncio bastante básico, mas que acaba por deixar uma mensagem mais ou menos interessante, por colocar em oposição a serenidade do Rugby com a "cromice" do Futebol.
Por outro lado, este anúncio desafia claramente o Futebol inglês, na medida em que o patrocinador (neste caso a Land Rover) termina a sequência de imagens com a seguinte frase:
"Proudly supporting England's real passion"
Penso que se trata de um excelente trabalho.
Por outro lado, este anúncio desafia claramente o Futebol inglês, na medida em que o patrocinador (neste caso a Land Rover) termina a sequência de imagens com a seguinte frase:
"Proudly supporting England's real passion"
Penso que se trata de um excelente trabalho.
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Televisão
A DH clube a clube
Inicío hoje uma breve apresentação dos clubes da DH 2007/2008, tentando desta forma começar a centrar as atenções do pessoal do Raibe que eventualmente aqui passe - bem como dos curiosos e simples adeptos (como eu) - naquilo que actualmente mais importa: o nosso Campeonato!
A ordem de apresentação dos clubes segue a seguinte lógica: do Campeão 2006/2007 para o emblema que ascendeu da 1ª Divisão para a DH, ou seja, começo pela Agronomia e termino na Académica.
AAISA AGRONOMIA

Fundação: 1935
Presidente: Carlos Alberto Amado da Silva
Títulos nacionais: 1
Campo: Campo da Tapada da Ajuda, em Lisboa
Número de campos: 2 de relva natural
Equipamento: camisola listada na horizontal verde e branca; calção branco; meias listadas na horizontal a verde e branco.
Capitão de equipa: a definir, após a saída do ex-capitão Duarte Cardoso Pinto, que rumou ao Blagnac da Pro 2 (França)
Treinador: Philip Kellerman (África do Sul)
Contratações: Joe Gardner (n.º15 australiano, ex-Técnico)
Saídas: Juan Severino (2ª/3ª linha argentino)
A equipa de Agronomia é actual campeã nacional, e em 2007/2008 já venceu a Supertaça (frente ao CDUP). Trata-se de uma muito boa equipa, que mantém a maior parte dos seus jogadores relativamente ao ano passado, e que se reforçou bem com o n.º15 australiano Joseph Gardner, melhor marcador da prova na temporada transacta.
A "lamentar" existem todavia 3 saídas importantes: o capitão Duarte Cardoso Pinto, que foi uma das pedras fundamentais dos agrónomos em 2006/2007; o avançado argentino Juan Severino Somoza, pela sua força, peso e qualidade; e por fim, o tecnico Ricardo Sequeira, que após vários anos de trabalho na Tapada da Ajude conquistou um título merecido, o primeiro da história do emblema.
O clube apresenta como principais armas, para além da qualidade e relativa profundidade da equipa, uma muito grande estabilidade directiva e um complexo desportivo próprio que é único no contexto do Rugby nacional.
Penso que o XV da Tapada se assume, uma vez mais, como candidato natural à conquista de todas as provas da temporada (Taça de Portugal e Divisão de Honra, para além da Supertaça).
A ordem de apresentação dos clubes segue a seguinte lógica: do Campeão 2006/2007 para o emblema que ascendeu da 1ª Divisão para a DH, ou seja, começo pela Agronomia e termino na Académica.
AAISA AGRONOMIA

Fundação: 1935
Presidente: Carlos Alberto Amado da Silva
Títulos nacionais: 1
Campo: Campo da Tapada da Ajuda, em Lisboa
Número de campos: 2 de relva natural
Equipamento: camisola listada na horizontal verde e branca; calção branco; meias listadas na horizontal a verde e branco.
Capitão de equipa: a definir, após a saída do ex-capitão Duarte Cardoso Pinto, que rumou ao Blagnac da Pro 2 (França)
Treinador: Philip Kellerman (África do Sul)
Contratações: Joe Gardner (n.º15 australiano, ex-Técnico)
Saídas: Juan Severino (2ª/3ª linha argentino)
A equipa de Agronomia é actual campeã nacional, e em 2007/2008 já venceu a Supertaça (frente ao CDUP). Trata-se de uma muito boa equipa, que mantém a maior parte dos seus jogadores relativamente ao ano passado, e que se reforçou bem com o n.º15 australiano Joseph Gardner, melhor marcador da prova na temporada transacta.
A "lamentar" existem todavia 3 saídas importantes: o capitão Duarte Cardoso Pinto, que foi uma das pedras fundamentais dos agrónomos em 2006/2007; o avançado argentino Juan Severino Somoza, pela sua força, peso e qualidade; e por fim, o tecnico Ricardo Sequeira, que após vários anos de trabalho na Tapada da Ajude conquistou um título merecido, o primeiro da história do emblema.
O clube apresenta como principais armas, para além da qualidade e relativa profundidade da equipa, uma muito grande estabilidade directiva e um complexo desportivo próprio que é único no contexto do Rugby nacional.
Penso que o XV da Tapada se assume, uma vez mais, como candidato natural à conquista de todas as provas da temporada (Taça de Portugal e Divisão de Honra, para além da Supertaça).
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Divisão de Honra
Coisas do meio da semana
#1 - Divisão sem honra...
Informo que a Divisão de Honra começa já para a semana!!! É verdade, acreditem!!!
Muitos não sabiam, já sei. Mas também é normal... Ninguém nasce ensinado, e para se saber que existe em Portugal uma coisa chamada Divisão de Honra é preciso que alguém se encarregue de informar, divulgar, promover, valorizar.
#2 - Eleições na FPR
A Assembleia Eleitoral da FPR aproxima-se, e não se vislumbra nenhuma alteração ao actual figurino do órgão que tutela a modalidade em Portugal. Nenhuma lista foi ate agora anunciada, e o mais provável é que ao “Famous Dídio” se suceda o “Famous Dídio”... ou outro “Famous” qualquer (com o devido respeito pelo Sr. Presidente).
Ora, eu penso que este hipotético unanimismo eleitoral não reflecte, de forma nenhuma, o sentimento das pessoas do Rugby acerca do estado da modalidade no nosso pequeno país! E por isso não se compreende a ausência de projectos alternativos.
Estarei enganado, ou nada vai mudar até 2011?
#3 - O Zé não mora aqui...
Li na caixa de comentários do prestigiado Blog do Zé do Melão que a falta de actualização do referido espaço se deve ao facto do “Zé” andar mais preocupado com o “Pontapé de Ressalto”.
Não digo que não... se o Zé for jogador e andar a treinar obsessivamente “à Wilkinson” as suas tentativas de três pontos! Todavia, se o referido comentário pretende sugerir que o Zé e eu somos “uma e a mesma pessoa”, então está ovalmente enganado, lamento informar...
#4 - De regresso à Tugalândia
Tomás Morais lamenta que, depois do regresso à Tugalândia tudo tenha voltado ao de sempre, com jogadores indisponíveis por motivos diversos.
Pois é... não está fácil este pós-mundial. Não está fácil para ninguém.
A questão é: vamos construir a casa do telhado, semi-prifissionalizando a “elite” do Rugby (os 30/35 jogadores das selecções de XV e 7’s) enquanto a modalidade vive tempos de grande dificuldade, por falta de infra-estruturas para responder às novas solicitações? Ou vamos começar a construir a pirâmide pela base, investindo no básico? Ou será que se pode fazer tudo ao mesmo tempo?
Fica(m) a(s) questão(ões)...
Informo que a Divisão de Honra começa já para a semana!!! É verdade, acreditem!!!
Muitos não sabiam, já sei. Mas também é normal... Ninguém nasce ensinado, e para se saber que existe em Portugal uma coisa chamada Divisão de Honra é preciso que alguém se encarregue de informar, divulgar, promover, valorizar.
#2 - Eleições na FPR
A Assembleia Eleitoral da FPR aproxima-se, e não se vislumbra nenhuma alteração ao actual figurino do órgão que tutela a modalidade em Portugal. Nenhuma lista foi ate agora anunciada, e o mais provável é que ao “Famous Dídio” se suceda o “Famous Dídio”... ou outro “Famous” qualquer (com o devido respeito pelo Sr. Presidente).
Ora, eu penso que este hipotético unanimismo eleitoral não reflecte, de forma nenhuma, o sentimento das pessoas do Rugby acerca do estado da modalidade no nosso pequeno país! E por isso não se compreende a ausência de projectos alternativos.
Estarei enganado, ou nada vai mudar até 2011?
#3 - O Zé não mora aqui...
Li na caixa de comentários do prestigiado Blog do Zé do Melão que a falta de actualização do referido espaço se deve ao facto do “Zé” andar mais preocupado com o “Pontapé de Ressalto”.
Não digo que não... se o Zé for jogador e andar a treinar obsessivamente “à Wilkinson” as suas tentativas de três pontos! Todavia, se o referido comentário pretende sugerir que o Zé e eu somos “uma e a mesma pessoa”, então está ovalmente enganado, lamento informar...
#4 - De regresso à Tugalândia
Tomás Morais lamenta que, depois do regresso à Tugalândia tudo tenha voltado ao de sempre, com jogadores indisponíveis por motivos diversos.
Pois é... não está fácil este pós-mundial. Não está fácil para ninguém.
A questão é: vamos construir a casa do telhado, semi-prifissionalizando a “elite” do Rugby (os 30/35 jogadores das selecções de XV e 7’s) enquanto a modalidade vive tempos de grande dificuldade, por falta de infra-estruturas para responder às novas solicitações? Ou vamos começar a construir a pirâmide pela base, investindo no básico? Ou será que se pode fazer tudo ao mesmo tempo?
Fica(m) a(s) questão(ões)...
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Rugby Nacional
quarta-feira, 7 de Novembro de 2007
Árbitro humorista... :o)
Este vídeo foi publicado no Blog Rugby Dump (vejam o link na barra à direita), e é de facto fabuloso. Num jogo entre Gloucester e London Irish, na sequência de uma falta no maul, o árbitro chama um jogador do Gloucester, e leva a mão ao bolso, sem pressa. O jogador aproxima-se, e os adversários parecem sentir que o asa vai mesmo levar o amarelo... A surpresa acontece quando o árbitro retira do bolso um lenço para se assoar, advertindo o jogador logo em seguida. Fabuloso!
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Arbitragem
Lobos ficam!...
Segundo o jornal "A BOLA" a selecção nacional cancelou a sua viagem a Tblissi. Eis a notícia publicada no site daquele diário desportivo:
Lobos cancelam viagem à Geórgia
A Selecção portuguesa de râguebi cancelou a viagem que tinha prevista para hoje para a Geórgia, onde no sábado iria disputar o primeiro jogo a contar para a Taça das Nações B.
Na base desta decisão está uma nota de aconselhamento por parte do Ministério dos Negócios Estrangeiros, dando conta do agravamento da situação política na Geórgia.
Os responsáveis pela Federação portuguesa decidiram cancelar a viagem de imediato e pedir novo agendamento do encontro. "
* * *
Ainda sobre esta notícia, alguém consegue explicar porque razão a imagem que acompanha as notícias do Rugby no site de "A BOLA" é a fotografia de uma bola de "Futebol Americano"?
Lobos cancelam viagem à Geórgia
A Selecção portuguesa de râguebi cancelou a viagem que tinha prevista para hoje para a Geórgia, onde no sábado iria disputar o primeiro jogo a contar para a Taça das Nações B.
Na base desta decisão está uma nota de aconselhamento por parte do Ministério dos Negócios Estrangeiros, dando conta do agravamento da situação política na Geórgia.
Os responsáveis pela Federação portuguesa decidiram cancelar a viagem de imediato e pedir novo agendamento do encontro. "
* * *
Ainda sobre esta notícia, alguém consegue explicar porque razão a imagem que acompanha as notícias do Rugby no site de "A BOLA" é a fotografia de uma bola de "Futebol Americano"?
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Rugby Nacional
Os 22 "Lobos" para o jogo de Tblissi

A nossa equipa nacional parte hoje (se não me engano) para a Geórgia, e na comitiva encontram-se integrados vários jogadores que não estiveram em França. Verificam-se igualmente algumas alterações relativamente à convocatória de há uma semanaa atrás, por razões que desconheço, mas que presumo estarem relacionadas com lesões ou dificuldades impostas por clubes (estrangeiros).
Jogadores convocados que não estiveram no Mundial:
- Rodrigo Aguiar (Agronomia)
- Rui d'Orey (Direito)
- António Duarte (Agronomia)
- António Sarmento (CDUP)
- Francisco Mira (Agronomia)
- Gustavo Duarte (Agronomia)
- Francisco Fragateiro (CDUP)
- Sebastião Cunha (Belenenses)
- Adérito Esteves (Direito)
Penso que alguns destes jogadores realizarão o seu primeiro jogo pela selecção nacional de XV (embora já tenham jogado pelo chamado "XV do Presidente"). Desejo de boa sorte.
Trata-se pois de uma prova de fogo para estes e outros atletas, já que a Geórgia é uma equipa de excelente nível (como se viu em França) e as deslocações a Tblissi não são fáceis.
Completam a convocatória:
- Juan Murré (Livorno)
- João Correia (Direito)
- Gonçalo Uva (Montpellier)
- Tiago Girão (CRC Madrid)
- José Pinto (CRC Madrid)
- Duarte C. Pinto (Blagnac)
- Gonçalo Foro (CDUL)
- Diogo Gama (CRC Madrid)
- David Mateus (Belenenses)
- Pedro Leal (Direito)
- Duarte Figueiredo (CDUL)
- António Aguilar (Direito)
- Gonçalo Malheiro (CDUP)
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Rugby Nacional
terça-feira, 6 de Novembro de 2007
Bifes & Cia: os estrangeiros do nosso campeonato
Eis a lista de jogadores estrangeiros que deverão alinhar no campeonato nacional da Divisão de Honra 2007/2008 (lista em actualização e assumidamente incompleta... se alguém quiser ajudar, agradeço!):
(clubes por ordem de classificação do ano passado)
AGRONOMIA:
Conrad Stickling (n.º8, sul-africano)
Joe Gardner (n.º15, australiano)
Jacques Le Roux (Asa, sul-africano)
Michael Lubbe (Ponta, sul-africano)
DIREITO:
Eduardo Acosta (3ª/2ª Linha, argentino)
CDUL:
"Jojo" Ranger (Centro, neozelandês)
Ross Wright (Pilar, neozelandês)
Gareth Palamo (Asa, neozelandês)
CDUP:
Jorge Kostesky (Pilar, argentino)
Martin (1ª linha, argentino)
Nico (1ª linha, chileno)
BELENENSES:
Jamie Whitecombe (Pilar, neozelandês)
Will Hafu (Talonador/Formação, neozelandês)
Oliver Fahey (n.º8/2ª linha, neozelandês)
BENFICA:
James Rosenberg (n.º15, neozelandês)
Tivaini Fomai (Asa, neozelandês)
Danny Logan (Talonador, neozelandês)
DRAMÁTICO CASCAIS:
Raul "Maxi" Jordan (n.º15/Abertura, argentino)
+ 3 jogadores neozelandeses
ACADÉMICA:
Desconheço eventuais reforços.
(clubes por ordem de classificação do ano passado)
AGRONOMIA:
Conrad Stickling (n.º8, sul-africano)
Joe Gardner (n.º15, australiano)
Jacques Le Roux (Asa, sul-africano)
Michael Lubbe (Ponta, sul-africano)
DIREITO:
Eduardo Acosta (3ª/2ª Linha, argentino)
CDUL:
"Jojo" Ranger (Centro, neozelandês)
Ross Wright (Pilar, neozelandês)
Gareth Palamo (Asa, neozelandês)
CDUP:
Jorge Kostesky (Pilar, argentino)
Martin (1ª linha, argentino)
Nico (1ª linha, chileno)
BELENENSES:
Jamie Whitecombe (Pilar, neozelandês)
Will Hafu (Talonador/Formação, neozelandês)
Oliver Fahey (n.º8/2ª linha, neozelandês)
BENFICA:
James Rosenberg (n.º15, neozelandês)
Tivaini Fomai (Asa, neozelandês)
Danny Logan (Talonador, neozelandês)
DRAMÁTICO CASCAIS:
Raul "Maxi" Jordan (n.º15/Abertura, argentino)
+ 3 jogadores neozelandeses
ACADÉMICA:
Desconheço eventuais reforços.
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Rugby Nacional
CDUL contrata asa neozelandês
O CDUL assegurou a contratação de Gareth Palamo, asa neozelandês de 28 anos. Palamo actuava na Austrália, ao serviço do Eastwood Rugby e do Western Sidney Rams, clube do escalão principal da Rugby Union na Austrália (Mazda Australian Rugby Championship, ou ARC).

Eis os dados biográfico do reforço dos universitários lisboetas:
Nome: Gareth Palamo
Posição: Asa
Altura: 1,84m
Peso: 103kg
Nascimento: 13.05.1979, Auckland (NZ)
Clube: Eastwood / Rams
Jogos na ARC: 2
Pontos na ARC: 0
Podem ver o jogador em acção (placando duramente) aqui.

Eis os dados biográfico do reforço dos universitários lisboetas:
Nome: Gareth Palamo
Posição: Asa
Altura: 1,84m
Peso: 103kg
Nascimento: 13.05.1979, Auckland (NZ)
Clube: Eastwood / Rams
Jogos na ARC: 2
Pontos na ARC: 0
Podem ver o jogador em acção (placando duramente) aqui.
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Rugby Nacional
Os Tugas lá fora...
Eis os resultados das equipas dos jogadores portugueses a alinhar no estrangeiro:
Top 14 - França
Clermont 33 - Montpellier 20
Gonçalo Uva: não jogou.
Pro 2 - França
Blagnac 5 - Toulon 16
David Penalva: capitão de equipa. Jogou durante 66', sendo substituído por Bassaber. Cristian Spachuk: entrou aos 50' para o lugar do pilar sul-africano Kenneth McKenzie. Duarte C. Pinto: recém contratado, ainda não jogou.
Mt. Marsan 19 - La Rochele 6
André Silva: (...).
Serie A - Itália
Livorno 40 - Modena 16
Juan Murré: jogou os 80 minutos de jogo e marcou um ensaio.
Serie B - Itália
Reggio 12 - Lazio 31
Juan Severino: jogou de início e foi expulso temporariamente aos 30'.
Top 14 - França
Clermont 33 - Montpellier 20
Gonçalo Uva: não jogou.
Pro 2 - França
Blagnac 5 - Toulon 16
David Penalva: capitão de equipa. Jogou durante 66', sendo substituído por Bassaber. Cristian Spachuk: entrou aos 50' para o lugar do pilar sul-africano Kenneth McKenzie. Duarte C. Pinto: recém contratado, ainda não jogou.
Mt. Marsan 19 - La Rochele 6
André Silva: (...).
Serie A - Itália
Livorno 40 - Modena 16
Juan Murré: jogou os 80 minutos de jogo e marcou um ensaio.
Serie B - Itália
Reggio 12 - Lazio 31
Juan Severino: jogou de início e foi expulso temporariamente aos 30'.
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Rugby Internacional
"Sem campos não há Rugby..."
"O Rugby do Belenenses vive momentos de grande incerteza, já que actualmente nenhuma das suas equipas (dos sub-8 aos seniores) se encontra autorizada pela Direcção do Clube de Futebol «Os Belenenses» para usar os campos do Complexo Desportivo do Restelo.
Assim, atletas e pais concentrar-se-ão amanhã pelas 18:30 horas junto à secção de Rugby, no sentido de sensibilizar a Direcção do clube para a precária situação em que se encontra o Rugby belenense, prestes a cumprir 80 anos repletos de títulos e prestígio."
Notícia de dia 5 de Novembro
Fonte: http://belenensesrugby.com.sapo.pt/
A iniciativa realiza-se hoje, 6 de Novembro, pelas 18:30 horas, no Restelo.
Assim, atletas e pais concentrar-se-ão amanhã pelas 18:30 horas junto à secção de Rugby, no sentido de sensibilizar a Direcção do clube para a precária situação em que se encontra o Rugby belenense, prestes a cumprir 80 anos repletos de títulos e prestígio."
Notícia de dia 5 de Novembro
Fonte: http://belenensesrugby.com.sapo.pt/
A iniciativa realiza-se hoje, 6 de Novembro, pelas 18:30 horas, no Restelo.
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Rugby Nacional
segunda-feira, 5 de Novembro de 2007
Portugal x Roménia: em grande ou em pequeno?
Os "Lobos" estão prestes a voltar à competição, e não tarda muito realizam o seu primeiro jogo em solo nacional após a participação no Mundial de França. Trata-se pois de um importante momento, em que poderemos aferir o real impacto da campanha portuguesa em França junto do público em geral.
Segundo Vasco Uva, no seu "Hoje é por Portugal", o jogo com a Roménia (marcado para o início de Dezembro) estará (estaria?) programado para um grande palco do desporto nacional: o Estádio do Restelo, em Lisboa, com capacidade para 30.000 pessoas.

O Vasco refere que muito gostaria de ver o Restelo cheio a gritar por Portugal, e confesso para a mim me daria especial prazer, por ser o Estádio do clube do meu coração. Todavia, não estou a ver bem como... Quantas pessoas saberão que o Portugal x Roménia se disputa a 1 de Dezembro?
Nada se fez até ao momento relativamente à divulgação desta partida, e temo bem que nada de verdadeiramente importante se faça até cerca de 3/4 dias antes do jogo. Afinal foi o que aconteceu durante a fase de apuramento, para desespero dos jogadores, que chegaram a exprimir publicamente (ainda que de forma mais ou menos tímida) o seu descontentamemto face à ausência de trabalho da FPR nesta área.
Os estádios não se enchem sozinhos. E se a FPR tiver mesmo a intenção de dar a este jogo com a Roménia uma dimensão sem precedentes, então terá que ganhar todo o tempo perdido com uma estratégia de comunicação que supere todas as expectativas.
Pobres Lobos... regressaram à sua (nossa) pequenina realidade...
Segundo Vasco Uva, no seu "Hoje é por Portugal", o jogo com a Roménia (marcado para o início de Dezembro) estará (estaria?) programado para um grande palco do desporto nacional: o Estádio do Restelo, em Lisboa, com capacidade para 30.000 pessoas.
O Vasco refere que muito gostaria de ver o Restelo cheio a gritar por Portugal, e confesso para a mim me daria especial prazer, por ser o Estádio do clube do meu coração. Todavia, não estou a ver bem como... Quantas pessoas saberão que o Portugal x Roménia se disputa a 1 de Dezembro?
Nada se fez até ao momento relativamente à divulgação desta partida, e temo bem que nada de verdadeiramente importante se faça até cerca de 3/4 dias antes do jogo. Afinal foi o que aconteceu durante a fase de apuramento, para desespero dos jogadores, que chegaram a exprimir publicamente (ainda que de forma mais ou menos tímida) o seu descontentamemto face à ausência de trabalho da FPR nesta área.
Os estádios não se enchem sozinhos. E se a FPR tiver mesmo a intenção de dar a este jogo com a Roménia uma dimensão sem precedentes, então terá que ganhar todo o tempo perdido com uma estratégia de comunicação que supere todas as expectativas.
Pobres Lobos... regressaram à sua (nossa) pequenina realidade...
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Rugby Nacional
Vários, no início de uma nova semana...
#1
Todos os clubes do escalão principal do Rugby têm, nos seus plantéis, estrangeiros. Curiosamente, o clube que ao nível senior mais vem dominando as competições nacionais (o Direito) é aquele que menos jogadores não portugueses utiliza, mas a verdade é que não há nenhum emblema que não aposte na utilização de jogadores provenientes de outras paragens, de forma a colmatar deficiências estruturais ou conjunturais dos respectivos plantéis.
Penso que os estrangeiros são uma mais valia para o nosso campeonato, desde que portadores de características físicas e técnicas superiores.
Já lá vai o tempo em que o passaporte chegava para assegurar lugar nas equipas. Hoje, um neozelandês, um sul-africano ou um argentino terá sempre que mostrar em campo que merece:
a. vestir a camisola dos clubes portugueses;
b. o salário que aufere e as regalias atribuídas.
É lógico que cada clube tem necessidades específicas, e um jogador imprescindível para o emblema A poderá nem sequer ter lugar no emblema B. Mas a verdade é que, cada vez mais, os estrangeiros terão de vir para Portugal no sentido de melhorar a capacidade competitiva dos emblemas que os contratam - fazendo muitas vezes grandes esforços financeiros - e não para descançar, ou limpar o corpo de lesões!
Recordo o caso do sul-africano contratado em 2006/2007 pelo Belenenses, Reggie Perkins. Se por um lado não se duvidava da sua qualidade como jogador, a verdade é que veio para Portugal descansar, nivelando imediatamente por baixo o seu desempenho. Como se previa, não esteve em Lisboa mais do que 2 meses, e acabou por sair do Belenenses sem glória nem vontade de regressar a Portugal.
Acrescente-se, ainda relativamente ao Belenenses (para que não me acusem de clubite e de falar apenas nos outros clubes que não o meu), que as outras duas contratações da temporada foram "dois fiascos", já que os atletas em causa não eram de todo superiores aos seus colegas portugueses.
Existem (felizmente) em Portugal vários estrangeiros com qualidade, que acrescentam qualidade, velocidade, força e nova mentalidade ao nosso Rugby. Todavia, outros que por cá passaram apenas tiveram o mérito de alertar as nossas consciências para a imperiosa necessidade dos clubes e seus responsáveis seleccionarem criteriosamente as contratações que asseguram.
#2
Na temporada passada, quando se aproximava a Final Four, foi levantada uma polémica em torno das normas regulamentares sobre inscrição de jogadores provenientes do estrangeiro. Diz quem sabe que houve até clubes que inscreveram - nessa altura - atletas não portugueses (mas portadores de identidade comunitária), alegando que os regulamento e legislação supranacional em vigor o permitiam.
Eu não sei quem tinha razão então... Mas parece-me que o melhor mesmo seria rever os regulamentos sobre esta matéria, incorporando neles aquilo que decorre de legislação hierarquicamente superior aos normativos da modalidade, e evitando discussões mais ou menos acesas na fase decisiva das competições.
#3
O CDUP foi para mim uma agradável surpresa. Penso que jogou com um grande coração na final da Supertaça, e apesar de ter sido batido com naturalidade e justiça pela Agronomia, deixou uma boa imagem, e um aviso à navegação: vão fazer uma época boa, e dificultar ao máxima a tarefa dos adversários.
Acontece que, de acordo com o Plano Estratégico em vigor, o CDUP está teoricamente impossibilitado de disputar a Divisão de Honra.
Porquê?
Porque o Plano Estratégico diz o seguinte: "d) Só poderão disputar a divisão sénior de Honra clubes com equipas juniores e juvenis a partir de 2006/2007 (ver também ponto g)". Ora, tanto quanto se sabe, o CDUP não conta este ano com equipa sub-20 (juniores), o que entra em contradição com aquilo que o Plano estipula.
Este é um problema que a FPR deverá resolver em tempo útil. No interesse de todos, e em particular do CDUP!
Penso que o CDUP deverá participar sem quaisquer problemas na Divisão de Honra. Mas para isso importa que as entidades competentes - neste caso a FPR - acautelem todos os problemas que possam emergir mais à frente, já com o campeonato em andamento!
O CDUP tem uma das mais importantes e qualificadas escolas de formação de jogadores do país (só do CDUP eram 3 os "Lobos" no Mundial), e a ausência da sua equipa de sub-20 das provas nacionais em 2006/2007 deve-se a uma dificuldade conjuntural, a qual não me parece ser a causa da existência daquela norma no Plano Estratégico(*).
Nota:
(*) - A proibição de participação de clubes na DH devido à ausência de equipas de juvenis e juniores visa, segundo creio, impedir que se passe no Rugby aquilo que aconteceu no Pólo-Aquático (modalidade que bem conheço) com o Salgueiros: o clube de Paranhos criou, a dado momento, uma equipa senior quase 100% profissional, recrutando os melhores jogadores da formação dos outros clubes, apesar de não contar com uma única equipa dos escalões de formação.
Todos os clubes do escalão principal do Rugby têm, nos seus plantéis, estrangeiros. Curiosamente, o clube que ao nível senior mais vem dominando as competições nacionais (o Direito) é aquele que menos jogadores não portugueses utiliza, mas a verdade é que não há nenhum emblema que não aposte na utilização de jogadores provenientes de outras paragens, de forma a colmatar deficiências estruturais ou conjunturais dos respectivos plantéis.
Penso que os estrangeiros são uma mais valia para o nosso campeonato, desde que portadores de características físicas e técnicas superiores.
Já lá vai o tempo em que o passaporte chegava para assegurar lugar nas equipas. Hoje, um neozelandês, um sul-africano ou um argentino terá sempre que mostrar em campo que merece:
a. vestir a camisola dos clubes portugueses;
b. o salário que aufere e as regalias atribuídas.
É lógico que cada clube tem necessidades específicas, e um jogador imprescindível para o emblema A poderá nem sequer ter lugar no emblema B. Mas a verdade é que, cada vez mais, os estrangeiros terão de vir para Portugal no sentido de melhorar a capacidade competitiva dos emblemas que os contratam - fazendo muitas vezes grandes esforços financeiros - e não para descançar, ou limpar o corpo de lesões!
Recordo o caso do sul-africano contratado em 2006/2007 pelo Belenenses, Reggie Perkins. Se por um lado não se duvidava da sua qualidade como jogador, a verdade é que veio para Portugal descansar, nivelando imediatamente por baixo o seu desempenho. Como se previa, não esteve em Lisboa mais do que 2 meses, e acabou por sair do Belenenses sem glória nem vontade de regressar a Portugal.
Acrescente-se, ainda relativamente ao Belenenses (para que não me acusem de clubite e de falar apenas nos outros clubes que não o meu), que as outras duas contratações da temporada foram "dois fiascos", já que os atletas em causa não eram de todo superiores aos seus colegas portugueses.
Existem (felizmente) em Portugal vários estrangeiros com qualidade, que acrescentam qualidade, velocidade, força e nova mentalidade ao nosso Rugby. Todavia, outros que por cá passaram apenas tiveram o mérito de alertar as nossas consciências para a imperiosa necessidade dos clubes e seus responsáveis seleccionarem criteriosamente as contratações que asseguram.
#2
Na temporada passada, quando se aproximava a Final Four, foi levantada uma polémica em torno das normas regulamentares sobre inscrição de jogadores provenientes do estrangeiro. Diz quem sabe que houve até clubes que inscreveram - nessa altura - atletas não portugueses (mas portadores de identidade comunitária), alegando que os regulamento e legislação supranacional em vigor o permitiam.
Eu não sei quem tinha razão então... Mas parece-me que o melhor mesmo seria rever os regulamentos sobre esta matéria, incorporando neles aquilo que decorre de legislação hierarquicamente superior aos normativos da modalidade, e evitando discussões mais ou menos acesas na fase decisiva das competições.
#3
O CDUP foi para mim uma agradável surpresa. Penso que jogou com um grande coração na final da Supertaça, e apesar de ter sido batido com naturalidade e justiça pela Agronomia, deixou uma boa imagem, e um aviso à navegação: vão fazer uma época boa, e dificultar ao máxima a tarefa dos adversários.
Acontece que, de acordo com o Plano Estratégico em vigor, o CDUP está teoricamente impossibilitado de disputar a Divisão de Honra.
Porquê?
Porque o Plano Estratégico diz o seguinte: "d) Só poderão disputar a divisão sénior de Honra clubes com equipas juniores e juvenis a partir de 2006/2007 (ver também ponto g)". Ora, tanto quanto se sabe, o CDUP não conta este ano com equipa sub-20 (juniores), o que entra em contradição com aquilo que o Plano estipula.
Este é um problema que a FPR deverá resolver em tempo útil. No interesse de todos, e em particular do CDUP!
Penso que o CDUP deverá participar sem quaisquer problemas na Divisão de Honra. Mas para isso importa que as entidades competentes - neste caso a FPR - acautelem todos os problemas que possam emergir mais à frente, já com o campeonato em andamento!
O CDUP tem uma das mais importantes e qualificadas escolas de formação de jogadores do país (só do CDUP eram 3 os "Lobos" no Mundial), e a ausência da sua equipa de sub-20 das provas nacionais em 2006/2007 deve-se a uma dificuldade conjuntural, a qual não me parece ser a causa da existência daquela norma no Plano Estratégico(*).
Nota:
(*) - A proibição de participação de clubes na DH devido à ausência de equipas de juvenis e juniores visa, segundo creio, impedir que se passe no Rugby aquilo que aconteceu no Pólo-Aquático (modalidade que bem conheço) com o Salgueiros: o clube de Paranhos criou, a dado momento, uma equipa senior quase 100% profissional, recrutando os melhores jogadores da formação dos outros clubes, apesar de não contar com uma única equipa dos escalões de formação.
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domingo, 4 de Novembro de 2007
Sub-19 terminam em 4º no Europeu da FIRA
A equipa nacional sub-19 foi derrotada pela Rússia (10-25), que por sua vez havia sido afastada da final pela Polónia, e acaba o Europeu da FIRA-AER na 4ª posição. A Roménia, que até nos sub-19 mostra que está noutro nível, não deu hipóteses, e ao bater na final os polacos assegurou presença em mais um mundial sub-20, a disputar no ano de 2008.
A nossa selecção venceu apenas um jogo e perdeu dois, num formato de Europeu estanho e que não comportará significativa componente formativa.
A FPR tem pois matéria para análise, já que os resultados nos escalões de formação não são os melhores, e estaremos ao nível de equipas que no patamar superior (sénior) não terão argumentos para lutar de igual para igual com os "Lobos".
O Centro Nacional de Treino revela-se pouco eficaz, com actividade algo intermitente e afastando-se (pelo que consigo observar à distância) dos seus objectivos originais.
É inegável que existe talento nos escalões abaixo dos seniores, mas é preciso trabalhá-lo com qualidade e meios. Sobretudo porque os rapazes que hoje são a base da equipa sub-19 serão, daqui por 4 anos, os protagonistas prováveis (pelo menos parte deles) da uma nova campanha de apuramento para a Nova Zelândia.
A reacção da FPR, hoje publicada em A BOLA, não cola. Dizer-se que a diferença física entre as equipas foi a causa da derrota é apenas meia verdade. Ou melhor, é apenas informar o "grande público" daquilo que ele já sabia: que das 8 equipas presentes eramos, somos e seremos os mais pequenos.
O problema é que o mesmo se aplica no escalão de seniores. Ou não é verdade que os nossos Lobos são bem menores que os russos? E isso não nos impediu de os "despachar" na caminhada para o Mundial, pois não? E os romenos? Não estiveram a minutos de perder em Toulouse?
Estaremos a aproximar-nos do "pelotão da frente", ou a nivelar novamente por baixo, agora que uma geração se "reforma" da selecção?
Resultados finais:
Roménia 29 - Polónia 0
Rússia 25 - Portugal 10
Bélgica 10 - Holanda 0
Espanha 23 - Alemanha 19
1º Roménia
2º Polónia
3º Rússia
4º Portugal
5º Bélgica
6º Holanda
7º Espanha
8º Alemanha
A nossa selecção venceu apenas um jogo e perdeu dois, num formato de Europeu estanho e que não comportará significativa componente formativa.
A FPR tem pois matéria para análise, já que os resultados nos escalões de formação não são os melhores, e estaremos ao nível de equipas que no patamar superior (sénior) não terão argumentos para lutar de igual para igual com os "Lobos".
O Centro Nacional de Treino revela-se pouco eficaz, com actividade algo intermitente e afastando-se (pelo que consigo observar à distância) dos seus objectivos originais.
É inegável que existe talento nos escalões abaixo dos seniores, mas é preciso trabalhá-lo com qualidade e meios. Sobretudo porque os rapazes que hoje são a base da equipa sub-19 serão, daqui por 4 anos, os protagonistas prováveis (pelo menos parte deles) da uma nova campanha de apuramento para a Nova Zelândia.
A reacção da FPR, hoje publicada em A BOLA, não cola. Dizer-se que a diferença física entre as equipas foi a causa da derrota é apenas meia verdade. Ou melhor, é apenas informar o "grande público" daquilo que ele já sabia: que das 8 equipas presentes eramos, somos e seremos os mais pequenos.
O problema é que o mesmo se aplica no escalão de seniores. Ou não é verdade que os nossos Lobos são bem menores que os russos? E isso não nos impediu de os "despachar" na caminhada para o Mundial, pois não? E os romenos? Não estiveram a minutos de perder em Toulouse?
Estaremos a aproximar-nos do "pelotão da frente", ou a nivelar novamente por baixo, agora que uma geração se "reforma" da selecção?
Resultados finais:
Roménia 29 - Polónia 0
Rússia 25 - Portugal 10
Bélgica 10 - Holanda 0
Espanha 23 - Alemanha 19
1º Roménia
2º Polónia
3º Rússia
4º Portugal
5º Bélgica
6º Holanda
7º Espanha
8º Alemanha
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Há "Raibe" em S.João da Madeira!...
Algumas das pessoas que me conhecem sabem que tenho uma ligação especial a S.João da Madeira, cidade que visito todos os meses por lá se encontrar uma metade da minha família. Talvez por isso sempre tenha lamentado a inexistência de uma equipa de Rugby naquela área geográfica, onde parecem existir mais clubes de futebol (e campos) do que pessoas para os apoiar.
Há uns tempos escrevi umas linhas sobre S.João da Madeira, no extinto Belenenses XV, e estava então longe de imaginar que neste início de temporada fosse aparecer o "Bejecas Rugby Clube".
Segundo consta, este grupo de amantes da SuperBock até esteve presente em Coimbra, tendo participado no Torneio de Clubes Emergentes, organizado pela FPR, no Universitário da Cidade dos Estudantes. Belo começo para um clube que, reza a história, nasceu no passado dia 9 de Setembro.
Acredito que existe espaço e gente suficiente em São João da Madeira e concelhos límitrofes para que um clube de Rugby se enraize. Na própria cidade-concelho (São João da Madeira é o mais pequeno concelho do país, com apenas a freguesia da própria cidade), existem: o Estádio Conde Dias Garcia, usado pelo futebol da Associação Desportiva Sanjoanense; o Complexo de Formação Desportiva, com três campos de relva sintética, hoje usados apenas pelas escolinhas de futebol.
Ambos os espaços são municipais.
A cidade gosta de desporto, mas não creio que todos se sintam motivados a praticar as modalidades já implantadas na região. O Rugby aparece assim como uma alternativa real, onde há lugar para os mais rápidos e para os mais lentos, os mais baixos e os mais altos, os mais magros e os mais fortes.
O "Bejecas" poderá - se for a sua vontade - crescer. E para isso deverá bater a todas as portas possíveis. Uma delas é o CDUP, clube que enfrenta actualmente algumas dificuldades, mas que - estou certo - não deixará de assumir as suas responsabilidades de grande clube do Rugby do Norte, auxiliando os projectos novos a ganhar raízes.
De Lisboa para São João da Madeira (a minha 2ª cidade/casa) envio um forte abraço aos rapazes do "Bejecas", fazendo votos para que a este grupo de amigos se juntem outros rapazes. E para que ao "Bejecas" se suceda um clube pujante, que a região e as suas gentes bem merecem.
São João da Madeira, no Distrito de Aveiro
Há uns tempos escrevi umas linhas sobre S.João da Madeira, no extinto Belenenses XV, e estava então longe de imaginar que neste início de temporada fosse aparecer o "Bejecas Rugby Clube".
Segundo consta, este grupo de amantes da SuperBock até esteve presente em Coimbra, tendo participado no Torneio de Clubes Emergentes, organizado pela FPR, no Universitário da Cidade dos Estudantes. Belo começo para um clube que, reza a história, nasceu no passado dia 9 de Setembro.
Acredito que existe espaço e gente suficiente em São João da Madeira e concelhos límitrofes para que um clube de Rugby se enraize. Na própria cidade-concelho (São João da Madeira é o mais pequeno concelho do país, com apenas a freguesia da própria cidade), existem: o Estádio Conde Dias Garcia, usado pelo futebol da Associação Desportiva Sanjoanense; o Complexo de Formação Desportiva, com três campos de relva sintética, hoje usados apenas pelas escolinhas de futebol.
Ambos os espaços são municipais.
A cidade gosta de desporto, mas não creio que todos se sintam motivados a praticar as modalidades já implantadas na região. O Rugby aparece assim como uma alternativa real, onde há lugar para os mais rápidos e para os mais lentos, os mais baixos e os mais altos, os mais magros e os mais fortes.
O "Bejecas" poderá - se for a sua vontade - crescer. E para isso deverá bater a todas as portas possíveis. Uma delas é o CDUP, clube que enfrenta actualmente algumas dificuldades, mas que - estou certo - não deixará de assumir as suas responsabilidades de grande clube do Rugby do Norte, auxiliando os projectos novos a ganhar raízes.
De Lisboa para São João da Madeira (a minha 2ª cidade/casa) envio um forte abraço aos rapazes do "Bejecas", fazendo votos para que a este grupo de amigos se juntem outros rapazes. E para que ao "Bejecas" se suceda um clube pujante, que a região e as suas gentes bem merecem.
São João da Madeira, no Distrito de Aveiro
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sexta-feira, 2 de Novembro de 2007
Cardoso Pinto sai para Inglaterra
O site de Agronomia informou este final de tarde, após a conquista (justa) da Supertaça 2007 por parte da sua equipa principal, que o médio de formação Duarte Cardoso Pinto irá alinhar em Inglaterra, ao serviço do Blaydon RFC, da National 2.

Foto: Blog do CDUL.
Ao Duarte Cardoso Pinto, provavelmente o melhor médio de abertura do actual contexto do Rugby português, desejo de boa experiência em Inglaterra, tanto no plano desportivo como pessoal.
Foto: Blog do CDUL.
Ao Duarte Cardoso Pinto, provavelmente o melhor médio de abertura do actual contexto do Rugby português, desejo de boa experiência em Inglaterra, tanto no plano desportivo como pessoal.
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quinta-feira, 1 de Novembro de 2007
A Supertaça: Agronomia ganhou 1º caneco
A equipa de Agronomia confirmou em campo o seu favoritismo, e venceu esta tarde a Supertaça 2007, ao bater o CDUP por 25-14.
Foi um jogo interessante, embora nem sempre bem jogado. E creio que quem deu mais interesse ao jogo foi a equipa do CDUP, muito aguerrida (como é timbre dos homens do norte) e lutadora, e apresentando no seu XV inicial alguns jogadores bem jovens, como o n.º7 Bernardo Jason (grande placagem ao Le Roux!) e Martim Bettencourt.
É claro que Agronomia venceu merecidamente, mas a verdade é que não esmagou o CDUP (como muitos pensavam que iria acontecer), e até foi inferior em vários períodos do jogo. Os sul-africanos não se viram (Le Roux saiu ainda na 1ª parte, lesionado), e foi Gardner o abono de família... obtendo - se não estou em erro - 20 (ou perto disso) pontos dos 25 da sua equipa.
Quatro notas finais:
a. Para mim, o melhor em campo foi o árbitro. Grande desempenho do Rohan Hoffman. Sempre em cima do acontecimento, a deixar jogar e com critério uniforme, e sobretudo com coragem para aplicar - de forma inteiramente merecida - o vermelho ao pilar Gustavo Duarte.
b. O pior em campo: Gustavo Duarte. Num jogo com transmissão televisiva, o pilar de Agronomia aproveitou a confusão do ruck para deitar os dedos aos olhos do formação e capitão do CDUP, Bernardo Vasquez. Péssima propaganda para o Rugby.
Arrisca uma punição que pode ir aos 12 jogos, mas que - de acordo com o Regulamento Disciplinar da FPR - será no mínimo de 6 jogos: "i) - Agressão sobre os olhos do adversário com os dedos – suspensão por 6 (seis) a 12 (doze) jogos;" - Artigo 24º, alínea i).
Arrisca, igualmente, ficar de fora dos próximos jogos da selecção nacional... Será pois interessante verificar como descalça a FPR esta bota.
c. Pena o CDUP não ter jogado de verde e a Agronomia de branco, ou mesmo com o seu equipamento habitual. O branco do CDUP confundia-se, nos planos mais distantes da TV, com as camisolas listadas de Agronomia... Penso que esta situação deveria ter sido acautelada pela FPR. A compreensão do jogo acabou por ser prejudicada, sobretudo para tele-espectadores menos conhecedores dos jogadores em campo.
d. Bom jogo do CDUP. Surpreendeu-me pela positiva.
Foi um jogo interessante, embora nem sempre bem jogado. E creio que quem deu mais interesse ao jogo foi a equipa do CDUP, muito aguerrida (como é timbre dos homens do norte) e lutadora, e apresentando no seu XV inicial alguns jogadores bem jovens, como o n.º7 Bernardo Jason (grande placagem ao Le Roux!) e Martim Bettencourt.
É claro que Agronomia venceu merecidamente, mas a verdade é que não esmagou o CDUP (como muitos pensavam que iria acontecer), e até foi inferior em vários períodos do jogo. Os sul-africanos não se viram (Le Roux saiu ainda na 1ª parte, lesionado), e foi Gardner o abono de família... obtendo - se não estou em erro - 20 (ou perto disso) pontos dos 25 da sua equipa.
Quatro notas finais:
a. Para mim, o melhor em campo foi o árbitro. Grande desempenho do Rohan Hoffman. Sempre em cima do acontecimento, a deixar jogar e com critério uniforme, e sobretudo com coragem para aplicar - de forma inteiramente merecida - o vermelho ao pilar Gustavo Duarte.
b. O pior em campo: Gustavo Duarte. Num jogo com transmissão televisiva, o pilar de Agronomia aproveitou a confusão do ruck para deitar os dedos aos olhos do formação e capitão do CDUP, Bernardo Vasquez. Péssima propaganda para o Rugby.
Arrisca uma punição que pode ir aos 12 jogos, mas que - de acordo com o Regulamento Disciplinar da FPR - será no mínimo de 6 jogos: "i) - Agressão sobre os olhos do adversário com os dedos – suspensão por 6 (seis) a 12 (doze) jogos;" - Artigo 24º, alínea i).
Arrisca, igualmente, ficar de fora dos próximos jogos da selecção nacional... Será pois interessante verificar como descalça a FPR esta bota.
c. Pena o CDUP não ter jogado de verde e a Agronomia de branco, ou mesmo com o seu equipamento habitual. O branco do CDUP confundia-se, nos planos mais distantes da TV, com as camisolas listadas de Agronomia... Penso que esta situação deveria ter sido acautelada pela FPR. A compreensão do jogo acabou por ser prejudicada, sobretudo para tele-espectadores menos conhecedores dos jogadores em campo.
d. Bom jogo do CDUP. Surpreendeu-me pela positiva.
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Vasco Uva permanece no Direito

Após várias semanas de ansiosa espera por uma proposta concreta e dentro das suas expectativas, por parte de clubes do Top 14 francês (com o Castres Olympique à cabeça), Vasco Uva anunciou que se vai concentrar no seu GDD, nas provas nacionais de Rugby e nos Lobos.
Penso que faz muito bem o meu homónimo, que já faz falta na sua equipa e no nosso campeonato, tão carecido de jogadores de qualidade superior.
A lista de jogadores transferidos é assim a seguinte:
Tiago Girão (Ex-CDUL): CRC Madrid
José Pinto (ex-Direito): CRC Madrid
Diogo Gama (ex-Benfica): CRC Madrid
Juan Murré (ex-Belenenses): Livorno
Cristian Spachuk (ex-Belenenses): Blagnac
Juan Severino (ex-Agronomia): Reggio Rugby
Permanecem "lá fora":
David Penalva: Blagnac
Gonçalo Uva: Montpellier
André Silva: Stade Montois
Arnaud Ferreira: Cahors Rugby
Uma dúvida, que peço a alguém conhecedor(a) da situação que esclareça: o argentino Eduardo Acosta permanece no GDD, ou muda-se também ele para outro campeoanto estrangeiro?
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