Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Férias, até 13/07

Gripe A afecta Barbarians Franceses

http://www.rugbyfun.com.ar/nota.asp?not_codigo=66546

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Lions para o segundo "Test-Match"

A "negrito" as alterações no XV inicial:

15. Rob Kearney
14. Tommy Bowe
13. Brian O'Driscoll
12. Jamie Roberts
11. Luke Fitzgerald
10. Stephen Jones
9. Mike Phillips
8. Jamie Heaslip
7. David Wallace
6. Tom Croft
5. Paul O'Connell - Capitão
4. Simon Shaw
3. Adam Jones
2. Matthew Rees
1. Gethin Jenkins

Suplentes

16. Ross Ford
17. Andrew Sheridan
18. Alun Wyn Jones
19. Martyn Williams
20. Harry Ellis
21. Ronan O'Gara
22. Shane Williams

(sem título)

Há mais de um ano, durante o Torneio Nacional de Sevens em Cascais, falava eu com um jovem jogador que alinhava (e alinha) na posição n.º15 sobre as características específicas de um defesa, quando o nome de JPR Williams surgiu na conversa.

"Quem é esse gajo?", perguntou o meu companheiro de conversa. Fiquei estupefacto. Então esta jovem promessa do Rugby nacional não fazia a mínima ideia sobre quem foi JPR Williams, uma das referências da história do Rugby e em particular um dos melhores defesas da história do jogo?

À medida que me vou embrenhando no Rugby apercebo-me de uma coisa um pouco estranha: há muitos jogadores de topo no nosso país, e muitos miúdos em quem muito se aposta, que não têm conhecimento(s) acerca da história do jogo e dos seus principais protagonistas. Pior: muitos não acompanham sequer a actualidade da modalidade e os test-match que a Sporttv vai trazendo até nossas casa, em diferido ou em directo.

Há dois meses, no momento da apresentação da Final Four da Divisão de Honra, um jogador presente (pertencente a uma das quatro equipas envolvidas) confessava não conhecer nem caras nem nomes dos jogadores das equipas adversárias, já que para além dos jogos da sua equipa não acompanhava nem a Divisão de Honra nem - pasme-se - a selecção nacional.

Como é óbvo, o facto de um jogador ser internacional, ou atleta do CNT, não o obriga a viver para o Rugby (o que se exige aos profissionais, dentro de limites saudáveis, e nunca a amadores que para além do Rugby têm 1001 coisas em que pensar). Mas não deixa de ser estranho que quem se entrega à modalidade com tanto empenho não tenha depois, fora do contexto específico das competições que disputa, interesse em acompanhar a actualidade da modalidade, ou em conhecer o que ela foi no passado.

O Blog Rugby Dump publicou, há uns tempos, dois vídeos bastante interessantes, em que dois estrelas do Rugby inglês (David Strettle e Paul Sackey) eram questionados acerca de assuntos da história recente do Rugby relativamente aos quais qualquer adepto minimamente informado não teria dúvidas em responder. Nenhum dos dois foi capaz de dar a resposta, e a questão que então se levantou foi mais ou menos esta: será bom para o jogo que os seus principais protagosnistas - profissionais ou amadores, no contexto internacional ou nacional - não se interessem pelo que, no mundo do Rugby, se encontra para além das fronteiras da(s) sua(s) equipa?

Não acredito que o simples facto de saber quem foi o JPR Williams torne nenhum jogador melhor jogador. A questão não é bem essa... Agora: será possível compreender as especificidades do Rugby sem conhecer a fundo da modalidade, a sua história, os seus principais protagonistas e - já agora - o que se vai passando fora de portas?

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Lions 13 - Emerging Springboks 13

Não é a primeira vez que os Lions deixam de ganhar um jogo fora dos test-match, longe disso. Ainda em 2005 foram derrotados pelos Maori, se não estou enganado em Hamilton. O que torna esta meia-derrota um pouco insólita é o facto dos Emerging Boks estarem a alinhar sem um único internacional sul-africano, contra uma equipa dos Lions recheada de internacionais e até com alguns campeões do mundo de 2003. E o facto de a 2 minutos do fim o jogo parecer estar senteciado, com o marcador em 13-6.

Vi apenas a segunda parte, mas o que vi deu para perceber porque razão os Lions se deixaram empatar. Mais de uma hora sem marcar pontos (fizeram 10-0 logo nos primeiros 15 minutos de jogo), e toda uma segunda parte à espera do apito final. Monye voltou a falhar ensaios certos, e as dificuldades nas fases de conquista da bola repetiram-se.

É certo que os jogadores fundamentais da equipa estavam de fora, a repousar para o segundo test-match, mas caramba... Estamos a falar de uma equipa com muitas centenas de internacionalizações somadas contra um conjunto sem uma única, e muito jovem.

Vickery entrou a 15 minutos do fim, e foi apupado pelos adeptos dos Lions presentes. Ficará certamente de fora do segundo jogo contra os Boks, parece-me certo.

Hoje sai a convocatória para o jogo decisivo. A minha equipa seria:

1. Gethin Jenkins
2. Matthew Rees
3. Adam Jones
4. Paul O'Connell
5. Donncha O'Callaghan*
6. Tom Croft
7. David Wallace (por falta de alternativa)
8. Jamie Heaslip
9. Mike Phillips
10. Stephen Jones
11. Shane Williams
12. Jamie Roberts
13. Brian O'Driscoll
14. Tommy Bowe
15. Lee Byrne

* Melhor em campo, ontem.

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Vários

I. A importância do Rugby em Limerick (Irlanda)

Enquanto por cá nos entretemos a contabilizar quantos funcionários da FPR estão ligados ao clube A e ao Clube B, lá fora leva-se o Rugby um pouco mais a sério, e no site do Munster pode-se ler um excelente artigo sobre um estudo relativo ao impacto económico do Rugby e do Thomond Park na actividade económica da cidade de Limerick.

Entre muitos dados interessantes fiquei a saber que entre os 445 adeptos dos Ospreys que participaram na amostra do estudo relativo ao jogo da Heineken Cup em Thomond o nível médio de despesa em Limerick foi de 527 euros. A visita dos Ospreys a Thomond Park terá gerado algo com 10 milhões de euros para a economia local. Impressionante.

Igual estudo foi realizado aquando da recepção do Munster aos Wasps, e o gasto médio calculado para os adeptos do clube londrino foi de 537 euros.

Andamos nós entretidos com discussões de merda e contabilidades rídiculas, que apenas demonstram a pequenez do nosso Rugby, e lá fora eleva-se a modalidade a um patamar diferente: motor da economia de algumas regiões. Cada país (e cada "Rugby") tem o que merece.

II. Entrevista com Gonçalo Foro

O Bryan Freitas tem levado a bom porto um trabalho excelente, que acompanho silenciosamente. Já colaborou aqui com o "Pontapé de Ressalto", mas no seu Blog tem feito um trabalho notável, que agora é enriquecido com uma excelente entrevista ao Gonçalo Foro, que vivamente aconselho. Para a ler, clique aqui.

III. Beach Rugby de Matosinhos


Aqui fica a publicidade ao evento:

Vickery, Sheridan ou Adam Jones?



Stephen Jones:

"Let us be precise about Saturday. The referee allowed The Beast to squat low and fire Vickery through the roof of the scrum, something that is totally illegal. Good luck to South Africa, because if the Lions were able to get away with the same thing, then they would definitely have tried it. But to my mind, there was an awful lot that was freakish about the so-called demolition of Vickery and, while it is unlikely, I would certainly not put it past Ian McGeechan, a fervent admirer of Vickery, to at least retain him in the Test squad for Pretoria."

Nick Cain:

"We are now told by Paddy O'Brien, the IRB referees' manager, that after years of equalisation at the scrum, where referees have ruled against dominant scrums by awarding tit-for-tat penalties in favour of serial collapsers (for example, Australia's Al Baxter), we now have a scrum contest again, where the mighty will be rewarded.

If it is consistently applied, it is great news for those of us who want to see the scrum restored to its rightful place. However, it has caught the Lions coaches on the hop because where they went for mobility over muscle in the front row, South Africa, who clearly had a better reading of Kiwi referee Bryce Lawrence, powered-up.

The Lions need to meet power with power, and that is why, if he is fit, Sheridan is a must for Pretoria. Gatland and Rowntree must let him have a crack at Smit - if it does not work then they can always bring on Jenkins - because it would be a travesty for this series to end with an army of Lions fans wondering "what if..."

David Walsh:


"Of course, the Lions didn’t start well. The explosion of physicality that everyone had predicted didn’t materialise and that certainly wasn’t Phil Vickery’s fault but when the first scrums took place, it was clear that the Lions’ tighthead prop was experiencing chronic difficulties containing the explosive strength of Tendai Mtawarira in the powerhouse Springbok pack.

In the first scrum, Vickery went up into the air, his red jersey up around his shoulders, his feet only fleetingly in touch with the ground, and though it is no longer legal to drive your opponent upwards at the scrum, it was seriously worrying for the Lions that their most experienced front-row forward was having such difficulty.

Sometimes a prop gets into difficulty because he doesn’t get the initial hit right and you hoped this was the case with Vickery. Alas, it wasn’t. What started as a problem became a disaster, as Vickery was driven back and then across, pushed up and then often he was driven into the ground. Bryce Lawrence, the referee, penalised him time after time and you could see Lions’ heads drop."

Miguel Portela e Nuno Durão

No pequeno artigo de balanço dos Sevens de Coimbra ficaram por assinalar dois destaques que em tempo devido o Miguel Rodrigues do Blog do CDUL mencionou, e relativamente aos quais não posso deixar de dar eco, por ser uma questão de elementar justiça. Refiro-me a dois veteranos (um mais do que o outro) que deram um brilho maior ao Torneio: Miguel Portela e Nuno Durão.

O primeiro ainda parte a loiça toda, seja em que campo for e contra quem for. Na final, com a bola nas mãos à entrada dos 22 do Belém, arrancou para só parar no ensaio... Não havia dúvida de que o marcaria pois o Miguel é um daqueles jogadores quase impossível de parar numa circunstância daquelas. Fez um excelente Torneio, e provou que não foi por amizade que esteve nos planos da equipa técnica nacional para o Mundial de 2009.

O segundo tem mais anos nas pernas, mas é o estratega da equipa de Sevens do Rugby da Linha, um clube que se tem revelado nesta variante do jogo. Para muitos o melhor jogador de Rugby português de todos os tempos, o Nuno Durão não parece em campo ter 46 anos. Em Madrid, há duas ou três semanas, o Rugby da Linha jogava uma das finais e ao meu lado um espanhol dizia para outro "aquele gajo já deve andar nos "trinta e muitos"... Quando lhe disse que já tinha passado os "trinta e muitos" há uns anos ficou parvo, não queria acreditar.

O mérito da participação de Nuno Durão nas competições de Sevens não se resume à sua presença. Isso seria apenas engraçado, mas pouco relevante. O que é interessante é ainda fazer a diferença em muitos jogos, nomeadamente ao nível da tomada de decisão no jogo.

Fica aqui o justo destaque aos dois jogadores, que se apresentaram (naturalmente) com níveis de exibição muito diferentes, mas foram de uma grande importância para as respectivas equipas.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Sevens

Sevens

Não fosse o calor e a modesta presença de público nas bancadas do Estádio de Taveiro (se calhar o muito calor ajudou a afastar alguma gente) e o Campeonato Nacional de Sevens 2009 teria sido um sucesso total. A Académica está de parabéns por uma excelente realização, que aliás encontra paralelo no elevado nível competitivo em que se apresentou a sua equipa.

No plano desportivo foi uma prova mais ou menos como se esperava: uma fase de grupos desnivelada, com as melhores equipas a construirem vitórias muito volumosas, jogos dos 1/4 de final um pouco mais disputados e Rugby a doer nas meias-finais e finais.

Belenenses, Direito, Académica e CDUL foram de facto as melhores quatro equipas presentes, e penso que a classificação final é fiel ao nível exibicional destes quatro conjuntos no segundo dia de prova.

Tomaz Morais e Pedro Netto, presentes no Campeonato, tiraram as suas notas, e a convocatória para Hannover (para a fase de preparação do Europeu, que agora prossegue) fica legitimada pelo desempenho dos jogadores. Por outro lado, os repetitivos críticos de convocatórias onde marcam presença jogadores Sub-20 do Belenenses poderão ter verificado ontem em Coimbra (se lá estiveram) que não é por mero acaso de Manuel Costa (grande ensaio na final!) e Veltioven Tavares estarão, muito provavelmente, nas contas da equipa técnica para os trabalhos da selecção.

Pedro Silva ganhou, com todo o merecimento, o prémio de melhor jogador do Torneio, e igualmente nas vistas deram Diogo Mateus, Sebastião da Cunha, Pedro Leal (72 pontos e melhor marcador), Adérito Esteves, Francisco Serra, Sérgio Franco e Hugo Valente. Outros internacionais presentes em Coimbra estiveram mais apagados, e nas equipas menos cotadas na variante não deu para perceber com clareza se algum jogador justificou potencial convocatória.

Sábado, 20 de Junho de 2009

O melhor "par de centros" do mundo

Faltas, faltas, faltas...

Os Lions revelam grandes dificuldades em adaptarem a sua postura em campo aos critérios algo duvidosos do árbitro neozelandês. Há segundos os Springboks fizeram 24-7, depois de duas penalidades que os levaram até 5 metros da linha de ensaio dos Lions. Faltas, faltas, faltas... têm feito a diferença. E é uma pena.

75' - 26-21: Os Lions estão a fazer uma 2ª parte de luxo! A África do Sul limita-se a defender, e com recurso permanente à falta. Um cartão amarelo - mais do que justificado - já teria feito toda a diferença. (Ps: Os Lions fizeram dois avants em cima da linha...).

Final: 26-21.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Lions! Lions! Lions!

Um "cheirinho" sobre a magnífica equipa de 1974, que limpou as "Series" na África do Sul:









Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

John Hayes nos Lions

"Munster giant John Hayes is the latest Magners League player to link up with the British & Irish Lions in South Africa."

O 1º grande jogo é sábado: Lions x Springboks

15. Lee Byrne (Ospreys/Wales)
14. Tommy Bowe (Ospreys/Ireland)
13. Brian O'Driscoll (Leinster/Ireland)
12. Jamie Roberts (Cardiff Blues/Wales)
11. Ugo Monye (Harlequins/England)
10. Stephen Jones (Scarlets/Wales)
9. Mike Phillips (Ospreys/Wales)
8. Jamie Heaslip (Leinster/Ireland)
7. David Wallace (Munster/Ireland)
6. Tom Croft (Leicester Tigers/England)
5. Paul O'Connell (Munster/Ireland) Captain
4. Alun-Wyn Jones (Ospreys/Wales)
3. Phil Vickery (London Wasps/England)
2. Lee Mears (Bath/England)
1. Gethin Jenkins (Cardiff Blues/Wales)

Suplentes:

16. Matthew Rees (Scarlets/Wales)
17. Adam Jones (Ospreys/Wales)
18. Donncha O'Callaghan (Munster/Ireland)
19. Martyn Williams (Cardiff Blues/Wales)
20. Harry Ellis (Leicester Tigers/England)
21. Ronan O'Gara (Munster/Ireland)
22. Rob Kearney (Leinster/Ireland)

Notas:


- Sheridan nem no banco se senta.
- O'Gara fica no banco, Jones a titular.
- Andy Powell de fora do 1º jogo a doer.
- Ugo Monye e Bowe são os pontas que se impunha... Bela escolha.
- A mêlée vai ser a chave, e a touche terá de funcionar - pelo menos - nas boas de introdução própria.
- Em jogo disputado ao nível do mar os Lions terão de garantir 0-1 na série. Uma derrota significará, muito provavelmente, a derrota no conjunto dos 3 jogos.

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Challenge Cup

Longe de casa, e sem acesso à internet nos últimos dias, apenas ontem tomei conhecimento (via "A BOLA") do caso Challenge Cup. Fomos preteridos, uma vez mais, em benefício de uma equipa espanhola que segundo li estará sediada em Madrid.

Talvez devido à distância fiquei sem perceber uma série de coisas ligadas a este processo, e nos próximo dias vou tentar perceber melhor o que aconteceu, e como foi possível termos perdido para a Espanha (para o "Olympus Rugby XV, sediado em Madrid") um lugar que muito jeito nos dava. A notícia de "A BOLA" também não esclarece muita coisa (se calhar porque os dados ainda são escassos), apesar de meter no cepo a cabeça de dois dirigentes federativos.

Aqui na Tasca tenho sido o mais crítico possível desta FPR. Não concordo com as suas prioridades, com o seu modo de funcionamento nem com grande parte das decisões que toma... Mas também não me parece justo dar nome a dois culpados que, segundo o próprio artigo, até entregaram em tempo útil a documentação exigida para a participação de uma equipa portuguesa no sorteio (pelo menos é a leitura que faço do artigo de "A BOLA").



Deixando de lado o tema da culpa, a verdade é só uma: sai prejudicado o nosso Rugby e a possibilidade de se dar mais e melhor competição ao grupo de jogadores que integram, ou que poderão passar a integrar, a equipa principal de Portugal.

Adversários como o Montpellier, o Worcester e a equipa de Connacht não se enfrentam todos os dias, e a verdade é que estão num patamar desportivo muitíssimo superior ao nosso. Visitá-los e sobretudo recebê-los seria fantástico para o pobre contexto nacional do Rugby de clubes.

Em suma: foi uma pena ficar de fora da Challenge Cup. Esclarecimentos da FPR, precisa-se!